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Um mundo novo

Vencedora dentro e fora dos tatames, Kayla Harrison vai lutar pelo bicampeonato nos Jogos Rio 2016

Por Rio 2016

Primeira judoca campeã Olímpica dos Estados Unidos superou trauma na adolescência e agora tem uma missão que vai muito além do esporte

Vencedora dentro e fora dos tatames, Kayla Harrison vai lutar pelo bicampeonato nos Jogos Rio 2016

Kayla Harrison (de branco) luta para aumentar a popularidade do judô nos Estados Unidos (Rio 2016/Alex Ferro)

Força é a palavra que melhor define Kayla Harrison. O mesmo atributo que atleta utiliza para subjugar as adversárias nos tatames foi fundamental para superar um trauma pessoal e se tornar a primeira judoca campeã Olímpica dos Estados Unidos. E agora sua resistência física e mental foi colocada à prova novamente. Em entrevista ao site rio2016.com, ela contou como está se preparando para defender seu título, na categoria até 78kg, nos Jogos Rio 2016:

“Passei por uma cirurgia no joelho em 2013, voltei a competir no ano passado e em 2015 minha prioridade é fazer uma boa preparação para os Jogos Rio 2016. Os Jogos estão cada vez mais próximos e isso é muito animador. A cada dia e a cada treinamento que faço, me sinto mais preparada para defender meu título”, diz a lutadora, de 24 anos.

Tamanha determinação não surpreende. Kayla passou por momentos extremamente difíceis na adolescência, deu a volta por cima e tornou-se fonte de inspiração para outros jovens. Dos 13 aos 16 anos, ela foi abusada sexualmente por seu treinador. Para superar o trauma, que a fez querer deixar o esporte e até cogitar suicídio, a judoca teve que se mudar para outro estado, deixando sua base de treinamento em Ohio rumo a Massachusetts, para treinar com o medalhista Olímpico Jimmy Pedro.

 

 
Depois do título mundial juvenil de 2008, Kayla venceu o mundial adulto em 2010 e os Jogos Olímpicos Londres 2012 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

Após superar a depressão, a atleta deu os primeiros sinais de ter deixado o passado para trás em 2008, quando conquistou o título mundial juvenil, e a partir daí entrou de vez na elite do esporte, vencendo o mundial adulto em 2010 e ganhando o ouro em Londres 2012. Ela também criou uma fundação para auxiliar jovens vítimas de abuso sexual. 

“O que mais me deixa feliz é ver que o problema que tive no passado não me define mais. Os títulos mostram que já superei o passado, mas me conformar com isso seria egoísta da minha parte. Acho que nada acontece por acaso e hoje percebo que o reconhecimento que obtive com o ouro Olímpico me permite ajudar as pessoas que passam pela mesma situação que eu", declarou Kayla.

"Criei uma fundação que auxilia meninas e meninos que sofreram abuso e isso é o que vou fazer até o fim da minha vida. É muito maior que eu, que o judô e que os Jogos Olímpicos”, completa a judoca, que chegou a afastar-se dos tatames após a conquista do ouro Olímpico, mas voltou atrás da decisão.

“Eu queria ver se poderia me sair bem em alguma outra coisa, mas o tempo foi passando e comecei a sentir muita falta do judô e dos treinamentos. Profissionalmente, sou totalmente realizada e já alcancei os dois objetivos que gostaria: o título mundial e o ouro Olímpico. Mas percebi que posso chegar a ser uma das melhores e ajudar a desenvolver o judô no meu país. Por isso, hoje luto para constituir um legado”, revela a atleta, que carrega as inscriçôes “campeã Olímpica 2012” e "campeã mundial 2010" na faixa de seu quimono.

Em ação no treinamento internacional de judô, em Saquarema, Kayla revelou sua empolgação com os Jogos Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

 

Kayla é uma das estrelas do treinamento internacional de judô que acontece, até o próximo sábado (7), no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Voleibol, em Saquarema. Organizado pela Confederação Brasileira de Judô,  pelo segundo ano consecutivo, o encontro reúne cerca de 200 atletas de 12 países para um período de 10 dias de treinamento. Fã declarada do Brasil e do Rio de Janeiro, a judoca norte-americana não esconde a empolgação com a proximidade dos Jogos Olímpicos.

"Minha experiência em Londres foi fantástica e tenho certeza que os Jogos Olímpicos no Rio serão incríveis, muito divertidos. Me sinto bem no Brasil, a torcida é apaixonada e entende do judô, o que me motiva muito. Os cariocas são muito amigáveis e animados. Acho que nunca falei com uma pessoa aqui que não estivesse com um sorriso no rosto. Acho que deve ser por causa das praias”, brinca a norte-americana.

Sétima colocada no ranking mundial da categoria até 78kg, Kayla precisa se manter entre as 14 melhores até o final do período da contagem de pontos, em 29 de maio de 2016, para garantir sua presença nos Jogos Rio 2016.