Segundo melhor técnico de tiro com arco do mundo avalia condições do Sambódromo
Evandro de Azevedo, um "mineiro tranquilo", destaca concreto e correntes de vento nas análises para o Rio 2016
Evandro de Azevedo, um "mineiro tranquilo", destaca concreto e correntes de vento nas análises para o Rio 2016
Evandro de Azevedo, o técnico brasileiro no evento-teste de tiro com arco (Alex Ferro/Rio 2016)
Eleito o segundo melhor técnico do tiro do arco do mundo em 2014, com a ascensão fantástica do arqueiro Marcus Vinicius D’ Almeida – à época com 16 anos –, Evandro de Azevedo está no Desafio Internacional de Tiro com Arco, evento-teste do Aquece Rio, checando as condições físicas e climáticas do Sambódromo, onde serão as competições do esporte nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Muito tranquilo – “Mineiro, né?” –, Evandro é formado em Educação Física e nada sabia de tiro com arco até 2004, quando sua amiga Maja Kraguljac “convocou-o” para conhecer o esporte, em Belo Horizonte. A proposta deu tão certo que Evandro passou um ano conhecendo o tiro com arco e em 2005 já estava fazendo um curso no Exterior, o que se repetiria muitas vezes depois de 2011.
E se 2014 foi um ano excepcional para o garoto Marcus Vinícius D’ Almeida, também se tornou um marco para Evandro de Azevedo. Aos 16 anos, o atleta passou a figurar entre os oito melhores do mundo e, em setembro, conquistou a prata na final da Copa do Mundo em Lausanne, Suíça.
No início deste ano, Marcus Vinícius foi escolhido pela Federação Internacional de Tiro com Arco como o segundo melhor arqueiro do mundo, na temporada. E Evandro se surpreendeu ao ser eleito o segundo técnico do mundo, com 29% dos votos, atrás do sul-coreano Lee Mi-joung, com 31%, e à frente da alemã Natalia Butusova, com 24%.

Nesta semana, Evandro de Azevedo e a equipe brasileira estão competindo no evento-teste do tiro com arco no Sambódromo.
“Aqui, o que temos de característica, basicamente, é muito concreto, que reflete muita luz nos olhos dos arqueiros. Mas será igual para todo mundo”, observa o técnico, que ainda destaca as correntes de vento do local, analisadas muito de perto, com medições de velocidade e direcionamentos, pelas equipes de 27 países, com 120 atletas, que estão no Rio fazendo o reconhecimento do local até terça-feira (22). Segundo Evandro, o local ao nível do mar faz com que as flechas saem com velocidade ligeiramente inferior à de locais com altitude maior, de ar mais rarefeito – o que não chega a significar muito.
Depois do evento-teste, os atletas brasileiros do tiro com arco têm os Jogos Mundiais Militares em Mungyeong, na Coreia do Sul, entre 2 e 11 de outubro. Em seguida, o Campeonato Brasileiro, de 28 de outubro a 2 de novembro, em Goiânia, e a sequência de treinamentos.