Rivalidade e impacto: a garra dos heróis do Rugby em Cadeira de Rodas
Estados Unidos e Canadá na América, Austrália e Nova Zelândia na Oceania: mais do que adversários em quadra nos Jogos Paralímpicos
Estados Unidos e Canadá na América, Austrália e Nova Zelândia na Oceania: mais do que adversários em quadra nos Jogos Paralímpicos
Rugby em Cadeira de Rodas é destaque nos Jogos Paralímpicos (Foto: ©Getty Images/Milos Bicanski)
Murderball, em português, poderia ser traduzido como jogo assassino. Quem assiste ao documentário homônimo dos estadunidenses Henry Alex Rubin e Dana Adam Shapiro, de 2005, entende os motivos de este ser o nome original do Rugby em Cadeira de Rodas. Surgido no Canadá em fins da década de 1970, coloca frente a frente atletas com deficiência em, pelo menos, três membros. Garra e amor ao jogo, porém, emanam da cabeça aos pés.
O esporte é parte do programa dos Jogos Paralímpicos desde Atlanta 1996. Tornou-se uma das principais atrações instantaneamente. O dinamismo dos duelos e o impacto constante entre os jogadores alimentam algumas das maiores rivalidades do mundo paralímpico.
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Jogando em casa, os Estados Unidos levaram o primeiro ouro em uma final histórica contra o Canadá em 1996: 37 a 30. Em Sydney 2000, os arquirrivais norte-americanos se enfrentaram em uma das semifinais. Vitória apertada dos Estados Unidos novamente, por 40 a 35. Na outra semifinal, Austrália e Nova Zelândia decidiram a classificação nos últimos momentos. Vitória australiana em cima dos vizinhos por um ponto, 40 a 39. São apenas alguns exemplos de duelos inesquecíveis nos Jogos Paralímpicos.
Na final em 2000, os donos da casa experimentaram do próprio veneno: 32 a 31 para os EUA. O incrível equilíbrio entre as maiores forças do esporte se repetiu em Atenas 2004. O Canadá se vingou do rival continental nas semifinais, mas perdeu para os neozelandeses na decisão. Em Pequim 2008, Australia e Estados Unidos repetiram a decisão de Sydney 2000, novamente com vitória americana.
Para Londres 2012, o Murderball, ou Rugby em Cadeira de Rodas, tem uma pitada extra de emoção: o time da casa, a Grã-Bretanha, tentará conquistar sua primeira medalha na história dos Jogos depois de ficar no quase por três vezes. Os britânicos ficaram em quarto lugar em Atlanta 1996, Atenas 2004 e Pequim 2008. O “jogo assassino”, mais uma vez, mexerá com o coração dos fãs ao redor do mundo.
Sobre o esporte
Disputado em uma quadra do tamanho de uma de Basquete, o objetivo do Rugby em Cadeira de Rodas é levar a bola, do tamanho de uma de Voleibol, à linha de fundo do adversário, passando-a entre os cones, que marcam uma distância como as traves do Futebol. Os times são formados por quatro jogadores, e homens e mulheres jogam juntos.