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Um mundo novo

Rainha do ciclismo de pista Anna Meares planeja mais 'momentos raros de beleza' nos Jogos Rio 2016

Por Rio 2016

Em entrevista exclusiva, a australiana fala sobre se tornar a mulher mais bem sucedida de seu esporte

Rainha do ciclismo de pista Anna Meares planeja mais 'momentos raros de beleza' nos Jogos Rio 2016

Meares, em preparação para participar de sua quarta edição de Jogos Olímpicos (Getty Images/Michael Regan)

Quando se trata de uma mulher correndo sobre duas rodas, não é possível ir muito mais rápido que Anna Meares. A australiana se tornou a ciclista de pista mais bem sucedida de todos os tempos em fevereiro, quando conquistou seu 11º título mundial. Aos 31 anos e cinco medalhas ao longo de três edições dos Jogos Olímpicos, alguns atletas de seu nível poderiam optar por caminhar em marcha mais lenta. Não Meares. Não quando os Jogos Rio 2016 estão na próxima curva.

“Os Jogos Olímpicos são uma oportunidade muito rara para atuar no maior palco de todos. Os Jogos são o topo”, contou Meares ao rio2016.com em entrevista exclusiva. “Só estive em três Jogos Olímpicos... Quero o quarto. Ainda que isso seja mais do que a maioria (das pessoas), dentro do período de uma vida é uma beleza rara. E quero experimentar o maior número possível de momentos raros de beleza”.

Victoria Pendelton and Anna Meares at London 2012

Anna Meares (à direita) em sua corrida para conquistar a prata, atrás da britânica Victoria Pendleton em Pequim 2008 (Foto: Getty Images/Quin Rooney)

 

Talvez a percepção aguda de Meares sobre o valor da vida seja resultado do horrível acidente que ela sofreu em janeiro de 2008. Em uma colisão durante a Copa do Mundo em Los Angeles, a ciclista fraturou uma das vértebras do pescoço e deslocou o ombro. Poucos acreditavam que ela pudesse competir apenas sete meses depois, nos Jogos de Pequim.

Ela não só competiu, como adicionou uma medalha de prata (na prova de velocidade individual) à de ouro que havia conquistado nos Jogos Atenas 2004 (na prova de contrarrelógio de 500m). Em Atenas, Meares também ficou com o bronze na prova de velocidade e completou a série de medalhas em Londres 2012, com o ouro no mesmo evento e na disputa por equipes.

Mas foi no Campeonato Mundial de 2015, em Paris, que Meares cimentou seu lugar à frente das rivais com o 11º ouro, conquistado na prova de keirin. O recorde de medalhas pôs em segundo lugar um de seus ídolos, a francesa Felicia Ballanger.  “Fiquei muito orgulhosa”.

Uma rivalidade intensa

Nos Jogos Londres 2012, a equipe britânica de ciclismo dominou a competição - conquistou sete dos 10 ouros em disputa. Meares obteve um dos três que não ficaram com o país-sede, numa das maiores rivalidades dos Jogos, entre ela e a britânica Victoria Pendleton.

“Haver tanto destaque para o ciclismo de pista feminino devido à rivalidade entre eu e Victoria, e entre nossas habilidades, é algo que me deixa orgulhosa”, diz. “Também sou grata porque meu nome estará para sempre conectado ao dela. Éramos duas mulheres disputando no topo do esporte, e a melhor coisa é que nós duas saímos de Londres, após a mais intensa pressão, com medalhas de ouro (Pendleton venceu no keirin)”.

Pendleton congratulates Meares in London

Em Londres 2012, foi a vez de Meares superar Pendleton, ocupando o primeiro lugar no pódio (Foto:Getty Images/Bryn Lennon)

 

Após Londres, Meares tirou um ano de folga e, após um retorno difícil, está agora na etapa final de seu planejamento de três anos para o Rio.

Os últimos 12 meses serão intensos, ainda com a classificação a ser obtida antes de chegar para competir. Meares ainda não conhece o Rio, mas espera Jogos “coloridos e divertidos, com muita energia e engajamento”. E acredita que os turistas australianos irão acrescentar à atmosfera: “O Rio é um dos destinos mais exóticos do mundo. Combine isso ao maior evento esportivo do mundo e você terá um coquetel que os australianos irão adorar”.

Veja a série completa de entrevistas exclusivas, com Serginho, Chad le Closs, Jessica Ennis-Hill, Sandar Singh e Carli Loyd