Pegue carona com especialistas e conheça a pista de mountain bike para os Jogos Rio 2016
Em fase final de execução, pista que abrigará evento-teste em outubro é elogiada pelo designer e pela Federação Internacional
Em fase final de execução, pista que abrigará evento-teste em outubro é elogiada pelo designer e pela Federação Internacional
Segundo especialistas, a pista de mountain bike não ofecerá vantagens para nenhum tipo de ciclista: o atleta terá de ser completo para se tornar campeão Olímpico (Nick Floros/Rio 2016)
Quase 5km de terra, pedra, grama, raízes e água, em trilhas sinuosas com algumas das subidas e descidas mais desafiadoras do mundo do ciclismo: assim será a pista de mountain bike para os Jogos Rio 2016. Convocados pelo Comitê Organizador para encaminhar alguns dos últimos detalhes sobre a pista Olímpica, o designer do circuito Nick Floros e o delegado técnico da União Ciclística Internacional (UCI) Simon Burney visitaram as obras do local de competição no mês de julho e voltaram para casa muito satisfeitos com o que viram no Centro Olímpico de Mountain Bike, em Deodoro – e ainda anunciaram que o público pode esperar algumas surpresas na pista.
“O circuito será ótimo! O que eu posso dizer é que teremos, por exemplo, alguns obstáculos diferentes, como formatos de pegada espalhados pelo circuito, e também alguns trechos com inspiração nas curvas da cidade do Rio de Janeiro. Será uma pista muito divertida para todo mundo”, afirmou o sul-africano Nick Floros.
“O que presenciamos aqui excedeu nossas expectativas. Estou certo de que teremos um circuito muito bom para todos: os atletas ficarão muito satisfeitos e espectadores terão uma pista incrível e vão acompanhar tanto de dentro da arena, como pela TV”, afirmou o inglês Simon.
Nick aproveitou a vinda ao Rio para dar uma volta pelo circuito que desenhou e gravou tudo com uma câmera no capacete - o resultado você pode conferir no vídeo abaixo. O designer explicou que a área e o tipo de terreno disponíveis para o desenho da pista são determinantes para o circuito – e, quanto a isso, o sul-africano é só elogios ao Rio de Janeiro.
“A área escolhida para desenhar o circuito é excelente, com terreno e variações muito boas, cheio de subidas e descidas”, disse o designer Floros. Simon concorda, e acrescenta que a desafiadora pista desenvolvida no Centro Olímpico de Mountain Bike não privilegiará nenhum tipo de ciclista, sem facilidade para competidores especialistas em retas ou em “escaladas” – o campeão Olímpico deverá ser um atleta completo.
A pista é uma das construções para os Jogos Olímpicos e, após 2016, a área utilizada para ela fará parte do Parque que será aberto à população e contará com uma mini pista de mountain bike. As obras para a pista Olímpica estão na fase da implantação de obstáculos e plantio de grama em algumas áreas - ela está 80% pronta.
“É difícil dizer que uma pista é melhor ou pior que outro, mas tenho certeza de que a pista do Rio tem potencial para ser um dos melhores circuitos Olímpicos de todos os tempos. Mal posso esperar para vê-la sendo usada em um evento-teste”, destacou Simon.
O delegado técnico da UCI e todos os fãs de mountain bike não terão de esperar muito: no dia 11 de outubro, a pista receberá o Desafio Internacional do esporte, torneio do calendário do Aquece Rio. Será a primeira chance de ver em ação alguns dos maiores atletas do mundo no circuito que será usado nos Jogos Olímpicos Rio 2016.