Três ouros e ainda famintos por vitórias... Equipe brasileira de futebol de 5 mira nos Jogos Rio 2016
Dez anos após a primeira medalha Paralímpica, seleção não contém ansiedade para jogar em casa com o apoio da torcida
Dez anos após a primeira medalha Paralímpica, seleção não contém ansiedade para jogar em casa com o apoio da torcida
Ex-jogador Romário participou de homenagem, no Maracanã, ao aniversário de dez anos do primeiro título Paralímpico do Brasil no futebol de 5 (Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Eles levaram todas as medalhas de ouro do esporte em disputa nos Jogos Paralímpicos até hoje e nunca perderam uma partida sequer. Dez anos após a primeira conquista, em Atenas 2004, a seleção brasileira de futebol de 5 mostra que seu apetite por vitórias não diminuiu. A equipe se prepara para disputar o Campeonato Mundial, em novembro, no Japão, e não consegue conter a ansiedade para defender o título de campeã Paralímpica nos Jogos Rio 2016, onde lutará pelo tetracampeonato com o apoio da torcida.
“A sensação é de que está cada vez mais perto e isso nos deixa ansiosos para que chegue logo. Será um grande momento para todos nós, provavelmente o mais importante das nossas carreiras, e vamos fazer o nosso máximo para dar a alegria de uma grande conquista para todo povo brasileiro, que estará ao nosso lado, nos apoiando e torcendo muito por nós”, diz o pivô Jefinho, melhor jogador do último Campeonato Mundial, em 2010, e bicampeão dos Jogos Paralímpicos – Pequim 2008 e Londres 2012.

Atualmente, a equipe é comandada pelo técnico Fábio Vasconcelos, goleiro da seleção durante a série de três conquistas Paralímpicas, que começou com a vitória sobre a Argentina na decisão dos Jogos Atenas 2004. Três jogadores que disputaram o torneio - Marquinhos, Damião e Bill – continuam na equipe até hoje.
"As expectativas são grandes, pois nunca houve uma competição dessa grandeza em nosso país. Estamos ansiosos para chegar a hora de rolar a bola e da torcida nos apoiar”, diz Marquinhos.
Na semana passada, a seleção brasileira foi homenageada, no gramado do Maracanã, pelo aniversário de 10 anos do primeiro ouro Paralímpico. Os integrantes da equipe receberam placas comemorativas das mãos do ex-jogador de futebol Romário.
“Tenho boas lembranças da primeira conquista do ouro do Brasil, em Atenas 2004, pois ela trouxe muitas coisas para o nosso esporte Paralímpico, como a valorização no aspecto financeiro, o reconhecimento do nosso esporte por parte dos patrocinadores e a melhoria das condições de treinamentos”, comenta o ala Marquinhos, de 31 anos.

Além do tricampeonato Paralímpico, o time coleciona também três títulos mundiais e seis da Copa América, além de ter vencido todas as competições para atletas com deficiência visual que disputou nos últimos sete anos.
Antes dos Jogos Rio 2016, a competição mais importante para a equipe é o Campeonato Mundial. Para defender o ouro conquistado em 2010 e lutar por seu quarto título mundial, o grupo de dez jogadores treina na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói (RJ), desde o dia 10 de outubro.
“O nosso objetivo não poderia ser outro: o que a gente quer é o título. O Mundial é a segunda competição em importância na modalidade e, sabendo disso, nos preparamos muito bem desde o início do ano, treinando forte para chegar 100% em busca da conquista do tetra. Toda competição que disputamos serve como preparação para o Rio 2016. A medalha Paralímpica é o nosso pensamento desde o início do ciclo e jogar nos deixa cada vez mais entrosados”, comenta Jefinho.
Durante a competição, a seleção brasileira, que já tem vaga garantida nos Jogos Paralímpicos como país-sede, conhecerá seu primeiro adversário nos Jogos Rio 2016. As outras seis vagas do esporte serão definidas em 2015, em torneios classificatórios continentais.