A proposta do Abraça é entregar a sustentabilidade além do período de realização dos Jogos. Junto com nossos parceiros e patrocinadores, desenvolvemos projetos e programas que funcionam como sementes a serem cultivadas por toda a sociedade.
Nossa forma de trabalhar a sustentabilidade se dá através da integração de três pilares – PLANETA, PESSOAS e PROSPERIDADE – e o nosso objetivo é:
- estabelecer um padrão de sustentabilidade para a realização de eventos;
- inserir a sustentabilidade no DNA do desenvolvimento dos Jogos;
- servir de exemplo de boas práticas sustentáveis;
- ser transparente através do diálogo com a sociedade.

Planeta
Entregar Jogos de baixo impacto, reduzindo, ao máximo, a pressão sobre recursos materiais e energéticos, sem comprometer a qualidade do evento.
Ao abraçar operações de baixo impacto, o Rio 2016 trabalha orientado para a sustentabilidade nos seus processos. Isso significa que antes mesmo de executar uma atividade, já pensamos em como podemos entregá-la de forma enxuta e eficiente do ponto de vista ambiental.
Eficiência
É inevitável que a realização dos Jogos gere impactos no meio ambiente. Estamos falando de um grande consumo de água, energia, matéria prima, alimentos… O Rio 2016 assume o compromisso de utilizar qualquer recurso de forma consciente e racional, priorizando materiais certificados, reutilizáveis e recicláveis.
• Compra de madeira 100% certificada → O Rio 2016 assumiu o compromisso de comprar toda madeira ou itens de madeira necessários para realização dos Jogos de fontes com a certificação da cadeia de custódia. Isso significa que, além do manejo sustentável no momento da extração, há a garantia de rastreabilidade desde a saída da madeira das florestas até o consumidor final.
• Sede sustentável do Rio 2016 → A sede do Rio 2016 é uma construção temporária. Após seu desmonte, 80% do material será reaproveitado em futuras instalações. Nela consumimos 70% menos de energia em comparação a prédios comuns. O uso de temporizadores nas pias dos banheiros, as descargas inteligentes e o sistema de captação de água da chuva nos permite um consumo menor de água. Isso sem contar, é claro, que a instalação é completamente acessível a deficientes físicos e visuais.
• Análise de ciclo de vida de materiais → Até 2016, a identidade visual dos Jogos estará presente em toda cidade do Rio de Janeiro de diversas formas, impressa em diversos tipos de materiais. Para assegurar uma escolha mais consciente e sustentável, o Comitê analisou o ciclo de vida de 106 materiais que serão utilizados pela equipe de Identidade Visual dos Jogos de forma que gere o menor impacto possível.
Emissões de carbono
Para entregarmos Jogos de baixo impacto, trabalhamos em várias iniciativas para reduzir nossas emissões. Completamos o estudo da nossa pegada de carbono e definimos a estratégia para o gerenciamento das emissões. Nela focamos no processo de medir o impacto, reduzir as emissões, mitigar o que for possível e compensar o que não puder ser mitigado.
• Biodiesel de óleo de cozinha reciclado → Para as frotas de ônibus e caminhões serão utilizados, junto ao diesel, um composto de 20% de óleo de cozinha reciclado. O uso desse biodiesel emite menos carbono e enxofre que o diesel mineral. Estima-se que 20.000 catadores de óleo serão envolvidos, estimulando, assim, o desenvolvimento desta cadeia produtiva.
• Programa de eficiência em logística → Um grande impacto nas emissões de CO2 dos Jogos diz respeito à logística. O Rio 2016 está desenhando um modelo de rotas inteligentes que permitirá que o tempo gasto com o transporte dos mais de 30 milhões de itens dos Jogos seja menor. Em consequência, o consumo de combustível também será menor, assim como as emissões de carbono.
• Plano de mitigação tecnológica de carbono → O programa de mitigação tecnológica de carbono visa mitigar 100% das emissões de responsabilidade do Rio 2016. São 500 mil tco2eq de emissões diretas de nossas operações e 1,5Mtco2eq de emissões dos espectadores. Os projetos de mitigação envolvem o setor agrícola, industrial e de construção civil e vão gerar benefícios de curto, médio e longo prazo.
Resíduos
Para o Rio 2016, um dos pontos-chave da sustentabilidade diz respeito à gestão de resíduos, já que grandes volumes serão gerados diariamente durante os Jogos. Minimizá-los, bem como promover a conscientização do descarte correto e da reciclagem por parte de espectadores, atletas, voluntários e demais envolvidos no evento é o nosso grande desafio.
• Gestão de resíduos da sede do Rio 2016 → Enquanto os Jogos não acontecem, o nosso escritório é a única instalação a gerar resíduos. Trabalhamos no engajamento do público interno para que estes façam o descarte correto. Dentre as ações, destacamos: eliminação de compra de copos; redução do número de impressoras disponíveis e fim das lixeiras individuais.
• Guia de sustentabilidade para embalagens → Um dos principais pontos críticos na geração de resíduos é a embalagem. Pensando nisso, o Rio 2016 lançou em abril de 2013 o guia de sustentabilidade para embalagens. Nele, o Comitê apresenta os requerimentos de sustentabilidade obrigatórios e opcionais para a categoria, como rotulagem, ecodesign, acessibilidade de informações, materiais para embalagem, dentre outros.
• Estratégias de gestão de resíduos para os Jogos → A estratégia de gestão de resíduos não trata apenas do período de realização dos Jogos; ela começa na preparação e vai até a fase de desmonte. Além disso, ela envolve o desenvolvimento de cooperativas de reciclagem e segue a seguinte hierarquia: evitar a geração de resíduos -> reduzir o volume -> gerenciar resíduos inevitáveis -> promover mudança de comportamento. A estratégia também engloba o tratamento de resíduos orgânicos por meio de compostagem, reduzindo a sua destinação aos aterros sanitários.

Pessoas
Promover Jogos para todos, oferecendo a melhor experiência olímpica e paralímpica em todos os momentos
Ao abraçar as pessoas, o Rio 2016 se propõe a engajá-las e conscientizá-las para temas importantes, como a diversidade, a inclusão e a acessibilidade. O trabalho é fazer com que os valores e as atitudes transcendam os Jogos e sejam inspiração para o comportamento cotidiano das pessoas, das empresas e da sociedade.
DIVERSIDADE E INCLUSÃO
Para realizar Jogos para todos, é preciso que eles tenham a cara do Brasil. Várias cores, várias etnias, várias idades, várias histórias de vida, várias experiências. Diversidade e inclusão são temas presentes desde a candidatura e fazem parte da força de trabalho, do processo de compras e da forma como os Jogos são pensados para os espectadores.
• Grupo de diálogos de diversidade e inclusão → Para reforçar ainda mais o compromisso do Rio 2016 com diversidade e inclusão, o Comitê criou no segundo semestre de 2014 quatro grupos de diálogo voltados para gênero, LGBT, negros e pessoas com deficiência. Os encontros servem para definir planos de ação para cada tema e eles serão postos em prática gradativamente a partir de 2015.
• Programa de Diversidade → Quando se pensou nas estratégias de inclusão para o recrutamento e seleção, ficou definido que a missão do Rio 2016 era pensar além das cotas para deficientes. O esforço se concentra em recrutar pessoas com todos os tipos de deficiência, em diversos níveis hierárquicos.
• Programa de treinamento para diversidade, inclusão e acessibilidade → Todos os funcionários, estagiários e voluntários pioneiros, ao iniciarem suas atividades no Rio 2016, passam por treinamentos de diversidade, inclusão e acessibilidade. A capacitação é online e obrigatória a todos. Após a seleção, os 70.000 voluntários dos Jogos também passarão pelo treinamento.
ACESSIBILIDADE
A cidade do Rio de Janeiro apresenta um grande desafio de acessibilidade. O Rio 2016, junto às esferas governamentais, trabalha para que até 2016 todas as pessoas, com qualquer tipo de deficiência, possam participar dos Jogos. Os Jogos são uma oportunidade para potencializar as políticas públicas de acessibilidade, contribuindo para reduzir as barreiras de mobilidade na cidade do Rio de Janeiro.
• Acessibilidade em hotéis → O Rio 2016 criou um programa de avaliação e classificação dos hotéis credenciados, seguindo critérios de acessibilidade. Após as visitas e avaliação, os responsáveis pelos hotéis recebem feedback para que haja conscientização da importância de se oferecer estruturas adaptadas e para que haja mobilização para as melhorias necessárias. Na primeira fase, foram avaliados 22 hotéis e até o fim do programa espera-se chegar a 150 hotéis avaliados.
• Caderno de Diretrizes Técnicas de Acessibilidade → O caderno funciona como um guia de parâmetros técnicos na construção de instalações esportivas. Ele apresenta uma compilação das principais normas e requerimentos de acessibilidade da ABNT, do Comitê Paralímpico Internacional e da própria legislação brasileira. O objetivo é que o documento sirva de legado para a construção de futuras instalações esportivas no país.
• Não sou cadeirante, mas e se fosse? → O projeto se iniciou em 2013 e é uma ação interna do Rio 2016. Ele tem por objetivo permitir que os colaboradores sem deficiência vivenciem, por um dia, a rotina de um cadeirante. Os funcionários que topam o desafio têm de fazer tudo com a cadeira de rodas, inclusive ir ao banheiro e sair à rua para almoçar.
CONHECIMENTO
Uma das sementes mais importantes que o Rio 2016 quer plantar é, sem dúvida, a do conhecimento. Com a realização dos Jogos, a ideia é ajudar a transformar o Rio de Janeiro em uma cidade melhor, com profissionais qualificados e prontos para realizar eventos de qualquer porte.
• Programa Transforma – educação nas escolas → O Transforma é o programa de educação que leva os Jogos Rio 2016 para dentro das escolas. Ele atua criando oportunidades para estudantes vivenciarem os valores Olímpicos e Paralímpicos, experimentarem novos esportes e se engajarem em torno dos dois eventos. Mais informações em rio2016.com/educacao.
• Curso gratuito de inglês → Até 2016, o Comitê vai oferecer curso de inglês online para a força de trabalho dos Jogos (incluindo os voluntários), para escolas do Brasil e pessoas interessadas no idioma. Ao todo, estima-se que 1 milhão de brasileiros serão capacitados neste que será o mais expressivo programa de treinamento de idiomas da história dos Jogos.
• Programa de capacitação de voluntários → Mais do que apenas fazer parte da história dos primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos da América do Sul, os 70 mil voluntários passarão por uma série de treinamentos e capacitação que também será um legado dos Jogos para as pessoas. Serão mais de 1600 cursos disponíveis, como liderança e excelência em serviços, além de curso de inglês online.

Prosperidade
Promover Jogos prósperos, impulsionando a formação de uma cadeia de fornecedores qualificada e um modelo de gestão que privilegia a transparência.
O Rio 2016 abraça o desafio de ser responsável por tudo aquilo que compra, incluindo o ciclo de desmonte. O objetivo é melhorar o padrão de qualidade dos nossos fornecedores e de suas cadeias produtivas. Seguindo o princípio da transparência, disponibilizamos para o público documentos e relatórios com o nosso modelo de gestão e prestação de contas de todas as atividades. Além disso, criamos um ambiente que facilita o diálogo e a troca com diversos atores da sociedade civil.
FORNECEDORES
Com o propósito de atuar como catalizador de mudanças, o Rio 2016 trabalha na melhoria de cadeias produtivas e no desenvolvimento de pequenos fornecedores. A ideia é que a sustentabilidade seja uma vantagem competitiva para todos os fornecedores antes, durante e após os Jogos.
• Guia da Cadeia de Suprimentos Sustentável → A área de suprimentos do Rio 2016 integrou a sustentabilidade à sua rotina de trabalho. A premissa principal é fazer com que os pilares de sustentabilidade dos Jogos estejam presentes nos requerimentos técnicos das contratações. O Guia de Suprimentos Sustentável é o documento básico para os fornecedores interessados em ter o Rio 2016 como cliente.
• Monitoramento da Cadeia → O Rio 2016 monitora a sua cadeia de duas formas: a primeira é através do Sedex Global, banco de dados internacional onde é possível monitorar os critérios de sustentabilidade e gerenciamento de risco de nossos fornecedores-chave e licenciados. Além disso, realizamos visitas às fábricas para monitoramento de conformidade ambiental, social, ética durante a produção de produtos para o Rio 2016.
• Manual de Compras Sustentáveis → O Rio 2016 fomentou o desenvolvimento de uma metodologia de sustentabilidade para a cadeia de fornecedores. O Comitê foi o piloto do projeto conduzido pelo CEBDS, em parceria com mais de 40 empresas. O Manual de Compras Sustentáveis é o primeiro legado de sustentabilidade para o mercado brasileiro impulsionado pelo Jogos.
GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE
Um dos objetivos do Rio 2016 é trabalhar de forma transparente e colaborativa. Por trás dos relatórios e prestações de conta, encontra-se o planejamento, a execução, o monitoramento e o controle de uma série de ações voltadas para a sustentabilidade.
• Plano de Gestão da Sustentabilidade (PGS) → Em 2013, o Rio 2016 lançou o Plano de Gestão da Sustentabilidade (PGS), elaborado em conjunto às três esferas governamentais. O PGS é um plano de ações integrado e nele estão detalhados os programas, iniciativas e projetos de sustentabilidade para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
• Estudo de Impacto dos Jogos Olímpicos (OGI) → Em 2014, foi publicado o primeiro relatório de impactos dos Jogos Olímpicos (OGI). O estudo foi feito pela COPPE, a escola de engenharia da UFRJ, e analisou 22 indicadores ambientais, 76 socioculturais e 25 econômicos. A primeira publicação foi referente ao período de 2007-2013. Ainda serão publicados mais três relatórios que contemplarão os impactos até 2019.
• Relatório de Sustentabilidade → O Rio 2016 assumiu o compromisso de publicar três relatórios de sustentabilidade que cobrirão o período de organização, realização e desmonte dos Jogos. O primeiro relatório, publicado em outubro de 2014, reporta as informações referentes a 2012 e 2013. O foco do documento é mostrar para o público como planejamos, executamos e monitoramos as ações de sustentabilidade do evento.
diálogo
Seria impensável a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos sem o suporte de nosso público de interesse. Atuando em conjunto com diversos stakeholders, juntamos forças para que os Jogos sejam catalizadores de mudanças positivas para o país.
• Diálogos com a sociedade civil → Os primeiros diálogos com a sociedade civil aconteceram em 2013 e reuniram 34 representantes de 24 organizações para avaliação do conteúdo do Plano de Gestão da Sustentabilidade (PGS). Previsto para acontecer todos os anos até 2016, os diálogos possibilitam o fortalecimento de uma rede de transformação efetiva pós-Jogos.
• Rodadas temáticas de sustentabilidade → As rodadas temáticas surgiram a partir de uma demanda identificada nos diálogos com a sociedade civil realizados em 2013. Elas se iniciaram em 2014 e procuram aprofundar seis temas: mobilidade urbana, mudanças climáticas, educação para sustentabilidade, proteção da criança e do adolescente, diversidade e inclusão e transparência.
• Rio Alimentação Sustentável → Desde 2013, o Rio 2016 trabalha em parceria com a iniciativa Rio Alimentação Sustentável. O grupo, voluntário, discute formas de governos, instituições públicas, setor privado e sociedade civil construírem um legado de alimentos saudáveis e sustentáveis. A proposta é que a realização dos Jogos impulsione melhorias para o setor no país.
PARCERIAS
PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente -> O Rio 2016 conta com a parceria do PNUMA para acompanhar suas ações de sustentabilidade. O acordo de cooperação consiste em: avaliação técnica do trabalho de sustentabilidade realizado pelo Rio 2016, facilitação para o engajamento com a sociedade civil e o passaporte verde, que tem como objetivo sensibilizar para o turismo sustentável.
Sebrae – Micro e pequenas empresas fornecedoras do Rio 2016 → O Sebrae no Pódio é um projeto cujo objetivo é qualificar as micro e pequenas empresas para que estas se tornem fornecedoras em potencial do Rio 2016. Além de diagnóstico, capacitação e auxílio para certificação (se necessário), todas as micro e pequenas empresas qualificadas receberão a classificação internacional UNSPSC, chancelada pela ONU.
FSC – Madeira certificada → Em parceria com o FSC, o Rio 2016 criou um ambiente favorável para que todos os fornecedores que tenham a madeira como matéria prima possam obter a certificação de cadeia de custódia. Esta certificação garante um processo sustentável desde a extração da madeira até ela ser transformada em produto e vendida ao consumidor final.
MSC / ASC – Pescado e frutos do mar certificados → O Rio 2016 firmou parceria com o MSC e o ASC para que fornecedores obtenham a certificação sustentável de peixes e frutos do mar. Em conjunto, Comitê, MSC e ASC trabalham para que haja aumento no número de produtores certificados e no desenvolvimento de pequenos produtores locais.
Expo Milano 2015 – intercâmbio de conhecimento de gestão de eventos sustentáveis → A Expo é uma grande feira que acontece em diferentes lugares a cada edição. Em 2015 ela acontecerá em Milão, na Itália, e um dos seus pilares será a sustentabilidade. Aproveitando a sinergia, o Rio 2016 fez uma parceria com a Expo Milano para promover a troca de conhecimento e melhores práticas de sustentabilidade em grandes eventos.