Uma oportunidade para crianças viverem uma experiência única
“Efeito educativo será extraordinário”, afirma presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro sobre os Jogos Rio 2016
“Efeito educativo será extraordinário”, afirma presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro sobre os Jogos Rio 2016
Andrew Parsons (sentado entre Carlos Nuzman e o mascote Tom) destaca que os Jogos Paralímpicos irão quebrar barreiras (Matthew Stockman/Getty Images)
A menos de um ano para a cerimônia de abertura, Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), conversou com o site rio2016.com e destacou que são muitas as razões para o público brasileiro lotar as competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, principalmente educativas.
“Primeiro, é uma competição de altíssimo nível, um espetáculo. E divertido”, assinala o dirigente. “Depois, à parte a oportunidade única para ver esses atletas de alta performance no Brasil, será o momento das famílias levarem crianças para viver uma experiência única e ajudar a quebrar barreiras. O efeito educativo será extraordinário”.
O dirigente ressalta que o objetivo do CPB é terminar entre os cinco primeiros países no quadro geral de medalhas e, portanto, o público verá a delegação brasileira ganhando muitas medalhas. “Esse nosso objetivo é, sim, agressivo. E tem esse cunho de educar, transformar a sociedade”, afirma Andrew Parsons, que aproveita para brincar. “Além de tudo, os preços são convidativos. É mais barato do que ingresso de cinema!”, ressalta o dirigente.
O nadador Daniel Dias será fundamental para o Brasil atingir a meta de ficar entre os 5 primeiros (foto: Christopher Lee/Getty Images)
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O presidente do CPB acredita que o Brasil tem tudo para repetir o sucesso dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, quando o público tomou todos os lugares de competição.
“Foram cerca de 2,7 milhões de ingressos vendidos, com uma promoção muito bem feita e boa participação da mídia, com o Channel 4 transmitindo tudo. Eles convidaram o público a conhecer os ‘super-humanos’ e foram correspondidos. O Parque Olímpico ficou mais cheio do que nos Jogos Olímpicos”.
Andrew Parsons diz que o brasileiro em geral já tem uma ideia bem cristalizada dos Paralímpicos, mesmo sem conhecer todos os grandes atletas por nome.
Se em Londres 2012 os britânicos provocaram o público dizendo que os Jogos Olímpicos tinham sido “um aperitivo” para os Paralímpicos, o presidente do CPB acredita no “gosto de quero-mais”. “E haverá pessoas que não foram aos Olímpicos e vão querer ir aos Paralímpicos. Daí nossa meta agressiva também com relação à venda dos ingressos”.
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