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Um mundo novo

Rugby em cadeira de rodas encanta atletas e conquista novos fãs

Por Rio 2016

Torneio Internacional terminou com vitória da Grã-Bretanha, elogios de competidores e dirigentes, além de muito aprendizado para os integrantes do Comitê Rio 2016

Rugby em cadeira de rodas encanta atletas e conquista novos fãs

Grã-Bretanha, de James Roberts, foi campeã do evento-teste (Rio 2016/Alexandre Loureiro)

Encantamento, experiências positivas e surpresas, dentro e fora de quadra, foram a marca do Torneio Internacional de Cadeira de Rodas, evento-teste do esporte para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. A competição, que faz parte do Aquece Rio, foi um exercício de descobrimento para a maioria das pessoas que fizeram parte da competição. Os atletas conheceram e elogiaram a estrutura que encontraram na Arena Carioca 1 e puderam estudar os adversários. O público pôde apreciar pela primeira vez a presença de grandes equipes e se encantar com o esporte. As pessoas que trabalharam nas partidas aprimoraram os conhecimentos sobre as funções que vão exercer a partir de setembro.

O empresário Felipe Mendonça Correia e a professora Mara Goulart vieram como convidados e admitiram ter chegado à Arena Carioca 1 sem muita informação sobre o rugby em cadeira de rodas. O resultado foi dois novos fãs conquistados.

“Estou surpreso. Estou adorando. Me empolguei para caramba”

Felipe Mendonça, novo torcedor do rugby em cadeira de rodas


“Eu gostei como um todo, mas o que mais me surpreendeu foi a força e a agressividade, a forma como eles conseguem prender as cadeiras do adversário ou correr atrás dele. Não é brincadeirinha”, complementou o empresário, que já manifestou o desejo de voltar para o torneio Paralímpico. “É jogo sério e pesado, sem falar na estratégia de cada equipe. Eles sabem reconhecer os atletas mais versáteis, fortes e procuram prendê-los com as cadeiras de roda". Mara também gostou do que viu. “Fiquei entusiasmada. Por isso buscamos na internet as regras para procurar compreender. Super interessante a força e agilidade", comentou.

“Com certeza, saindo daqui vou ter interesse em adquirir o ingresso para ver (o evento) nos Jogos Paralímpicos"

Mara Goulart, que deseja voltar à Arena Carioca 1 em setembro

 

 



Felipe e Mara se encantaram e querem voltar para ver o rugby em setembro (Foto: Rio 2016/ Alexandre Loureiro)


As surpresas no evento-teste vieram até para quem acompanha de perto o rugby em cadeira de rodas, como o voluntário Pedro Henrique Vital Rosa, técnico na equipe profissional Santer Rio Rugby. “Costumo ver os jogos pela TV ou vídeo no Youtube e pessoalmente é outra história: são muito maiores, mais fortes e mais rápidos do que a gente tem noção". A função de voluntário, segundo ele, também foi uma grande experiência. “Dá muito mais trabalho do que se imagina porque é tudo bem detalhado".

Quer saber mais sobre rugby em cadeira de rodas? Veja aqui


E deu Grã-Bretanha

O resultado final também teve sua dose de surpresa. Nem Austrália, campeã Paralímpica e Mundial, nem Canadá, primeiro colocado no ranking da Federação Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas (IWRF). Deu Grã-Bretanha, se bem que o resultado não pode ser considerado exatamente uma zebra porque o time é o atual campeão europeu e número cinco do ranking. O técnico Paul Shaw comemorou. “Acho que o melhor é que o time inteiro foi capaz de enfrentar os melhores times do mundo, focado no tempo e sem mostrar medo por nossa posição (no ranking em relação aos adversários)”.
 

Ninguém conseguiu segurar James Roberts (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)


O australiano Ryley Batt, considerado o melhor jogador do mundo, teve grandes atuações e levou seu time ao segundo lugar, mas o destaque nas estatísticas foi o britânico James Roberts. O atleta, que marcou 136 pontos e foi o melhor jogador de ataque do evento-teste, foi elogiado por rivais e revelou como foi sua experiência de descobrir o ambiente dos Jogos Paralímpicos. “Eu realmente gostei. Foi ótimo conhecer a arena e jogar com grandes equipes também". Os confrontos, segundo Roberts, proporcionaram momentos de intercâmbio. “Aprendemos, mas também nossos adversários aprenderam sobre nós".
 

“O ginásio é sensacional e mal posso esperar para ver o público vibrando aqui”

James Roberts, que não esconde seu entusiasmo em voltar para os Jogos

Batt não se abateu com o resultado. Segundo ele, todos estão focados no que poderão fazer nos Jogos. “Meu objetivo para setembro definitivamente é a medalha de ouro. Sei que será difícil mas temos condições".

Evolução

Surpresa positiva também foi a apresentação brasileira. Apesar de ter perdido todas as partidas, a equipe, que não disputou os Jogos de Londres, mostrou competitividade contra os melhores do mundo. “Deu para ver que a gente cresceu muito nos últimos meses, mais do que o esperado”, disse o capitão Alexandre Taniguchi, o Japa. “Com a evolução que os atletas estão tendo contra esses caras de alto nível, coisas boas podem acontecer””, disse o técnico brasileiro, Rafael Gouveia, esperançoso que seu time tenha condições de disputar o quinto lugar nos Jogos.
 

Desempenho no evento-teste deixa Brasil, de Japa, otimista para os Jogos (Rio2016/Alexandre Loureiro)

 

Sucesso

Roberts não foi único a sair do Brasil fã da Arena Carioca 1. De tudo o que viu no evento-teste, Eron Main, diretor executivo da IWRF, elegeu o ginásio como o que mais gostou. “É basicamente completo para nós. Os vestiários têm bom tamanho, as salas para trabalho são boas e fiquei satisfeito com o andamento das obras”. O entorno do Parque Olímpico também agradou. “Podemos dizer que a competição foi um sucesso. Estou bem satisfeito, os preparativos e a execução para o evento foram muito bem".
 


Não faltou competitividade entre as equipes no evento-teste (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)


Daniela Coelho, gerente de competição do rugby em cadeira de rodas do Comitê Rio 2016, terminou o evento-teste com avaliação positiva. “Os atletas gostaram muito, assim como a federação internacional. A gente testou transporte, aeroporto (chegadas e partidas) e os dois foram muito elogiados”, ressaltou. “Na parte de competição, foi um aprendizado para todo o Rio 2016 em relação ao Paralímpico: acessibilidade, de conhecer o atleta que usa cadeira de rodas e suas necessidades e um esporte que no Brasil é pouco conhecido. A resposta do público também foi muito boa", complementou.

Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do Comitê Rio 2016, disse que também recebeu boas avaliações do evento-teste, mas aponta as próximas melhorias. “Do lado de fora, da acessibilidade do Parque, muita coisa tem de ser feita e até por isso não temos evento aberto ao público, só para convidados”, explicou. “A alimentação dos atletas (nos food trucks  instalados no Parque Olímpico) tem alguma coisa para melhorar na relação com nossos fornecedores. Tivemos problemas nos dois primeiros dias (alguns não chegaram a tempo do almoço) mas já foi corrigido".