"Tenho certeza que a torcida brasileira vai botar essa arena para ferver durante os Jogos Rio 2016." Janeth Arcain, ex-atleta da seleção brasileira de basquetebol, deu o recado: quem comprar ingressos para o
basquetebol, o
basquetebol em cadeira de rodas e o
rugby em cadeira de rodas pode esperar uma instalação Olímpica ao melhor estilo caldeirão. Apresentada nesta terça-feira (12), a Arena Carioca 1, que receberá a partir desta sexta-feira (15) o
Torneio Internacional de Basquete Feminino (aberto apenas para convidados), tem ótimo potencial para esquentar as partidas.
Ao chegar na arena, o público vai deparar com um belo cenário: com a lagoa de Jacarepaguá ao fundo, as formas sinuosas da fachada externa, inspiradas nas montanhas do Rio, conferem charme carioca à arquitetura do
Parque Olimpico da Barra. Por dentro, o degradê das cadeiras, do verde claro, no alto, até o azul escuro, embaixo, também colabora para compor um clima vibrante - tanto para os torcedores como para os jogadores.
Com 33 metros de altura, a instalação tem capacidade para 16 mil espectadores - menor que a arena do basquetebol de Londres 2012 (20 mil espectadores), maior que a de Pequim 2008 (11 mil). A proximidade da quadra pode ajudar a torcida a botar pressão: as cadeiras da primeira fila nas laterais ficam a apenas três metros dos jogadores. E não são só os torcedores dos melhores lugares que poderão conferir os lances em seus detalhes: todos os assentos oferecem ótima visão, mesmo as mais altas.
"Essa pressão é muito boa para quem vai jogar, seja a favor ou mesmo contra. Sempre gostei do barulho da torcida"
Hortência Marcari
"O mais importante é que a arena te inspire a jogar, e esta aqui me fez ter vontade de voltar aos tempos de jogadora", completou Hortência, medalhista de prata com a seleção brasileira de basquetebol em Atlanta 1996.
Hortência desceu do salto e bateu bola na apresentação da Arena Carioca 1, no Parque Olímpico (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Prefeito cadeirante em quadra
Com um projeto totalmente acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a arena está pronta para receber com conforto o público e atletas. Rampas de acesso, seis elevadores, oito escadas com piso antiderrapante e 49 banheiros adaptados garantem autonomia e experiência confortável para os espectadores. Também há botões de segurança para a solicitação de ajuda.
"Foi tudo muito fácil para mim aqui. A arena é incrivel. Disputei os Jogos Toronto 2015 e lá não tinha uma arena dessa qualidade ", disse Leandro de Miranda, atleta da seleção brasileira de basquetebol em cadeira de rodas.
O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes aprovou a acessibilidade do local. Em cadeira de rodas por ter quebrado o pé direito - pisou em falso e se machucou no início do ano -, ele entrou na quadra com Leandro e com Lia Martins, jogadora da seleção feminina de basquetebol em cadeira de rodas do Brasil. O time adversário era quase um dream team brasileiro: Hortência, Janeth e Marcel, que defendeu o Brasil em quatro edições de Jogos Olímpicos, entre Moscou 1980 e Barcelona 1992.
"Tudo o que nao queremos ver nos Jogos são elefantes brancos. Tudo foi planejado pensando no amanhã", disse o prefeito.
Leandro de Miranda deve defender o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Centro de treinamento e eventos de alto nível após os Jogos
Construída com uma ampla estrutura fixa, arquibancadas temporárias e centro modular (o que possibilita a rápida adaptação para diferentes eventos), a Arena Carioca 1 entra no modo legado após os Jogos Rio 2016, com beneficios para atletas e moradores da cidade.
Depois dos Jogos Paralímpicos, com capacidade de público reduzida para 7,5 mil espectadores, a instalação passa a oferecer infraestrutura para formação, treinamento e desenvolvimento de atletas de alto rendimento do boxe, da esgrima e do taekwondo, além de capacitar a cidade do Rio de Janeiro a continuar a sediar importantes eventos de circuitos internacionais em diversos esportes.
Atletas e ex-atletas bateram bola com o prefeito na apresentação da Arena Carioca 1 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)