Voluntários e ícones do esporte brasileiro trocam experiências no Comitê Rio 2016
Evento em homenagem ao Dia Nacional do Voluntariado reuniu medalhistas Olímpicos e candidatos a atuar nos Jogos
Evento em homenagem ao Dia Nacional do Voluntariado reuniu medalhistas Olímpicos e candidatos a atuar nos Jogos
Membros do Comitê Rio 2016, ex-atletas e voluntários: união em torno da realização dos Jogos (Alex Ferro/Comitê Rio 2016)
O Dia Nacional do Voluntariado, neste 28 de agosto, foi celebrado em grande estilo no Comitê Rio 2016, com um bate-papo animado entre cinco medalhistas Olímpicos e candidatos a voluntários dos primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos da América do Sul.
Cerca de 120 pessoas encheram o auditório do Comitê Organizador, no Centro do Rio de Janeiro, para ouvir os campeões Olímpicos de voleibol Maurício Lima, Carlão, Tande e Giovane (este último, gerente de Competição do Rio 2016) e o medalhista do atletismo Robson Caetano falarem sobre a importância dos voluntários para a realização dos Jogos.
(Quer atuar como voluntário dos Jogos Rio 2016? Inscreva-se na lista de espera)
No entanto, em meio às estrelas do esporte brasileiro, um “anônimo” roubou a cena: Luis Menezes, ele próprio voluntário dos Jogos Atenas 2004. Presente na quadra na qual o Brasil conquistou o bicampeonato Olímpico de voleibol, Luis acabou figurando na foto de comemoração da equipe – e a convite de ninguém menos que Bernardinho. O depoimento de Luiz encantou a todos:
“Eu acompanhava a seleção brasileira de dentro da quadra. Na foto oficial, depois que o Brasil venceu a final, o Bernardinho fez questão de me chamar para aparecer junto com o time. Na hora eu não sabia se poderia ir (em teoria, os voluntários não devem torcer para qualquer equipe), então pedi autorização e me deixaram. Saí abraçado com ele”.
A integração do voluntário aos atletas foi além; ele acabou “virando” um deles – involuntariamente.
“Eu estava usando uma camisa do Brasil debaixo do uniforme. Uma hora tirei o casaco e as pessoas viram a minha blusa. Por causa da minha altura, devem ter achado que eu era um dos jogadores e me pediram autógrafo!”.

No evento, as risadas generalizadas com as histórias de Luis foram intercaladas por aplausos diante dos depoimentos dos ex-atletas, que destacaram o papel dos voluntários em um evento como os Jogos Olímpicos.
“Após o evento-teste do voleibol (no Maracanãzinho, em julho), fizemos uma reunião com os voluntários que atuaram e o relato deles foi incrível. Foi algo que realmente me fez pensar: é por isso que estou aqui. Por isso, gostaria de convidá-los para que se inscrevam para participar do evento-teste de vôlei de praia, na semana que vem, em Copacabana. Vocês podem ter a absoluta certeza de que sairão dessa experiência melhor do que entraram”, contou Giovane.
“Em Barcelona, tinha uma senhora inglesa no refeitório da Vila Olímpica que sabia que eu gostava mais do macarrão servido aos italianos, então ela sempre dava um jeito de pegar um pouco para mim. Esse tipo de coisa faz diferença. Vocês, voluntários, vão fazer diferença para alguém, e isso não tem preço”, disse Tande.