Texto: Marcelo Fefer
Haverá 70 barcos nas provas de canoagem slalom do Rio 2016 e 61 vagas já estão definidas. Dessas, 38 (62,3% do total) são da Europa, continente que domina o esporte, em especial nas provas de canoa.
Das 12 medalhas distribuídas nas quatro provas da canoagem slalom em Londres 2012, 11 ficaram com europeus – a exceção foi a prata da K1 feminina, ganha pela Austrália. Esse quadro de domínio europeu tem tudo para se repetir este ano, na opinião do líder de competição da canoagem no Rio 2016, Sebastian Cuattrin, que defendeu o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos (de Barcelona 1992 a Atenas 2004).
Quem encara os europeus?
- Um forte candidato a quebrar a hegemonia europeia nas provas masculinas da canoagem slalom é o norte-americano Michal Smolen, de apenas 22 anos, medalha de bronze na K1 no Mundial de 2015, em Londres, e campeão pan-americano em Toronto 2015. Ele já esteve no Rio e participou do Desafio Internacional, evento-teste da série Aquece Rio.
- Curiosamente, em sua infância, Smolen, que nasceu na Polônia e se naturalizou norte-americano, tinha pavor de ficar sozinho na água, mesmo sendo de uma família com tradição na canoagem. Na primeira vez em que entrou em um caiaque estava tão amedrontado que não conseguia se mexer. Superou o temor com aulas de natação e aos 13 anos tentou novamente o esporte de seu pai, dessa vez com sucesso.
- “Michal e o francês que se naturalizou argentino (Thomas Bersinger), além do Pedro Henrique (brasileiro que foi prata no Pan de Toronto 2015), podem brigar por uma medalha na K1. E temos a Ana Sátila, no feminino”, avalia Sebastian Cuattrin.

Ana Sátila foi a caçula da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos Londres 2012 (Getty Images/Christian Petersen)
Classificados
Feminino
- K1: República Tcheca, Alemanha, Austrália, Espanha, Eslováquia, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, China, Brasil, Áustria, França, Rússia, Eslovênia, Polônia, Japão, Itália, Ilhas Cook, Canadá e Marrocos
Masculino
- K1: República Tcheca, Polônia, Estados Unidos, Eslovênia, Alemanha, Itália, França, Azerbaijão, Rússia, Grã-Bretanha, Japão, Áustria, Eslováquia, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Canadá, Ilhas Cook e Nigéria
- C1: Grã-Bretanha, Eslovênia, Estados Unidos, Eslováquia, França, Alemanha, Polônia, Rússia, República Tcheca, Japão, Canadá, Brasil e Senegal
- C2: Alemanha, França, Eslováquia, Grã-Bretanha, Polônia, Eslovênia, Rússia, República Tcheca, Estados Unidos e Brasil
Acompanhe a corrida pela classificação em todos os esportes para os Jogos Olímpicos Rio 2016
Fique ligado
- Nove países têm vagas garantidas em todas as quatro provas da canoagem slalom do Rio 2016: Rússia, Grã-Bretanha, França, Alemanha, República Tcheca, Polônia, Eslovênia, Eslováquia e Brasil.

Potência do esporte (dois ouros em Londres 2012), a França terá 4 barcos no Rio 2016 (Foto: Getty Images/Alexander Hassenstein)
- Duas competições continentais ainda terão vagas em disputa para os Jogos: da Ásia, de 23 a 24 de abril, em Toyama, Japão; e da Europa, de 12 a 15 de maio, em Liptovsky Mikulas, Eslováquia.
“O da Europa deve ser o mais duro, vale acompanhar como prévia dos Jogos”
Sebastian Cuattrin, sobre os eventos que ainda valerão vagas para o Rio 2016
- No feminino serão 21 barcos nos Jogos, na prova K1 (caiaque para uma pessoa). No masculino, outros 21 embarcações na K1, e mais 16 na C1 (canoa para uma pessoa) e 12 na C2 (canoa para duas pessoas).

Rio2016.com não é uma autoridade absoluta sobre as classificações para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que são um processo em andamento. Vagas finais só serão confirmadas em julho de 2016 (para os Jogos Olímpicos) e agosto de 2016 (para os Jogos Paralímpicos). Os sistemas de classificação são definidos para cada esporte pela respectiva Federação Internacional e o Comitê Olímpico Internacional ou Comitê Paralímpico Internacional e estão sujeitos a mudanças. Quando um atleta ou equipe obtém uma vaga para seu país, a decisão final se ela será usada e quais atletas irão aos Jogos será tomada pelo respectivo Comitê Olímpico Nacional ou Comitê Paralímpico Nacional (CON ou CPN). Mesmo quando atletas alcançarem uma vaga nominal para eles mesmos, CONs/CPNs podem ter de decidir quem será enviado aos Jogos caso o número de atletas classificados de um país exceda a cota máxima.