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Um mundo novo

QUEM FAZ: Rodrigo Garcia, gerente de política e operações esportivas

Por Rio 2016

Conheça as (muitas) responsabilidades de um dos gestores do Departamento de Esportes

QUEM FAZ: Rodrigo Garcia, gerente de política e operações esportivas

Rodrigo Garcia é gerente de Política e Operações Esportivas (Foto: Rio 2016)

A arbitragem, o controle de doping, a cronometragem, a distribuição de resultados das competições, as publicações relacionadas ao esporte e os serviços veterinários são apenas algumas das incontáveis responsabilidades da área de política e operações esportivas do Comitê Organizador Rio 2016™. Enumerá-las é tarefa difícil até para o paulistano Rodrigo Garcia, cuja serenidade diante do tamanho do desafio que terá pelos próximos cinco anos impressiona.

Gerente de uma das quatro áreas do Departamento de Esportes, que conta ainda com Competição Esportiva (Ricardo Prado), Arquitetura de Instalações Esportivas (Gustavo Nascimento) e Apresentação do Esporte (ainda sem gerente), Garcia comandará, em 2016, uma força de trabalho de mais de mil pessoas. Boa parte dela é composta por voluntários, que precisarão de treinamento e orientação. Outro grande contingente de profissionais, os de arbitragem, também estará sob sua guarda. Projetos para preparação de mão-de-obra brasileira estão nos planos, mas a recepção aos estrangeiros e o atendimento às suas necessidades são algumas das prioridades.

Além do planejamento da parte operacional, decisões que envolvem mais de um esporte e que exigem interface com outras áreas funcionais do Comitê, como Acomodações e Tecnologia, por exemplo, fazem parte do dia-a-dia. Da mesma forma, o contato e as trocas com as Federações Internacionais dos esportes são constantes. São elas que dão as diretrizes e, em boa parte dos casos, fazem a operação em conjunto com a organização do maior evento esportivo do planeta.

“Embora sejam os mesmos Jogos Olímpicos, cada esporte gosta de ser tratado de um nível diferente. Nós temos que fazer com que todos sejam atendidos em suas demandas, mas que eles entendam que estão em um ambiente único. Então, serão os Jogos Rio 2016™ para a Natação, o Futebol, o Tiro com Arco, o Triatlo e todos os outros. É o mesmo evento. Aí é que está a questão. Temos a interface com nossos parceiros de Londres 2012, por exemplo. Visitamos campeonatos dos esportes ao redor do mundo para entender como eles gostam de ser tratados no mundo deles. Os eventos têm a cara deles. Procuramos este conhecimento, mas faremos aqui com a nossa identidade”, analisa.

Aprendizado com os Jogos Pan-Americanos

Graduado em Esporte pela Universidade de São Paulo (USP), curso mais voltado para a gestão do esporte, Garcia levou a experiência com marketing e eventos para a organização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Teve a oportunidade de gerenciar uma das principais instalações esportivas, o Estádio João Havelange, palco do Atletismo, e dali ajudou a construir a trajetória rumo ao Rio 2016™.

“O caminho de aprendizado começa nos Jogos Pan-Americanos. Depois, continua na candidatura do Rio para 2016, onde ajudei a fazer o Masterplan (o arcabouço do dossiê de candidatura). Trabalhei oito meses no Comitê de São Paulo para a Copa do Mundo de futebol e voltei. Todo esse processo foi importante. Minha área era de operação de instalações no Pan, uma interface da área de esportes com a área de instalações. Hoje, comando Política e Operações. A experiência de planejamento que tive no Pan está sendo fundamental”, diz o gerente, que cita também as oportunidades de aprendizagem nas observações em grandes eventos e nas consultorias a países menos estruturados.

“É interessante observar as diversas situações para entender melhor nossas demandas. Estivemos em Pequim 2008, que teve três vezes o tamanho do Pan. Foi minha primeira experiência olímpica. Depois, tivemos oportunidade de dar consultoria a alguns países da América do Sul e Caribe que preparavam candidaturas para Jogos regionais. Pudemos acompanhar os eventos-teste em Londres e participar de reuniões com as Federações Internacionais. Trabalhamos com organizações as mais distintas, é importante observar os detalhes”.

Evolução da organização do esporte no Brasil

Maior do que o desafio de organizar um megaevento, só o de torná-lo fonte de legados esportivos e não-esportivos sólidos para o Brasil e os vizinhos sul-americanos. Para Garcia, já é evidente o desenvolvimento da gestão esportiva no país. A tendência é de crescimento nos próximos anos.

“O Brasil está passando por um processo de evolução muito grande nessa parte de gestão do esporte, gestão de instalações esportivas. Isso fica claro. Desde antes do Pan até agora, eu consigo ver como as pessoas estão cada vez mais preparadas, como os clubes estão preparando melhor, como os eventos esportivos estão proporcionando experiência, bagagem. O legal é ver, quando vamos para um evento fora, que o que estamos planejando aqui não está distante da realidade de outros”, relata.

As responsabilidades da área de Política e Operações Esportivas são tão numerosas quanto as oportunidades que geram. Com voz serena, mas firme, Rodrigo Garcia comanda uma das áreas-chave do Departamento de Esportes e do Comitê Organizador como um todo. O desafio é de centenas de pessoas. O resultado é de milhões.