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Um mundo novo

Tricampeã Olímpica e mãe, Walsh sonha com quarteto de filhos e medalhas nos Jogos Rio 2016

Por Rio 2016

Mãe de três filhos, norte-americana conquistou o ouro no vôlei de praia nas três últimas edições dos Jogos e quer aumentar suas coleções

Tricampeã Olímpica e mãe, Walsh sonha com quarteto de filhos e medalhas nos Jogos Rio 2016

Mãe de três filhos, norte-americana Kerri Walsh é dona de três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos (FIVB/Mauricio Kaye)

Kerri Walsh Lee Jennings é uma mulher realizada. Dona de três ouros Olímpicos no vôlei de praia, ela tem em casa outros três valiosos troféus: os filhos Joseph Michael, de cinco anos, Sundance Thomas, de quatro, e a caçula, Scout Margery, de dois. Um dos melhores exemplos de como conciliar a vida de mãe e a carreira de atleta, a norte-americana de 36 anos quer aumentar suas duas coleções após os Jogos Rio 2016, conquistando seu quarto ouro Olímpico e sendo mãe pela quarta vez.

“Já temos três filhos, um para cada medalha. Espero que o quarto venha junto com mais uma medalha. Quero continuar assim porque está dando certo. Meu foco agora é no número quatro, na vida pessoal e na carreira”, diz a atleta de 1,88m, que é casada com o também jogador de vôlei de praia Casey Jennings.

“Ter um filho faz a mulher mais forte. Não é fácil conciliar, mas meu marido me ajuda muito e me dá todo o apoio que preciso. É o desafio mais gostoso que uma pessoa pode ter. O que mais amo na vida é estar com meu marido e meus filhos”, destaca Walsh, que disputou os Jogos de Londres 2012 grávida de cinco semanas de sua caçula.

Se certamente contará com o apoio do marido e dos filhos na torcida nos Jogos Rio 2016, a norte-americana não terá mais a seu lado a parceira Misty May, com que conquistou o ouro em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, além de três títulos mundiais em 11 anos de parceria. Ao lado da ex-parceira, Walsh venceu todos os 21 jogos que disputou nos Jogos Olímpicos, perdendo apenas um set. Após a aposentadoria de May, ela uniu-se a April Ross, que foi sua adversária na decisão dos Jogos de Londres.

“Acredito que vamos vencer. Misty e April são muito parecidas em muitas coisas: as duas são campeãs, trabalham muito duro e são ótimas jogadoras. Mas a personalidade e o estilo delas são bem diferentes. Estou crescendo muito com a April porque é tudo novo e isso me desafia de várias maneiras. Joguei com a Misty por muito tempo e já estávamos numa situação muito confortável, então agora é hora de se sentir desconfortável e crescer”, destaca a norte-americana.

May e Walsh conquistaram o ouro nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos (Foto: Getty Images/Cameron Spencer)

 

Se a parceira será nova, o cenário que encontrará nos Jogos de 2016, nem tanto. Foi justamente no Rio, em 2003, que Walsh conquistou seu primeiro grande resultado internacional, vencendo o Campeonato Mundial pela primeira vez. De volta à cidade no começo de 2015 para disputar o Desafio Melhores do Mundo, a norte-americana relembrou os momentos marcantes que viveu nas areias de Copacabana há mais de uma década.

“Foi maravilhoso. Os torcedores fizeram muito barulho com instrumentos, gritaram bastante o meu nome e, mesmo sem entender o que eles estavam dizendo, percebi que foram muito amigáveis. Uma das melhores coisas de os Jogos Olímpicos serem no Rio é que os brasileiros realmente apreciam um bom jogo de vôlei de praia. Mesmo que estejam torcendo pelas duplas do Brasil, eles reconhecem quando um jogador adversário se esforça e joga com o coração. Sempre estimei isso nos torcedores brasileiros”, diz a norte-americana, que espera um ambiente inesquecível na arena de vôlei de praia dos Jogos Rio 2016.

“Os Jogos terão a cara do Rio. Serão barulhentos, bonitos, apaixonantes e muita coisa estará acontecendo ao mesmo tempo. Os Jogos serão incríveis, estou muito empolgada. Para o vôlei de praia, os Jogos no Rio serão os maiores de todos”, acredita.

Católica, Walsh já escolheu seu local favorito na cidade onde lutará por seu quarto ouro Olímpico: “Sou muito religiosa, por isso o Cristo Redentor é um dos meus lugares favoritos na cidade. Quando penso nos Jogos do Rio, as imagens que vêm à minha cabeça são o Cristo, a praia de Copacabana, a arena do vôlei de praia e aquele visual maravilhoso”, imagina.

Walsh, o marido Casey Jennings e os três filhos do casal moram na Califórnia (Foto: Arquivo pessoal)

 

A norte-americana, que representou a seleção de voleibol de seu país nos Jogos de Sydney 2000, provavelmente chegará à sua quinta participação Olímpica nos Jogos Rio 2016. Aos 36 anos, ela admite que pode se despedir das areias no Rio, mas, apaixonada pelo esporte, não descarta seguir em frente após o torneio Olímpico.

“Não sei. É muito provável que seja minha despedida, mas não tenho certeza. Se após os Jogos eu ainda amar o vôlei de praia da mesma forma que hoje, não sei como farei para parar de jogar”, revela.

Neste ano, Walsh e Ross terão as primeiras oportunidades de classificar os Estados Unidos para os Jogos Rio 2016. A primeira vaga estará em jogo no Campeonato Mundial, que será disputado na Holanda, de 26 de junho a 5 de julho. Os pontos conquistados pela dupla no Circuito Mundial serão contabilizados no ranking que será fechado em 13 de junho de 2016, definindo o destino de mais 15 vagas. Ainda estarão em jogo cinco vagas em classificatórios continentais e duas no classificatório mundial, ambos em 2016. O Brasil, país-sede, tem uma vaga garantida. Cada país pode ter até duas vagas em cada gênero.