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Um mundo novo

QUEM FAZ: Henrique Gonzalez, Diretor de Recursos Humanos

Por Rio 2016

Recrutar 110 mil pessoas é apenas uma das responsabilidades deste carioca amante dos esportes

QUEM FAZ: Henrique Gonzalez, Diretor de Recursos Humanos

Henrique Gonzalez é o Diretor de Recursos Humanos (Foto: Marcelo Vallin)

Os recursos mais valiosos que o Brasil dispõe são humanos. A diversidade e o respeito ao próximo, a energia e o brilho nos olhos, a união e o espírito jovem caracterizam o povo cuja marca é ser feliz. Num universo de 200 milhões de corações palpitantes, que farão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos celebrações memoráveis em 2016, cerca de 110 mil estarão sob a orientação de Henrique Gonzalez, Diretor de Recursos Humanos do Comitê Organizador Rio 2016™.

Serão quatro mil funcionários trabalhando em tempo integral no Comitê Organizador, mais 36 mil profissionais contratados e cerca de 70 mil voluntários desempenhando as mais diversas funções durante o evento. Há pouco mais de um ano, e pelos próximos quatro anos e meio, Gonzalez tem a função de recrutar, treinar e gerenciar toda essa força de trabalho.

“É um projeto que encanta a todos. É uma realização pessoal e profissional ao mesmo tempo. Você sente que está contribuindo em questões tangíveis, como a transformação urbana pela qual o Rio de Janeiro passa, mas também em uma transformação social intangível, que vem dos valores do olimpismo e dos aprendizados proporcionados pelo esporte: o respeito, o trabalho em equipe, a disciplina, ganhar e perder. É algo que incide sobre todos, jovens ou adultos, homens ou mulheres, ricos ou pobres, e que vai muito além das fronteiras do Brasil”, diz o diretor, um amante e praticante eclético de esportes, do tênis ao kitesurf.

A busca pelo aprendizado e a visão generalista levaram o engenheiro mecânico de formação às áreas de transporte e finanças, antes de chegar ao setor de remuneração e, finalmente, à diretoria de Recursos Humanos da Shell para o Brasil e a América Latina. Com duas décadas de experiência, aceitou o desafio de assumir as áreas funcionais de Força de Trabalho dos Jogos e Recursos Humanos Corporativo no Rio 2016™. Praticamente do zero, iniciou a formação da equipe, o estabelecimento de processos e sistemas e o planejamento para os próximos anos. O Comitê conta, hoje, com 255 funcionários em sua folha salarial. Terminará 2012 com 380. Fechará os anos seguintes com 700, 1.600 e 2.300, respectivamente, até chegar a quatro mil no momento dos Jogos.

Procura-se

No estágio atual da organização, os perfis analisados por Gonzalez e seu time buscam atender às demandas por cargos gerenciais, por especialistas e por analistas (confira as oportunidades). A experiência na função e a fluência na língua inglesa, salvo exceções, são pré-requisitos. O desafio de recrutar os melhores profissionais aumenta por conta do momento extremamente positivo da economia brasileira, que alcança parâmetros próximos ao pleno emprego.

“Procuramos profissionais que tenham essa característica de topar desafios, que queiram aprender, que gostem de mudança. Queremos pessoas naturalmente confiantes no seu trabalho. Para vir participar de um projeto como esse, isso é essencial. Essas pessoas sabem que o crescimento e a exposição aqui aumentam a empregabilidade na frente”, comenta Gonzalez. “Teremos entre 80 e 100 parceiros e patrocinadores, todos com valores alinhados aos nossos e que terão muito interesse em recrutar esta mão de obra altamente qualificada após 2016”.

Um Comitê com a cara do Brasil é um dos objetivos do diretor. A multidisciplinaridade dos profissionais das 63 áreas funcionais deve estar agregada à multiplicidade de características pessoais, algo marcante em uma sociedade originada na miscigenação, como a brasileira.

“Valorizamos e incentivamos a diversidade, que é uma marca do Rio de Janeiro e do Brasil. Durante os Jogos, pretendemos ter uma força de trabalho que represente isso: diversidade de ideias, de gênero, geográfica, racial, de minorias, entre outras. É estratégico para nós que tenhamos, por exemplo, pessoas com deficiência trabalhando no Comitê. Não só pelos Jogos Paralímpicos, mas pela intenção de contribuir para a inclusão dessas pessoas e incentivar este movimento em toda a sociedade”, afirma.

Programa de Voluntários começa em 2014

O aguardado Programa de Voluntários será lançado em meados de 2014. Parte dos recrutados já trabalhará nos eventos-teste de 2015. Segundo o diretor, será feito um amplo trabalho de mobilização e engajamento, em um país onde a cultura do voluntariado esportivo ainda é incipiente.

“Esta será uma tremenda oportunidade para diversos públicos. Teremos desde estudantes até pessoas que tiram férias de seus trabalhos para participar do evento e aposentados, que saem de casa pelo prazer de vivenciar essa experiência. Trabalharemos em conjunto com iniciativas dos nossos parceiros em termos de capacitação, por exemplo. Para um bom número de jovens, será a oportunidade de um primeiro trabalho, que trará bons frutos no futuro”, analisa o diretor, que resume o legado em recursos humanos gerado pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™:

“O principal legado será habilitar pessoas para a organização de eventos esportivos em outro patamar de profissionalismo e excelência na entrega. Isto irá influenciar sobremaneira o mercado esportivo brasileiro e até internacional. Mas vai além. A força de trabalho que passar por aqui se desenvolverá dentro das melhores práticas de gestão, que contribuem para sua capacidade de liderança, de enfrentar desafios de mudança, de planejamento, de gestão e operação. São profissionais que sairão muito mais capacitadas para o mercado de trabalho corporativo também”.

Na jornada de quatro anos e meio que se segue, história para contar a amigos, familiares e, especialmente, futuros empregadores é o que não vai faltar. As transformações não estão limitadas à cidade. Para Henrique Gonzalez, estão principalmente ligadas ao melhor recurso que o Brasil pode ter.