Sem a estrela Luciana Aymar, Argentina buscará ouro inédito no hóquei sobre grama nos Jogos Rio 2016
Oito vezes melhor jogadora do mundo, atleta planeja se aposentar neste ano, mas aposta na performance do país em 2016
Oito vezes melhor jogadora do mundo, atleta planeja se aposentar neste ano, mas aposta na performance do país em 2016
Luciana é a capitã da seleção argentina e tem mais de 300 partidas pela equipe nacional (Getty Images/Buda Mendes)
Há mais de 15 anos, Luciana Aymar é a imagem e a alma da seleção feminina da Argentina de hóquei sobre grama. Eleita oito vezes a melhor jogadora do mundo, foi peça fundamental nas duas medalhas de prata e duas de bronze conquistadas por “Las Leonas” nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos. Mas, nos Jogos Rio 2016, a única seleção sul-americana medalhista Olímpica no esporte terá que lutar pelo ouro inédito sem sua principal estrela.
“A ideia é parar de jogar depois da Copa do Mundo (de 31 de maio a 14 de junho, na Holanda). Será uma pena não poder participar dentro dos campos dos primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul, mas tenho a convicção de que após tantos anos dedicados ao hóquei e à seleção argentina, chegou o momento em que preciso descansar e encarar outros objetivos de vida”, revela a meio-campista, de 36 anos, que ganhou o apelido de “Messi de saias” por sua performance.
“Vou deixar o esporte muito contente com o desenvolvimento da minha carreira e todos os resultados que consegui. Sou uma felizarda por tudo que vivi e ainda vivo com o hóquei”, completa.

“As Leonas seguirão muito bem por bastante tempo. Há uma mudança de geração muito boa, com meninas jovens e muito talentosas, que vão crescer ainda mais com as competições internacionais, junto a outras mais experientes, que tomarão o posto de guias do grupo”, aposta a atleta, que não hesita em apontar a Argentina como uma das candidatas ao ouro nos Jogos Rio 2016.
“Como em todos os torneios nos últimos anos, a Argentina fará um grande papel e tentará finalmente conquistar o ouro Olímpico. Acredito que os principais rivais serão Holanda, Coreia do Sul, Inglaterra e Nova Zelândia”, enumera.
Quando abandonar definitivamente os campos, Luciana ainda não sabe qual será seu futuro, mas de uma coisa tem certeza: estará sempre ligada ao hóquei. A musa argentina pretende acompanhar de perto os Jogos Rio 2016 e garante que apoiará a seleção argentina, seja na comissão técnica ou nas arquibancadas.
“Meu pensamento é seguir ajudando o desenvolvimento do hóquei no meu país, mas ainda não tenho muita certeza sobre a melhor forma de fazer isso. Ainda não tenho certeza se irei ao Rio, mas é bem provável que vá ajudá-las na torcida”, conclui Luciana, que acaba de comandar um trabalho de capacitação com 150 jovens praticantes de hóquei sobre grama na Argentina.