'Segundinhos de fama' são novidade na Copa do Mundo de Halterofilismo no Rio
No primeiro dia de competição na Arena Carioca 1, atletas Paralímpicos aprovam "momento solo" ao ser apresentados
No primeiro dia de competição na Arena Carioca 1, atletas Paralímpicos aprovam "momento solo" ao ser apresentados
Sessenta atletas de vinte países estão na briga por vagas Paralímpicas na Arena Carioca 1 (Rio 2016/Alex Ferro)
Estão longe de ser 15 minutos, como previa a famosa frase do artista plástico Andy Warhol (1928-1987), mas podem fazer alguma diferença. Durante a apresentação de cada categoria, os atletas agora têm direito a instantes de brilho solo: cada um deles sobe ao placo e recebe aplausos após seu nome ser anunciado. Até a competição desta quinta-feira (21), eles eram apresentados em conjunto. Essa é uma das novidades da Copa do Mundo de Halterofilismo. Válido para a classificação aos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o evento que serve de teste para operações do Rio 2016 vai até sábado (23) e reúne 60 atletas de 19 países até sábado (23) na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico da Barra.
Jon Amos, diretor-executivo do Comitê Paralímpico Internacional para Halterofilismo
João Maria de França Júnior, 20 anos, terceiro lugar na categoria até 54kg

O jovem atleta brasileiro contou, rindo, que quando foi chamado ao palco, levantou os braços. “Até dá tempo de tirarem foto. É um momento legal para a gente sentir que a vida também não é só trabalho.” Outro brasileiro, Bruno Carra, que ficou com o ouro da categoria até 54kg (levantando 160 quilos, mais que o triplo de seu peso), disse que gostou da nova maneira de apresentação, mas que ela não o afetou. “Eu estava muito concentrado”, disse.
Um dos competidores mais experientes, o japonês Hiroshi Miura, de 51 anos – da categoria até 49kg –, que competiu nos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, luta por vaga para o Rio 2016 e ainda quer ir a Tóquio 2020. Presidente da associação de halterofilismo de seu país, aprovou o teste e achou bom ouvir música antes de levantar peso: “Eu me senti mais forte”.
Até sábado, atletas de dez categorias de peso no masculino e nove no feminino seguem na tentativa de se garantir entre os oito primeiros do mundo, que têm vaga nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Haverá remanejamentos e também convites pelo Comitê Paralímpico Internacional, mas a meta principal de todos na Arena Carioca 1 é melhor a performance e as marcas individuais.
Custos explicam opção pela Arena Carioca 1
Nos Jogos Paralímpicos, o halterofilismo será disputado no Riocentro. Rodrigo Garcia, diretor de esportes do Comitê Rio 2016, explicou que a Copa do Mundo está sendo realizada na Arena Carioca 1 por uma questão de otimização de custo. “Aqui testamos a área de competição, que é a mesma, a cerimônia de pódio e o desempenho de pessoal. Como estamos fazendo outros eventos-teste no local, também economizamos no transporte de equipamentos”, ressaltou.
No evento na Arena Carioca 1, também serão avaliados o desempenho de árbitros, anilheiros, pessoal técnico e de informática, além de testes de equipamentos e seu manuseio.