Rio de Janeiro tem boas condições de acessibilidade
O consultor australiano Nick Morris esteve na cidade e visitou diversos locais
O consultor australiano Nick Morris esteve na cidade e visitou diversos locais
A acessibilidade é uma das grandes preocupações da Comitê de candidatura Rio 2016 que prepara a candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Em novembro, o COB contratou Nick Morris para dar consultoria na área e, durante uma semana, ele visitou instalações esportivas, hotéis e pontos turísticos da cidade.
Em sua avaliação, Nick enfatizou as condições adequadas de acessibilidade para pessoas com deficiência em vários locais. O consultor conheceu as instalações esportivas e ficou satisfeito com o que viu. Em sua visita, ele levou em conta itens como banheiros, vestiários, assentos especiais e saídas de emergência. Entre os pontos turísticos, o destaque ficou com a atração localizada no bairro da Urca. O Pão de Açúcar em termos de acessibilidade é fantástico, com elevador para todas as áreas, afirma Morris. Segundo o consultor, o Cristo Redentor precisa de alguns ajustes em seus acessos, que podem ser facilmente realizados.
Calçadas bem conservadas, cruzamentos bem sinalizados e banheiros unissex em locais públicos adequados para pessoas com deficiência são algumas das recomendações que o consultor fez para que a cidade avance ainda mais neste setor. Um dos desafios a serem superados é acessibilidade nos ônibus da cidade. Nick recomenda que os veículos tenham pisos mais baixos. Por outro lado, ele elogiou a existência de táxis com boas condições de acessibilidade. O Rio está no caminho certo e a frente de algumas cidades que já foram candidatas e outras que já sediaram os jogos, diz Nick.
Ele fez uma comparação com Pequim quando a cidade estava na mesma etapa em que o Rio se encontra e elogiou os esforços feitos pelo governo chinês para aprimorar a acessibilidade não só na cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2008, como também em todo o país. Existem muitos prédios, atrações turísticas e outros espaços no Rio com melhores condições de acessibilidade que a cidade chinesa nos sete anos que antecederam os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2008. Porém, Pequim e o resto do país realizaram mudanças e agora apresentam boa acessibilidade, conta.
O consultor ressaltou a importância da existência de instalações adequadas para que as sociedades sejam mais inclusivas. É importante assegurar que prédios comerciais, novas construções e hotéis, além do transporte, atrações turísticas, shopping centers e terminais de passageiros sejam plenamente acessíveis. Com isso, pessoas com deficiência serão capazes de conseguir empregos e terão acesso à educação e treinamento. A boa acessibilidade também é importante para crianças e idosos.Nick também acredita na força do esporte para promover a inclusão social. É importante começar pelas escolas e conscientizar as crianças sobre os Jogos Paraolímpicos através de programas educacionais, afirma.
O ex-atleta ganhou medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Sidney, em 2000, com a seleção australiana de basquete em cadeira de rodas. Graduado em Human Movement pelo RMIT, em 1995, ele hoje é um dos diretores da empresa de consultoria Morris Godding Accessibility. Seu principal trabalho é aprovar projetos para lugares públicos e assegurar que eles sejam adequados a pessoas com deficiência. Nick também é o fundador do site accessibility.com.au, que ajuda pessoas com deficiência a ter acesso à tecnologia e também auxilia estudantes e profissionais do setor médico.