Remo paralímpico brasileiro aposta nas águas cariocas para despontar no Rio 2016
Atletas tentarão conquistar na Lagoa Rodrigo de Freitas a segunda medalha do país na modalidade
Atletas tentarão conquistar na Lagoa Rodrigo de Freitas a segunda medalha do país na modalidade
Competição de remo nos Jogos Paralímpicos Londres 2012 (Getty Images)
Se a história Olímpica do remo é centenária, nos Jogos Paralímpicos a modalidade ainda percorre os primeiros metros de uma longa regata. O esporte, que fez sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008, estará presente, em 2016, pela terceira vez no evento. Para os atletas brasileiros, a chance de conquistar nas águas do Rio a segunda medalha do país na modalidade.
O Brasil ganhou o bronze - sua única medalha - nos Jogos de Pequim, com a dupla formada por Josiane Lima e Elton Santana. Ainda em atividade, a catarinense de 38 anos relembra a conquista nas águas chinesas.
"Tínhamos o melhor tempo entre os participantes e estávamos preparados para ganhar o ouro", lembra. "Infelizmente, tive uma crise muito forte de sinusite na chegada a Pequim, cerca de 20 dias antes da competição, e não consegui me recuperar complemente. Na final, estávamos liderando até os últimos 200m, quando me senti mal e acabamos sendo ultrapassados, apesar de todo o esforço do Elton. A medalha trouxe um grande reconhecimento para o esporte e motivou uma série de incentivos ao esporte no Brasil", acrescentou.
Em Londres, a paulista Claudia Santos esteve perto do pódio, mas terminou em quarto lugar na prova individual da categoria A.
“Foi uma grande evolução em relação a Pequim, quando terminei em sexto lugar”, avalia a atleta do Pinheiros (SP). “Foi uma experiência muito importante, e o resultado mostrou que estamos no caminho certo. O pódio não veio por muito pouco. Já estou trabalhando com uma equipe maior, e focamos em alguns detalhes técnicos que precisavam ser corrigidos”, afirmou a atleta, de 36 anos, campeã mundial em 2007 e medalhista de bronze em 2013.

A paulista acredita que o esporte brasileiro tem tudo para brilhar nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e, na opinião dela, o evento poderá colaborar com a mudança na percepção em relação às pessoas com deficiência.
“Espero um grande espetáculo, com uma estrutura do mais alto nível. Nós, brasileiros, estaremos em casa e queremos representar muito bem o nosso país. Tenho a expectativa de que os Jogos trarão um novo olhar ao esporte Paralímpico, com mais apoio e oportunidades”, afirma a atleta, que amputou a perna direita após um atropelamento, há 13 anos.
Para Josiane, os próximos anos serão focados no descobrimento de novos talentos da modalidade.
"A base da seleção brasileira permanece a mesma de Londres, com uma equipe que tem uma média de idade elevada. Todo o cenário mundial está em busca de novos talentos para este ciclo olímpico. Neste ano, já vimos novas formações em equipes de diversos países nas principais competições internacionais e estamos monitorando nossos adversários para chegarmos bem preparados", avalia.
Enquanto o Brasil rema por sua segunda medalha, outros países largaram na frente. Tradicional potência no remo Olímpico, a Grã-Bretanha também domina o cenário Paralímpico, com três medalhas de ouro e uma de bronze. A China se destaca com três ouros. Ucrânia e Itália contam com atletas campeões Paralímpicos, enquanto os Estados Unidos acumulam quatro medalhas: duas de prata e duas de bronze.
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