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Um mundo novo

Pioneiro, Brentjens acompanha crescimento do mountain bike após entrada nos Jogos

Por Rio 2016

Holandês continua na ativa e diz que pretende estar no Rio em 2016, 20 anos após conquistar o primeiro título Olímpico da disciplina

Pioneiro, Brentjens acompanha crescimento do mountain bike após entrada nos Jogos

Com pneus mais largos, o maior requisito da bicicleta de Mountain Bike é a absorção de impacto (Getty Images/Phil Walter)

No ciclismo de montanha, ou mountain bike, os obstáculos fazem parte da competição. A disciplina entrou para o programa olímpico em Atlanta 1996 e, desde então, vem avançando em tecnologia e novos adeptos. O holandês Bart Brentjens, primeiro campeão olímpico do mountain bike, conta um pouco da evolução da disciplina que vai completar 20 anos de disputas acirradas nos Jogos Rio 2016™.

Em Atlanta 1996, a pista de terra repleta de relevos, pedras, trilhas e outros obstáculos, ainda não tinha o rastro dos pneus característicos da nova disciplina que fazia sua estreia nos Jogos Olímpicos. O mountain bike surgiu na Califórnia (EUA) na década de 70 por um pequeno grupo de ciclistas que procurava ter mais contato com a natureza na prática do esporte. Duas décadas depois, a emocionante disciplina do ciclismo já era praticada em todo o mundo e entrava para o programa Olímpico.

O ciclista holandês, Bart Brentjens conquistou o ouro em 1996 e bronze em 2004 (Foto: Arquivo pessoal / Bart Brentjens)

Ciclista desde os 15 anos de idade, foi em 1992 que Brentjens decidiu trocar a “magrela” pelo modelo mais radical da bicicleta do mountain bike. Quatro anos depois, Brentjens já escrevia o seu nome na história como o primeiro campeão Olímpico na prova de cross-country.

“Conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos faz de você famoso não apenas no meio esportivo, mas por todos no seu país. Conquistar a primeira medalha do mountain bike, então, torna esta vitória ainda mais especial. Muitas coisas evoluíram desde que me tornei um campeão Olímpico, tanto no esporte como na tecnologia empregada nas bicicletas. Mas, no geral, o reconhecimento do esporte tem aumentado cada vez mais. Hoje, temos mais atletas de diferentes nacionalidades e muitos campeonatos ao redor do mundo”, comenta o atleta, que também conquistou o bronze em Atenas 2004.

Hoje, Brentjens continua na ativa. Ele comanda a Superior Brentjens Mountain Bike Racing Team, que conta com atletas de seis nacionalidades diferentes, e permanece disputando competições ao redor do globo. “Espero estar no Rio em 2016 e ganhar uma medalha com um dos meus companheiros de equipe. Já estamos nos preparando. A equipe está indo muito bem, já alcançamos mais de 50 pódios somente nesta temporada”, conta Brentjens, que está de viagem marcada para o Brasil em outubro deste ano para disputar a maratona Brasil Ride.

Equipe liderada por Brentjens conta com ciclistas de seis nacionalidades diferentes. (Foto: Arquivo pessoal / Bart Brentjens)

Europeus dominam o pódio nos Jogos

Ao longo das cinco edições de Jogos Olímpicos em que foram realizadas as provas do cross-country (1996-2012), no masculino, o pódio tem sido dominado por países europeus, especialmente a França, que tem três das cinco medalhas de ouro (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). No feminino, as atletas do velho continente também conquistaram o lugar mais alto do pódio em todas as edições, e somente Estados Unidos e Canadá conquistaram outras medalhas na categoria.

Dentre os atletas de maior destaque estão o francês Julien Absalon com duas medalhas de ouro (Atenas 2004 e Pequim 2008) e a alemã Sabine Spitz, que coleciona três medalhas em Jogos consecutivas: uma de bronze, uma de ouro e outra de prata (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, respectivamente).

“Já havia conquistado um bronze e um ouro e, agora, tenho a coleção inteira. Então sim, estou bastante satisfeita com o segundo lugar”, comemorou Spitz após a corrida que garantiu o pódio para a francesa Julie Bresset em Londres 2012.

Máquinas com pneus mais largos para absorção de impacto

Apesar de três das quatro disciplinas do ciclismo acontecerem ao ar livre, a bicicleta do mountain bike apresenta diferenças significativas em relação à de estrada ou mesmo à do BMX: os pneus são mais largos, há amortecedores traseiros e dianteiros e seu material é mais resistente, sem comprometer o peso da bicicleta, que gira em torno de 8 a 9 kg.

Mais do que velocidade, a principal característica da bicicleta é a absorção de impacto.