Rio 2016™ e COPPE formalizam contrato para produção do Estudo de Impacto dos Jogos
Quatro relatórios para mensurar o legado dos Jogos serão produzidos até 2019. O primeiro será divulgado já em setembro
Quatro relatórios para mensurar o legado dos Jogos serão produzidos até 2019. O primeiro será divulgado já em setembro
Um dos pontos mais importantes do nosso trabalho é o que vamos deixar de legado para a cidade, disse Sidney Levy (Divulgação Rio 2016™)
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e o Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Produção (SAGE) da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE/UFRJ) assinaram nesta sexta-feira, dia 8, o contrato para a realização do Estudo de Impacto dos Jogos Olímpicos - Estudo OGI (Olympic Games Impact, na sigla em inglês).
O estudo é um conjunto de relatórios que consolidam indicadores utilizados para medir os efeitos e os impactos ambientais, sócio-culturais e econômicos dos Jogos Olímpicos em áreas como educação, saúde, segurança, esporte, lazer e infraestrutura.
Na ocasião, estavam presentes o Diretor Geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Sidney Levy, o professor do Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, Rogerio Valle, e a coordenadora executiva da COPPE, a francesa Sandrine Cuvillier.
“É um prazer ter a COPPE como parceiro do Rio 2016™. Um dos pontos mais importantes do nosso trabalho é o que vamos deixar de legado para a cidade. Confiamos no estudo que será realizado”, considerou Sidney Levy, logo após a assinatura do contrato.
O professor Rogerio Valle se mostrou entusiasmado com o trabalho que terá pela frente. “Para a COPPE é um orgulho contribuir para os Jogos Olímpicos. Estou muito feliz e otimista com a qualidade da equipe que formamos, principalmente, pela disposição de todos”, opinou.
O Conselho Científico que vai atuar no detalhamento do Estudo OGI é formado por oito consultores: Regina Cohen (núcleo pró-acesso, UFRJ), em acessibilidade; João Saboia, Peter May e Valéria da Vinha (UFRJ/ME), da área econômica; Antônio Solé (UFRJ), do Instituto de Biologia; Laís Abramo (OIT-Brasil), da área social; e Antônio Carlos Francisco, da área esportiva. Um profissional especialista em esporte paralímpico, que ainda não foi definido, também fará parte do Conselho.
A COPPE vai produzir quatro relatórios, todos com a mesma metodologia. O primeiro é um trabalho de base e ficará pronto no próximo mês de agosto – será divulgado em setembro –, tendo como cenário o período entre 2007 e 2012. O relatório interino, em 2014, já terá dados específicos do evento, com todos os indicativos, atualizações e análises qualitativas.
Em 2017, o relatório irá trazer os indicadores do período dos Jogos e o relatório final, em 2019, vai apresentar a análise do período completo. “O desafio é muito grande, mas acredito na integração e na qualidade da equipe”, disse Valle.
O Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Produção (SAGE) da COPPE/UFRJ foi contratado para a elaboração do Estudo OGI através de um processo seletivo, no qual outras três instituições participaram. O Estudo OGI irá avaliar um período de 12 anos, entre 2007 e 2019. É uma ferramenta de extrema importância para que se possa mensurar o que efetivamente será o legado dos Jogos.