Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Um marco no desenvolvimento do esporte

Por Rio 2016

Agberto Guimarães, Diretor de Esportes da Candidatura Rio 2016, explica o que o Centro Olímpico de Treinamento poderá fazer pelos atletas brasileiros

Um marco no desenvolvimento do esporte

Atletismo, boxe, esgrima, esportes aquáticos, ginástica, lutas, judô, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tênis, badminton e levantamento de peso. Estas serão as primeiras modalidades contempladas pelo Centro Olímpico de Treinamento, um ambicioso projeto do COB apresentado juntamente à candidatura Rio 2016. O revolucionário COT centralizará a infra-estrutura necessária para a formação, treinamento e desenvolvimento de atletas, otimizando o trabalho das comissões técnicas e de outros profissionais do esporte. Além das instalações esportivas, ele contará ainda com uma completa infra-estrutura de apoio, incluindo biblioteca, salas de aula, auditório, laboratório de informática, alojamentos etc. O COT nasce, definitivamente, como um importante legado da candidatura Rio 2016 para toda a América Latina e o Caribe, demonstrando o compromisso do Brasil com o movimento olímpico. Agberto Guimarães - campeão Pan-americano em Caracas/1983 nos 800 e 1500 metros, e atual Diretor de Esportes da Candidatura Rio 2016 - é quem explica este projeto com mais detalhes:
 
P: O que é exatamente o Centro Olímpico de Treinamento? 
R: Um COT é um ambiente propício para a execução de treinamentos com o auxílio de profissionais com sólida e atualizada formação científica, além de equipamentos e instalações do mais alto nível. O objetivo principal é centralizar toda a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento dos atletas.
 
P: De onde veio a inspiração do projeto? 
R: A idéia surgiu da observação das estratégias de sucesso utilizadas pelas principais potências esportivas mundiais que já contam com os COTs.
 
P: Este projeto está condicionado à escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos? 
R: Não, o COT será um legado do próprio processo de candidatura.
 
P: Ele pode ser implantado futuramente também em outras cidades do País? 
R: A idéia inicial é ter um COT principal no Rio de Janeiro, uma espécie de “quartel-general”, e fortalecer a utilização dos Centros de Treinamento das modalidades olímpicas já existentes nas outras cidades brasileiras. O COT será mais voltado ao desenvolvimento e refinamento dos treinamentos de atletas de alto nível. O trabalho de formação de atletas ficará a cargo dos CTs exclusivos das modalidades olímpicas.
 
P: E como funcionarão os ciclos de internação dos atletas? 
R: A parte operacional do COT será gerenciada por uma agenda confeccionada de acordo com os principais eventos esportivos nacionais e internacionais. Seguindo esse calendário, as seleções das referidas modalidades serão convidadas para os ciclos de internação. Neste período, os atletas participarão de baterias de testes e utilizarão a estrutura física e profissional para suporte a seus treinamentos. Ao fim do período determinado, os atletas e a comissão técnica voltarão aos seus locais de origem para a continuação dos treinamentos e a disseminação dos conhecimentos adquiridos.
 
P: Além do treinamento, o que mais o COT poderá oferecer aos atletas? 
R: O COT irá prover serviços nas seguintes áreas: nutrição; fisioterapia; medicina esportiva e clínica; apoio à carreira de atletas; avaliação fisiológica, biomecânica, psicológica e bioquímica; e um centro de informações esportivas com infra-estrutura para cursos, simpósios e palestras.
 
P: De quanto será o investimento para sua construção e manutenção? 
R: Esses investimentos ainda estão sendo calculados. As verbas virão de investimentos do Ministério do Esporte, de contratos de patrocínio e de leis de incentivo fiscal.
 
P: Qual foi sua maior conquista como atleta? 
R: No cenário olímpico, certamente foi o quarto lugar nos 800 m dos Jogos de Moscou, em 1980. Nas disputas continentais, destaco as medalhas de ouro dos Jogos Pan-americanos de Caracas, em 1983, nos 800 e 1500m.

P: Quais eram as principais dificuldades de treinamento na sua época?
 
R: Iniciei minha carreira em Belém do Pará, no ano de 1974 (Agberto nasceu na cidade paraense de Tucuruí). Dá para imaginar quantas dificuldades tínhamos naquela época. Belém só tinha uma pista de terra e lá chove todos os dias, faz um calor bem razoável - média de 32 graus na sombra - e umidade por volta de 90%. Não havia equipamento para dar suporte ao treinamento dos atletas. Patrocínio, nem pensar. E, para tornar a coisa ainda mais difícil, Belém fica muito isolada do Sudeste do Brasil, onde aconteciam as competições de atletismo. Felizmente consegui uma bolsa para estudar nos EUA, em 1978, e daí por diante as coisas melhoraram.
 
P: E o que você acha que melhorou para os atletas de hoje? 
R: Absolutamente tudo. No caso do atletismo, hoje temos pistas sintéticas de excelente qualidade espalhadas por vários Estados do Brasil, e um número enorme de competições de ótima qualidade organizadas pela CBAT. O COB, através do departamento técnico, cuida para que os atletas brasileiros selecionados por suas respectivas confederações tenham todo apoio necessário para suas preparações antes dos Jogos Olímpicos e Pan-americanos: providencia uniforme de qualidade, promove training camps de aclimatação... e muitos esportistas recebem suporte financeiro das suas confederações, ou via programas da Solidariedade Olímpica, além do patrocínio de entidades privadas.
 
P: O que o projeto do COT pode deixar de legado para o Rio e para o Brasil? 
R: O projeto em si será um marco no desenvolvimento do esporte Olímpico no Brasil, pois dará às Confederações a oportunidade de treinarem seus atletas num centro esportivo dotado das mesmas condições de infra-estrutura que os centros encontrados em outros países mais desenvolvidos. Oferecerá a oportunidade a uma centena de profissionais da área esportiva de participarem da preparação dos atletas de elite e, por fim, proporcionará uma grande oportunidade para a formação de vários profissionais do esporte de todo o Brasil.