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Um mundo novo

Diversidade e inclusão são parte do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Por Saulo Pereira Guimarães

Treinamento oferecido pelo Comitê Rio 2016 atinge mais de 100 mil pessoas e mostra as melhores formas de interagir com pessoas com deficiência

Diversidade e inclusão são parte do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Esportista José Carlos Chagas de Oliveira em evento-teste de bocha: conhecimento é legado (foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Um passeio virtual pelo Parque Olímpico é a forma usada pelo Comitê Rio 2016 para transmitir valores como inclusão e diversidade a funcionários, prestadores de serviço e outros trabalhadores envolvidos na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. No treinamento eletrônico obrigatório, o usuário aprende a melhor forma de proceder em situações envolvendo pessoas com paralisia cerebral, cegueira, surdez e outros tipos de deficiência. Até agosto, mais de 100 mil colaboradores devem realizar a atividade, que garantirá um legado de capacitação e respeito às diferenças.

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No passeio virtual, o usuário é apresentado a uma determinada situação e deve escolher entre três respostas pré-definidas. A opção certa é sempre aquela mais alinhada com os valores do comitê, que oferece logo em seguida uma explicação mais aprofundada sobre o tema em questão. Além da atividade eletrônica, o treinamento do Rio 2016 inclui outros materiais ligados ao tema, como vídeos indicando condutas certas e erradas em relação a pessoas com deficiência no dia a dia e a melhor maneira de atendê-las em diversas ocasiões.

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O próprio conteúdo do treinamento é pensado para atingir todos os público, pois conta com legendas em português e em língua brasileira dos sinais (libras). "Mais do que treinamentos, criamos uma cultura de diversidade dentro do comitê", resume Eloise Brillo, gerente de recrutamento, diversidade e inclusão do Rio 2016.

Vídeos de treinamento do Rio 2016 têm legendas em libras e português para surdos (Rio 2016/Reprodução)

O objetivo do trabalho é preparar o time de colaboradores para atuar não só com boa vontade, mas também com conhecimento, o que pode ser decisivo. Mariana Mello, gerente de integração do Rio 2016, conta uma história que ilustra bem isso. Um dos membros de sua equipe é deficiente visual e havia marcado de encontrar um amigo numa esquina de Copacabana. Enquanto o aguardava no local, foi supreendido por uma pessoa que o fez atravessar a rua, sem que ele houvesse pedido nada. "O correto é oferecer a ajuda e, caso a pessoa aceite, perguntar como ajudar", explica Augusto Fernandes, especialista em acessibilidade do Rio 2016. Trata-se de uma regra de ouro, que deve guiar o comportamento de quem lida com pessoas com deficiência (veja no fim do texto uma lista com 10 dicas nesse sentido).

Um legado valioso

Estádio Olímpico durante evento-teste: arena será palco das provas Paralímpicas de atletismo (Rio 2016/Alex Ferro)

Pessoas com deficiência que já viram de perto os Jogos Olímpicos e Paralímpicos garantem que a experiência é capaz de transformar uma sociedade. "Ver os atletas de alto rendimento em ação é uma surpresa, muda o entedimento e inspira uma nova atitude em relação ao grupo", diz Augusto Fernandeso, coordenador em acessibilidade do Comitê Rio 2016

Cadeirante, Augusto conta uma experiência pessoal emblemática. Em uma viagem de metrô na Inglaterra durante os Jogos Londres 2012, ele percebeu que uma criança o olhava com insistência. Quando já se preparava para dizer a razão de estar numa cadeira de rodas, veio a pergunta inesperada: "Que esporte você pratica?". Como foi judoca, tenista e jogador de basquetebol, não teve nenhuma dificuldade em responder. "O principal legado do nosso trabalho é a mudança que ele proporciona na vida das pessoas", afirma Eloise.

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O comitê tem ainda outras iniciativas que visam promover a inclusão de pessoas com deficiência. O programa Atletas PCD é um exemplo. Por meio dele, 30 esportistas paralímpicos foram contratados para trabalhar por um período de dois anos em áreas não necessariamente relacionadas à questão da deficiência, como transporte e acomodações. Eles tinham jornada diária de quatro horas, para que pudessem conciliar treinos e tarefas. Trata-se de uma iniciaiva inédita na história dos Jogos. Além disso, dezenas de outras pessoas com deficiências auditiva, física, intelectual, visual e múltipla (que combina mais de uma das anteriores) trabalham hoje no comitê.

Evento-teste de tiro no Sambódromo: obras aumentaram acessibilidade do local (Rio 2016/Mathilde Molla)

Na área de acessibilidade, não faltam exemplos de esforços. Pensada para ser totalmente acessivel, a sede do comitê serviu de modelo para todas as instalações Olímpicas. Obras nas proximidades do Sambódromo, do Estádio Olímpico e de outras arenas tornaram mais fácil o acesso de espectadores com mobilidade limitada. Durante as competições, outras ações estão previstas. "Nos Jogos Paralímpicos, teremos pontos de táxis para cadeirantes perto da vila e um serviço para levar os atletas a uma área totalmente acessível da praia da Barra", afirma Mariana. Segundo ela, garantir um atendimento com dignidade às pessoas com deficiência é a prioridade da organização. "Não é admissível que alguém precise ser carregado no colo", diz.

10 dicas para lidar com pessoas com deficiência

1. Olhos nos olhos

Se estiver conversando com uma pessoa surda acompanhada de um intérprete, fale olhando diretamente para ela e não para o intérprete. Embora não escutem, os surdos são capazes de fazer leitura labial.

2. Falando para cegos

Se você for falar para uma plateia onde há cegos, é polido fazer uma apresentação inicial sem microfone. Isso permite que eles localizem você, o que as caixas de som impossibilitam.

3. Não ponha a mão

Nunca apóie o braço ou fique mexendo na cadeira em uma conversa com um cadeirante. Ela é uma extensão do corpo dele. Agir assim não é educado, incomoda e, por incrível que pareça, é mais comum do que se pensa.

4. Cuidado com o microfone

Se você for falar para uma plateia onde há surdos, lembre-se de não ficar com o microfone na frente da boca. Isso impossibilita que eles façam a leitura labial do que você diz.

5. Não mexa

Se um cego deixa um tênis ao lado da cama, não tire o calçado daquele local. Trocar os objetos de lugar pode desorganizar a vida do deficiente visual.

6. Aquecimento

Muitas vezes, o atleta cadeirante deixa a cadeira para se alongar. O correto é não mexer na cadeira dele neste momento. Como já dissemos, a cadeira é uma extensão do corpo do cadeirante.

7. Paralisia cerebral

Algumas pessoas com paralisia cerebral podem apresentar expressões estranhas no rosto, dificuldades na fala e gestos involuntários. Entretanto, elas mantêm a inteligência absolutamente intacta. Por isso, tenha paciência ao conversar e fique à vontade para fazer perguntas quando não compreender o que foi dito.

8. Cão-guia

Nunca acaricie ou dê alimentos a um cão-guia. Este tipo de animal é treinado para descansar ao receber recompensas e, relaxado, pode não conduzir o deficiente visual com segurança.

9. Juntos

Ao caminhar ao lado de uma pessoa com deficiência, respeite o ritmo dela. Se você for mais rápido, pode dificultar que ela se desloque com tranquilidade.

10. Fique à vontade

Se estiver em dúvida sobre como agir em relação a uma pessoa com deficiência, pergunte a ela. Se não se sentir seguro para ajudá-la, indique alguém. E aja com naturalidade e bom humor caso surja alguma situação inusitada.

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