Veteranos em Jogos Paralímpicos conduzem tocha Olímpica e chamam brasileiros para torcida no Rio 2016
Michele e Marcos já representaram o Brasil em outras edições dos Jogos e voltaram com medalhas para a casa
Michele e Marcos já representaram o Brasil em outras edições dos Jogos e voltaram com medalhas para a casa
Marcão tem experiência de 20 anos de seleção brasileira de futebol de 7 e seis Jogos Paralímpicos (Rio2016/Andre Luiz Mello)
Prontos para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Michele Ferreira e Marcos Ferreira têm o mesmo sobrenome, mas não são irmãos. O que os une são as experiências anteriores de representar o Brasil nos Jogos. Neste sábado (25), eles levaram o judô e o futebol de 7 para o revezamento da tocha Olímpica em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e falaram das expectativas que levam para o Rio.
Michele Ferreira, esperança do judô brasileiro nos Jogos Paralímpicos
Michele conduziu o símbolo Olímpico em Campo Grande (Rio2016/Andre Luiz Mello)
Medalhista de bronze em Pequim 2008 e Londres 2012, Michele vem com tudo no Rio 2016. Em fevereiro deste ano, ela também conquistou o terceiro lugar na disputa do German Open, em Heidelberg, na Alemanha. No início de junho, ela terminou em quinto lugar na disputa do 6º Grand Prix da Grã-Bretanha para Deficientes Visuais, em Birmingham, na Inglaterra. A judoca é uma das primeiras colocadas no ranking para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos.
“A pressão de estar em casa é grande, mas é gostosa. A torcida que, geralmente, era adversária agora será a favor”, comenta. Michele diz acreditar que suas principais adversárias são as atletas europeias. Em especial, as francesas e as alemãs, que estão sempre no pódio. Entretanto, os judocas brasileiros têm bastante experiência em competições de grande porte e boas chances de medalhas.
Classificado para sua sexta edição dos Jogos Paralímpicos, Marcos Ferreira é goleiro da seleção brasileira de futebol de 7, considerado o melhor de sua modalidade em 2015. Neste sábado, ele também conduziu a tocha Olímpica em Campo Grande.
Marcão, como é conhecido, começou sem querer no esporte Paralímpico. Ele foi visto por um coordenador da seleção brasileira em um campeonato regional, que participou por insistência de um amigo. Atualmente, tem quatro ouros em Parapan-Americanos, além de duas medalhas Paralímpicas: um bronze em Sydney 2000 e a prata em Atenas 2004. Um saldo mais que positivo em 20 anos no Time Brasil Paralímpico.
“O esporte me escolheu. Jogava futebol porque gostava. Como eu era lento e não queria ficar de fora, virei goleiro. Com o tempo, fui me aperfeiçoando. Só acreditei que eu era o goleiro da seleção brasileira no dia em que entrei no primeiro avião, morrendo de medo", recorda o atleta.
O experiente goleiro conta com o apoio da torcida e mandou um recado aos brasileiros: