O Rio de Janeiro já está no páreo para mais um grande evento esportivo. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos enviou carta à Federação Internacional de Natação confirmando o interesse em sediar o 16º Mundial dos Esportes Aquáticos de 2015, no Rio de Janeiro.
A decisão de realizar o evento veio após consulta do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, ao Comitê Olímpico Internacional, e entendimentos com o presidente da FINA, Julio Maglione, e o presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho. Todos concordaram em ter a competição como evento teste dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
O Mundial dos Esportes Aquáticos é o maior certame da FINA, pois reúne suas cinco modalidades - natação, maratonas aquáticas, polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais - em duas semanas de provas.
Após a confirmação da intenção de realizar o evento, a FINA aguardará os outros candidatos e a decisão acontecerá durante o 14º Mundial dos Esportes Aquáticos, de 16 a 31 de julho de 2011, em Xangai, na China.
- Estou muito feliz por poder concorrer, pois esta é a competição que nos faltava realizar e é mais um legado da incrível conquista dos Jogos Olímpicos de 2016. Agora temos reais chances de trazer mais esta conquista para o país. A decisão final é do bureau da FINA (grupo de 22 dirigentes que ratifica as principais decisões da entidade internacional), mas estamos muito otimistas - disse o presidente da CBDA, Coaracy Nunes Filho, também membro do bureau da Federação Internacional, que garante ter o apoio do Presidente da FINA, Júlio Maglione.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que dará todo o apoio à realização do Mundial de Desportos Aquáticos no Brasil. "Estamos na expectativa de mais uma grande conquista para o esporte brasileiro. Realizar este evento no Rio de Janeiro, um ano antes dos Jogos Olímpicos, servirá como prévia do grande espetáculo que a cidade e o Brasil oferecerão ao mundo em 2016. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos está de parabéns por essa iniciativa e terá todo o nosso apoio para o sucesso desse pleito", afirmou.
De acordo com Nuzman, o projeto para os desportos aquáticos no Rio 2016 será redimensionado caso o Brasil conquiste a sede do Mundial de 2015. A tendência é que as duas piscinas passem a ser permanentes, em vez de uma apenas. As arquibancadas permaneceriam temporárias. "Isso deixará um legado ainda maior para o esporte brasileiro", comentou.
Esta é a terceira vez que o Brasil se candidata a organizar o evento mais importante do calendário da FINA. A primeira tentativa foi realizar o Mundial de 2005, em que a canadense Montreal saiu vencedora. A segunda eleição foi para o evento de 2007, ganha pela australiana Melbourne. Caso o Rio de Janeiro vença agora, será a terceira vez que a competição desembarca no continente latino-americano em mais de 30 anos.
A competição é considerada um grande desafio para os organizadores, pois tem números grandiosos e logística complexa. Segundo informações da Federação Internacional de Natação, o último Mundial, em Roma, em 2009, foi o maior de todos os tempos, com 2556 atletas de 185 países competindo no complexo do Foro Itálico e audiência cumulativa mundial de 3,59 bilhões de expectadores.