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Você não é cadeirante. Mas e se fosse?

Você já parou para pensar nessa situação? Qual seria a sua relação com a cidade e o ambiente em que vive, seja a sua casa, o seu local de trabalho, ou mesmo a rua?

Tendo a missão de realizar dois dos maiores eventos esportivos do mundo, o Rio 2016 pensa nisso todo dia. E mais, com o desafio de sediar os primeiros Jogos Paralímpicos da América do Sul, a acessibilidade é uma realidade e uma necessidade presentes no cotidiano do Comitê.

O nosso compromisso é receber bem todos, possibilitando a participação com autonomia, independência e dignidade, sem barreiras físicas. Para isso, nós oferecemos acessibilidade total em nossas instalações e treinamos constantemente nossos colaboradores em torno do tema.

Para conseguir oferecer a estrutura necessária, nossos colaboradores precisam ter uma sensibilidade acurada sobre o tema. Pensamos: e se pudéssemos proporcionar aos colaboradores a oportunidade de vivenciar por algumas horas os desafios, dificuldades e superações que os deficientes encaram todos os dias? Até que ponto isso poderia provocar mudanças e como a experiência poderia inspira-los a planejar melhor Jogos mais acessíveis?

Em 2013 criamos o projeto “Não sou cadeirante, mas e se eu fosse?” A ideia era bem simples. O colaborador passaria meio dia ou um dia inteiro trabalhando e se deslocando em uma cadeira de rodas. Na verdade ele tinha de fazer tudo com a cadeira, inclusive ir ao banheiro! E quem optou por passar o dia inteiro sob rodas, o desafio incluía saída do Comitê para almoçar.

O impacto da ação foi imediato. Para Vanessa Sales, da área de Política e Operações Esportivas, passar um dia na cadeira de rodas fez com que ela percebesse melhor a necessidade do outro, tanto como cidadã, quanto como profissional. Desde então ela passou a ser uma “fiscal” da acessibilidade. Para Isadora Brito, da área de Serviços Médicos, participar do projeto reforçou sua postura sobre as dificuldades enfrentadas não só pelos cadeirantes, mas também por outros deficientes, além de idosos, adultos e crianças que precisam de acessibilidade.

Diante do sucesso do “Não sou cadeirante” em 2013, o Comitê resolveu repetir a dose em 2014. Com o apoio da Ottobock, fornecedora oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, que nos cedeu 10 cadeiras, entre os dias 03 e 15 de dezembro acontece a segunda edição do “Não sou cadeirante, mas e se eu fosse?”, aberta a funcionários, estagiários e terceiros.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos daqui a menos dois anos serão um marco para a acessibilidade no Rio de Janeiro. Eles serão uma grande oportunidade para colocarmos em prática o que é necessário na infraestrutura da cidade, além de serem uma grande oportunidade de provocarmos mudança no comportamento das pessoas, ajudando a ampliar o olhar delas em relação aos deficientes.

Aliás, o que você tem feito para melhorar a acessibilidade do seu ambiente ou para melhorar a sua convivência com pessoas que possuam algum tipo de deficiência.