Bom, bonito, barato. E sustentável
27 de fevereiro de 2015
Você se surpreenderia se soubesse que a sede do Rio 2016 foi toda construída com base nos princípios da sustentabilidade? Talvez não. Mas e se você soubesse que mesmo sendo uma instalação temporária, o “custo” da sustentabilidade para quatro anos de sede compensa. Você se surpreenderia?
Apesar de muitas pessoas ainda associarem sustentabilidade a custo, hoje está cada vez mais difundido o conceito de que fazer uso dela compensa. E compensa duplamente. Ou seja, vale a pena pela questão econômica, vale a pena pela questão ambiental.
Mas o que nós temos a ver com isso?
A sede do Rio 2016 começou a ser construída em 2012. A opção pela utilização de estruturas de aço pré-moldadas permitiu que a obra fosse entregue em apenas seis meses e que houvesse otimização de recursos. Com esse método, após a realização dos Jogos, a sede será descontinuada e até 80% do material modular será reutilizado em novas instalações.
Além disso, a construção por módulos permite que o prédio cresça na medida em que o Comitê aumenta o seu número de funcionários. No pico dos Jogos, o Rio 2016 contará com 8000 colaboradores, sem contar terceiros e parceiros. Mas agora, por exemplo, temos pouco mais de 1000 colaboradores.
Imagina se a construção, lá no início, já fosse feita com base no total de pessoas que trabalharão nos Jogos? Quanto se gastaria na manutenção de um prédio, sendo que parte dele só teria funcionalidade tempos depois? E se a opção fosse pela locação de escritórios já prontos? Quem garante que todos os colaboradores permaneceriam na mesma instalação?
Somado à construção modular, o Rio 2016 optou por uma série de outras iniciativas de sustentabilidade para a sede. Por exemplo: todas as lâmpadas são de LED. Junto à instalação de vidros de alta refletividade de calor e elevada transmissão de luz, o uso delas nos permite um consumo de até 70% menos de energia em comparação às lâmpadas fluorescentes compactas.
Além disso, o ar condicionado central possui tecnologia de compressores que permite reduzir o consumo de energia elétrica e de ruído. E aproveitando o calor que é gerado pelos compressores, aquecemos a água da academia e das cozinhas do prédio. Já em dias frios, as placas de energia solar auxiliam no aquecimento da água do edifício sem que os compressores precisem ser acionados.
A sede do Rio 2016 possui, ainda, um sistema de reciclagem de água da chuva que é utilizada na irrigação doa jardins, sem contar, também, que todos os banheiros possuem temporizadores nas torneiras e descargas com válvula dupla.
É claro que não se poderia falar de construção sustentável sem falar de acessibilidade. A prioridade é que todos os trabalhadores com deficiência atuem com autonomia e independência. Para isso, a sede conta com rampas, sinalização em braile, elevadores e banheiros acessíveis, piso tátil, dentre outras adaptações que visam à melhora do ambiente de trabalho para toda a equipe.
Curtiu a nossa sede? Que tal pensar em como transformar a sua casa em um espaço sustentável? Já botou no papel a economia que você pode fazer?