Seis campeões na briga voto a voto
Eleição popular do Prêmio Paralímpicos 2015 consagra os atletas brasileiros do ano
Eleição popular do Prêmio Paralímpicos 2015 consagra os atletas brasileiros do ano
Daniel Dias, duas vezes campeão no Prêmio Paralímpicos: sempre favorito (Patrícia Santos/MPMix/ CPB)
São seis histórias diferentes, todas vitoriosas e inspiradoras. Mas, na noite desta quarta-feira (9), no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, a votação popular mobilizada para o Prêmio Paralímpicos 2015 vai consagrar dois nomes em um plano superior: um homem e uma mulher. O SporTV mostra ao vivo, a partir das 20h30, a cerimônia em que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) celebra os melhores atletas do ano. Os vencedores em cada um dos esportes que estão no programa dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 serão homenageados, juntamente com os melhores treinadores – em esporte individual e coletivo – e também o atleta revelação. Essas escolhas todas são feitas por um corpo técnico e já foram divulgadas. A emoção fica por conta da eleição direta, que tem como indicados o nadador Daniel Dias, o canoísta Luís Carlos Cardoso e o velocista Felipe Gomes, entre os homens, e a lançadora e arremessadora Shirlene Coelho, a saltadora Silvania Costa e a nadadora Joana Neves, entre as mulheres.
Favoritismos à parte, a capacidade de mobilização e o carisma podem trazer surpresas. No ano passado, na eleição masculina, o jogador de goalball Leomon Moreno acabou superando o astro Daniel Dias, maior medalhista Paralímpico brasileiro em todos os tempos. Desde que o Comitê Paralímpico Brasileiro criou o Troféu Paralímpicos, em 2011, para escolher o atleta e a atleta de maior destaque a cada ano, Daniel venceu duas vezes (em 2012, perdeu para o velocista Alan Fonteles). Em 2015, os candidatos a zebra no masculino são o piauiense Luís Carlos Cardoso e o fluminense Felipe Gomes.
Até 2010, Luís Carlos Cardoso ganhava a vida como dançarino profissional de forró, trabalhando em shows de cantores como Frank Aguiar. Mas em 2010, um parasita alojado em sua medula o deixou com sem movimentos nos membros inferiores. Depois de descobrir a paracanoagem em 2011, Luís Carlos evoluiu rapidamente e hoje, aos 30 anos, é bicampeão mundial.
O velocista Felipe Gomes, 29 anos, começou a perder a visão aos seis anos, devido a um glaucoma congênito. Antes de se encontrar como velocista, praticou futebol de 5 e goalball. Voltou de Londres com um ouro (nos 200m, classe T11) e um bronze (nos 100m). No Mundial de Doha, em 2015, foi ouro nos 200m e prata nos 100m. No Parapan de Toronto, começou a colher os frutos do trabalho em outra distância, faturando o ouro nos 400m.
Na disputa feminina, pode ser apontado ligeiro favoritismo para a lançadora e arremessadora Shirlene Coelho, 34 anos, única que já havia sido indicada anteriormente (em 2012). Ela sofreu ao longo do ano com lesões, mas atingiu seus principais objetivos: foi campeã de lançamento de disco no Mundial de Doha e brilhou no Parapan de Toronto, trazendo medalha de ouro no lançamento de dardo e dois bronzes (no arremesso de peso e no lançamento de disco).
De família mineira, mas nascida na pequena Corumbá de Goiás (GO), Shirlene possui paralisia cerebral (hemiplegia) desde a gestação. A doença só foi diagnosticada quando ela tinha cinco anos, o que impossibilitou um tratamento mais efetivo. Ainda assim, com o lado esquerdo parcialmente paralisado, cresceu praticando esportes coletivos junto com crianças sem deficiência.
Suas rivais na votação popular tiveram um 2015 muito bom. A sul-matogrossense Silvania Costa, 28 anos, foi ouro no salto em distância no Mundial de Doha e no Parapan de Toronto. No esporte desde os 18 anos, ela tem doença de Stargardt, que faz a visão regredir pouco a pouco. Também com 28 anos, a nadadora potiguar Joana Neves, conhecida como Joaninha, demonstrou evolução incrível ao ganhar o ouro nos 50m livre no Mundial de Glasgow. No Parapan de Toronto, faturou cinco medalhas de ouro. Afetada por acondroplasia (uma espécie de nanismo) desde a primeira infância, ela mede 1,23m, mas tem um carisma imenso.
Todos os seis indicados devem estar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, com boas chances de medalhas. Selecionamos algumas sessões em que os torcedores podem conferir seu brilho, facilitando a tarefa para quem for à página de ingressos.





