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Um mundo novo

PROGRAMA DE OBSERVADORES: NHS e serviços médicos dos Jogos de Londres inspiram Rio 2016™

Por Rio 2016

Gerente brasileiro responsável pela área acompanha de perto o funcionamento de um dos maiores orgulhos dos britânicos

PROGRAMA DE OBSERVADORES: NHS e serviços médicos dos Jogos de Londres inspiram Rio 2016™

Reunião de planejamento do LAS com autoridades da área de saúde e segurança (Rio 2016™)

Para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, momento crítico para a equipe de Serviços Médicos dos Jogos pelo elevado número de espectadores, atletas, autoridades e força de trabalho em um só local e horário, 66 profissionais foram destacados para a operação no Estádio Olímpico. Eram 20 duplas de primeiros-socorros, dez enfermeiras e dez médicos alocados, além de seis médicos avançados. Estes eram denominados Top 6, grupo para o mais alto nível de atendimento e tomada de decisão. Um dos Top 6 era Antonio Bispo, gerente de Serviços Médicos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016™.

Felizmente, a única ocorrência significativa não aconteceu nos ambulatórios. A homenagem ao Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) durante o show de abertura, apresentado ao mundo como um dos símbolos e orgulhos dos britânicos, emocionou a todos no estádio ou pela TV. Aos profissionais de saúde, em especial.

Bispo (terceiro da esquerda para a direita) e outros três médicos do Top 6 na Cerimônia de Abertura (Foto: Rio 2016™)

Tido como o maior e um dos melhores do mundo, o sistema público atende a todos os residentes da Grã-Bretanha, ou seja, mais de 62 milhões de pessoas, segundo dados oficiais. O NHS emprega cerca de 1,7 milhão de pessoas e atende algo em torno de três milhões por semana, em média.

Todos os serviços são financiados pelos impostos e estão disponíveis aos usuários sem cobranças - com pequenas exceções -, dentro do ideal de que um serviço de saúde de qualidade deve ser para todos, independente das suas posses. Neste sentido, quem está em visita a Londres para assistir ou trabalhar nos Jogos Olímpicos dispõe do mesmo nível de atendimento.

“Estamos tendo um aprendizado intenso e agregando muitas ferramentas para o planejamento e a operação do Rio. Os serviços a serem entregues são muito similares, guardando as proporções pelas peculiaridades locais de cada uma das sedes. Mas a infraestrutura prévia da cidade é muito diferente”, afirma Bispo, que acompanhou como observador diversas das reuniões de autoridades responsáveis pela área médica nos Jogos de Londres.

Gerente brasileiro e sua equivalente dos Jogos de Londres, Pam Venning (Foto: Rio 2016™)

Três mil voluntários na área médica

O planejamento da área de Serviços Médicos de Londres 2012 começou imediatamente após a escolha da cidade como sede dos Jogos. Os pontos críticos enfrentados na trajetória de sete anos foram o recrutamento de voluntários de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e profissionais de pronto-socorro) e a adequação da legislação da Grã-Bretanha para a habilitação de médicos internacionais.

A área recebeu inscrições de 6.000 voluntários. Selecionou 4.500 e vai usar 3.000. Pela legislação, o voluntário não pode trabalhar o dia todo e não pode dobrar o plantão. Na operação dos Jogos, o primeiro atendimento é feito pelos First Aiders, ou profissionais de pronto-socorro, depois pelos médicos e enfermeiras. São dez grupos de hospitais de referência: um para cada “cliente” (atletas, família olímpica e paraolímpica, e imprensa e broadcast) em Londres, um para a Vela em Weymouth e outro para Canoagem e Remo em Eton Dorney, além de um em cada uma das cinco cidades do futebol.

O sistema mais complexo fica na Policlínica da Vila Olímpica, que conta com mais médicos (clínicos gerais), médicos do esporte, oftalmologista, radiologista e médicos de diferentes especialidades para atendimento com agendamento prévio: cardiologista, dermatologista, gastroenterologista, neurologista, ginecologista/obstetra, ortopedista, psiquiatra e “emergencistas”, além de dentistas, fisioterapeutas, podólogos, quiropráticos e massagistas. A Policlínica funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, durante os Jogos. Os postos nas instalações de treinamento e competição funcionam de acordo com o funcionamento das mesmas.

Unidade de atendimento médico em uma instalação esportiva de Londres 2012 (Foto: Rio 2016™)

“São 66 ambulâncias novas, compradas por ocasião dos Jogos, para atender aos requisitos específicos das Federações Internacionais e do Comitê Olímpico Internacional, e que ficarão como legado. Elas foram somadas a toda a estrutura do Serviço de Ambulância de Londres (LAS, na sigla em inglês), cujo altíssimo padrão de atendimento garante um tempo médio de resposta de quatro minutos”, informa o gerente do Rio 2016™.

Nos primeiros dias de Jogos, a tranquilidade continua a pautar os trabalhos da equipe médica em Londres. Para o cirurgião-geral brasileiro, líder do planejamento e da operação de serviços médicos daqui a quatro anos, aprender e ensinar são exercícios diários. Será mais de um mês de vivência entre Jogos Olímpicos e Paralímpicos na capital britânica. Top 6 no maior evento esportivo do mundo, o desafio está posto para ele, tanto quanto para o Rio e o Brasil. Saúde para todos é um sonho possível. E real.