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Um mundo novo

QUEM FAZ: Erick Brito, um analista de controladoria mais do que especial

Por Rio 2016

Rio 2016 implementa política ativa de busca por profissionais com deficiência preparados e com perfil para a jornada

QUEM FAZ: Erick Brito, um analista de controladoria mais do que especial

Erick Brito, analista de controladoria do Comitê Organizador Rio 2016 (Foto: Rio 2016)

Uma risada diferente corta o silêncio de um dia tenso no escritório do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Com ar de estranheza, misto de surpresa e curiosidade, todos os olhos por cima das baias se voltam para uma figura de estatura média, óculos aro de metal, camisa social clara e rosto iluminado, típico de quem começa seu primeiro dia em um novo emprego. Duas ou três boas-vindas e as primeiras brincadeiras já saem com naturalidade. Rir e fazer rir são especialidades da casa. Erick Brito já fazia parte dela.

Analista de controladoria sênior, o paulistano de 42 anos não perde a piada. Currículo recheado de empresas multinacionais, vem experimentando uma fase de mudanças. É o primeiro desafio profissional fora da sua cidade e a primeira vez que mora sozinho. Vai a pé para a Praia do Recreio, bem próxima à sede do Comitê. Em julho de 2011, tornou-se um dos primeiros profissionais com deficiência a integrar os quadros do Rio 2016.

“Tenho uma deficiência na fala e na coordenação motora, sou 30 a 40% mais lento em atividades manuais, digitar, escrever. Colocar uma linha na agulha, então, é um verdadeiro martírio (risos)! Algumas pessoas não têm tanta paciência para lidar com essa questão, mas sou totalmente ‘desencanado’. Quem quiser me ouvir, que me ouça. Sou bem atirado, lido bem com isso”, comenta.

A graduação em Contabilidade em uma universidade de ponta de São Paulo foi o início de uma carreira sólida. Sua experiência e perfil o fizeram assumir responsabilidades em uma área sensível em qualquer instituição: o Departamento Financeiro. No Comitê Rio 2016, a tarefa de sua equipe é gerir os lançamentos contábeis e fazer a consolidação dos dados.

Os obstáculos no caminho até então valorizam a conquista: “Apesar de todo know-how, formação acadêmica em uma faculdade de primeira linha, experiência profissional só em empresas de grande porte, apesar de tudo isso, as pessoas ainda têm um pouco de resistência. A gente não tem que tapar o sol com a peneira, não é verdade?”.

Política ativa de busca por profissionais com deficiência

O Departamento de Recursos Humanos vem implementando uma política ativa de busca por pessoas com deficiência. Uma vez identificadas, elas têm seu perfil analisado e são encaminhadas para as áreas funcionais de acordo com as necessidades e disponibilidade. Diversidade com harmonia e respeito às diferenças são dois dos maiores valores da organização.

Oportunidade é a palavra-chave para pessoas como Erick, que sonham alto. Adaptado à nova vida, vai em busca dos objetivos que sempre pautaram sua trajetória. Símbolo da essência do Comitê, celebra o presente com o otimismo de quem constrói seu próprio futuro.

“Se a minha dificuldade de fala permitir, e se eu encontrar oportunidades como Rio 2016 me deu, gostaria de galgar cargos de coordenadoria, gerência. Sei que sou capaz. Também sei quais são as minhas limitações. A parte da fala, em uma eventual posição de liderança, em que tenha que participar de reuniões onde esta é uma das principais ferramentas de trabalho, é um problema. Ainda mais neste mundo onde tempo é dinheiro”, diz.

“Tenho que encontrar pessoas dispostas a ter um pouco mais de paciência para deixar eu concluir o raciocínio. O importante é que eles saberão que o que vão ouvir não é bobagem”.