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Um mundo novo

Regiões da Barra, Copacabana e Deodoro vão receber atenção dos fãs do ciclismo no Rio 2016™

Por Rio 2016

As quatro disciplinas do ciclismo olímpico vão agitar três das quatro regiões dos Jogos. Conheça o esporte, seus astros e o legado para a cidade

Regiões da Barra, Copacabana e Deodoro vão receber atenção dos fãs do ciclismo no Rio 2016™

Público acompanha as provas do ciclismo de estrada de graça por boa parte do percurso (Bryn Lennon/Getty Images)

Presente no programa dos Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição, o ciclismo ganha visibilidade internacional em julho com a sua prova mais famosa: a Volta da França. O mês contará ainda com o Campeonato Mundial de BMX, que acontece entre os dias 24 e 28, em Auckland, Nova Zelândia. Essa foi a deixa para a escolha do ciclismo como o próximo especial de esporte do site rio2016.com.

Durante toda a semana, matérias exclusivas sobre as disciplinas do ciclismo, único esporte que vai agitar três das quatro regiões que receberão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™. Com exceção da região do Maracanã, o ciclismo terá provas nas outras três que compõem o maior evento esportivo do mundo: Barra, Copacabana e Deodoro.

No coração dos Jogos, como é chamada a região da Barra, serão realizadas as provas do ciclismo de pista. As disputas estão marcadas para acontecer no futuro velódromo, que após os Jogos de 2016 comporá o primeiro Centro Olímpico de Treinamento (COT) do país. Em Londres 2012, a disciplina contou com dez eventos – sprint individual e por equipes, omnium, keirin e perseguição por equipes, tanto no masculino como no feminino.

A Grã-Bretanha liderou a contagem de medalhas com sete ouros, uma prata e um bronze. Destaques para Victoria Pendleton, ouro no keirin e prata no sprint individual, prova em que havia conquistado o título em Pequim 2008, e o Sir Chris Hoy, maior medalhista olímpico britânico de todos os tempos, com seis ouros (e uma prata), dois deles conquistados em Londres.

Já o ciclismo de estrada será realizado na região Copacabana, mais precisamente em um circuito montado no Aterro do Flamengo. A disciplina engloba quatro eventos, o contrarrelógio e a prova de estrada, no masculino e no feminino. A Grã-Bretanha foi novamente líder na contagem de medalhas da disciplina com um ouro, uma prata e um bronze. Cazaquistão, Estados Unidos e Holanda também subiram no alto do pódio.

As outras duas disciplinas do ciclismo (BMX e mountain bike) vão compor, ao lado da canoagem slalom, o Parque Radical do Rio, em Deodoro. O BMX estreou nos Jogos Olímpicos em Pequim 2008 e consagrou o letão Maris Strombergs como primeiro bicampeão da disciplina e a colombiana Mariana Pajón, ouro na prova feminina, resultado que a elevou ao posto de segunda campeã olímpica do país em todos os tempos.

Já o mountain bike, presente nos Jogos desde Atlanta 1996, teve em Londres uma decisão masculina empolgante, definida no sprint final, e uma nova campeã olímpica, a francesa Julie Bresset, que venceu a alemã Sabine Spitz, campeã em Pequim 2008 e medalhista nas últimas três edições do evento. No total, o ciclismo distribuiu 54 medalhas em Londres 2012, em 18 eventos.

As provas do paraciclismo são divididas em duas: de estrada e de pista, como na foto acima (Foto: IPC/Evgeniya Bocharnikova)

Paraciclismo distribui 150 medalhas em Londres 2012

Nos Jogos Paralímpicos, o esporte é dividido em dois: estrada e pista. Em Londres 2012 foram distribuídas 150 medalhas divididas em 50 eventos. No paraciclismo de estrada, os atletas disputaram 32 medalhas de ouro e na pista outras 18.

Os atletas são divididos em quatro classes: B (atletas com deficiência visual, que competem em uma bicicleta com dois assentos. Um ciclista com visão vai no banco da frente); H1 a H4 (atletas com paralisia cerebral, lesão medular ou amputações que os impeçam de usar uma bicicleta padrão. Eles competem usando um triciclo que pode ser movido pelas mãos); T1 e T2 (atletas que deficiência que afetam o equilíbrio corporal e competem usando triciclos); e C1 a C5 (atletas com deficiências que afetam os braços, pernas ou tronco, mas que são capazes de usarem uma bicicleta padrão).

Na matéria sobre o paraciclismo, o leitor vai conhecer um pouco mais da vida do italiano Alessandro Zanardi, que brilhou na pista do circuito de Brands Hatch, local das provas de estrada em Londres 2012, e da jovem paranaense Jady Malavazzi, de apenas 18 anos, medalha de prata nos Jogos Parapan-americanos Guadalajara 2011 e esperança brasileira no Rio 2016™.

Confira a programação:

Segunda-feira, dia 15 – Ciclismo BMX é responsável por 25% das medalhas colombianas em Londres 2012

Terça-feira, dia 16 – Estrelas britânicas do ciclismo de pista se aposentam e abrem caminho para nova geração

Quarta-feira, dia 17 – Dedicação e coragem de Alessandro Zanardi inspiram a paraciclista Jady Malavazzi

Quinta-feira, dia 18 – Chance da primeira medalha olímpica brasileira no ciclismo é maior nas provas de estrada

Sexta-feira, dia 19 – Pioneiro, Bart Brentjens acompanha crescimento do mountain bike após entrada nos Jogos