Presidente Lula reafirma confiança na economia brasileira
Por Rio 2016
Reportagens da revista Time e do jornal Financial Times destacam medidas eficientes do governo brasileiro e bons números da economia
Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou sua crença na força da economia brasileira. O Brasil entrou na crise mais tarde (que o resto do mundo) ... e tem todas as chances de sair mais rápido, disse o presidente.
A confiança de Lula é respaldada pelos bons números de 2008 um ano excelente: a economia cresceu 5%. Uma reportagem publicada no site do jornal, no último dia 9, ressaltou que a oferta de emprego no Brasil aumentou constantemente, e destacou a popularidade recorde do presidente. Hoje, o índice de aprovação está em 80%, mais alto do que o momento após a sua vitória nas eleições de 2002.
Em outra reportagem publicada dia 5 de março, a revista Time faz uma análise mais profunda da economia e dos índices sociais brasileiros. Outras crises nas décadas de 70 e 80 foram lembradas para demonstrar a robustez da economia brasileira. A publicação usou com exemplo Efigênia Francisca da Silva, que recentemente ascendeu à classe média. A moradora de uma comunidade carente da cidade de São Paulo foi uma das muitas beneficiadas das ações do governo para encorajar novos empreendedores. A dona de casa teve acesso a uma linha de crédito e montou três lojas de artigos diversos. Além disso, ela comprou um carro. Na reportagem, ela diz não acreditar que a recessão global vai estragar seus sonhos e afirma confiar no presidente Lula.
Assim como ela, 53% dos 190 milhões de habitantes do Brasil, hoje, fazem parte da classe média, contra 42%, em 2002. Este incremento na mobilidade social aconteceu ao mesmo tempo em que os ganhos no Ibovespa somavam 480% antes da queda ocorrida no fim de 2008. A reportagem ainda salienta que a maioria dos brasileiros acredita que o país vai sobreviver à crise melhor que outros países. De acordo com um recente estudo da Organização para Economia, Cooperação e Desenvolvimento (OECD sigla em inglês), o Brasil pode ser o único de 34 grandes economias que evitará a recessão em 2009. Durante a entrevista a Time, Lula disse que o capitalismo será um animal diferente após a turbulência e acrescentou: países em desenvolvimento serão responsáveis pela maior parte da porcentagem de crescimento da economia mundial.
As ações para tornar o país mais atraente para investimentos também foi um dos assuntos tratados na reportagem. O governo federal investe US$ 263 bilhões em benefícios fiscais e obras de infraestrutura. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que começou em 2007, foi utilizado como exemplo, assim como as reservas internacionais, que já chegaram a somar o valor recorde de US$ 208 bilhões, antes do início da crise. Outra área que mereceu destaque na reportagem foi o sistema bancário brasileiro, que se manteve bem regulamentado, e até agora sofreu poucos efeitos da turbulência que tem abalado muitos bancos dos Estados Unidos e da Europa. Na reportagem, o diretor de Mercados Emergentes do Goldman Sachs, Paulo Leme, disse que esses fatos tem oferecido bastante proteção ao Brasil contra a desaceleração global".
A descoberta de petróleo na camada de pré-sal no litoral brasileiro e o fôlego da Petrobras em investir, ao contrário de outras empresas petrolíferas do mundo, também foram enfatizados como um ponto à favor da economia do país.