Rio 2016™ procura novos candidatos com deficiência durante a XII ReaTech
Comitê Organizador aumenta banco de dados após a feira em mais de 10%. Hoje, pessoas com todos os tipos de deficiência trabalham no Rio 2016™
Comitê Organizador aumenta banco de dados após a feira em mais de 10%. Hoje, pessoas com todos os tipos de deficiência trabalham no Rio 2016™
Feira contou ainda com a participação de diversos atletas paralímpicos, como o velocista Lucas Prado. Eles distribuíram autógrafos e realizaram clínicas de vários esportes (Marcelo Brandt/CPB)
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ participou da XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, ou simplesmente ReaTech, realizada nesse fim de semana, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. A gerente de Diversidade e Inclusão do Rio 2016™, Eloise Brillo, ministrou a palestra “Recrutamento e Seleção de Pessoas com Deficiência no Rio 2016™”, e já comemora os resultados obtidos.
“O foco principal era atrair novos candidatos e mostrar que estamos ativos. A minha palestra contou com um público de mais de 40 pessoas aptas a se candidatar a uma vaga no Rio 2016™”, disse Eloise, que participou da feira pelo segundo ano consecutivo. “Verificamos que nosso banco de dados cresceu no fim de semana pouco mais de 10%. Estávamos com 714 pessoas e agora contamos com 799”.
Desde o início, o Comitê Organizador se esforça para ter um time diverso, com pessoas com todos os tipos de deficiência e para todos os cargos desde o nível gerencial. Em maio, por exemplo, o Rio 2016™ terá 480 funcionários, sendo 21 com algum tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, física, intelectual ou múltipla.
“É importante mostrar que estamos procurando gente com todos os tipos de deficiência. Mas é importante dizer também que não temos nenhum cunho paternalista. Só gente competente faz parte da nossa equipe”, explicou.
Hoje em dia no Brasil, empresas com cem ou mais empregados tem a obrigação de contratar profissionais deficientes. Uma empresa com 201 a 500 empregados, caso do Comitê Organizador, por exemplo, deveria contar com 3% de deficientes no seu quadro. O Rio 2016™, no entanto, soma quase 5%.
“Mais do que número percentual ou quantidade, hoje o que me deixa orgulhosa é ter essa diversidade de cargos disponíveis e de deficiência. Gente que está vestindo a camisa”, afirmou Eloise.