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Um mundo novo

Pau Gasol e o passo que falta: o desafio olímpico do maior ídolo da Espanha

Por Rio 2016

Medalha de prata em Pequim 2008, ala-pivô busca a consagração definitiva em Londres 2012

Pau Gasol e o passo que falta: o desafio olímpico do maior ídolo da Espanha

Pau Gasol é a estrela do basquetebol espanhol (Foto: ©Getty Images/Ezra Shaw)

Pau Gasol tinha 12 anos de idade, pouco menos de 1,90m de altura e dava os primeiros passos como armador no time de basquetebol da escola quando o Time dos Sonhos norte-americano assombrou o mundo nos Jogos Olímpicos de 1992, realizado em Barcelona, sua cidade-natal. Era a primeira edição olímpica em que a participação de atletas da NBA, a liga profissional dos Estados Unidos, estava autorizada e nomes como Michael Jordan, Larry Bird e Earvin “Magic” Johnson, encontravam, mais do que adversários, admiradores dentro de quadra. Fora dela, milhões assistiam pela televisão a exibições que marcaram uma revolução no esporte. Gasol era um deles.

Consagrado em seu país com a camisa do Barcelona nove anos depois, o espanhol jogava sua primeira temporada na NBA quando teve a oportunidade de enfrentar Michael Jordan. O astro retornara da aposentadoria para mais dois anos de ação e deleite dos fãs. A emoção estava lá, Gasol não nega. Mas os tempos já eram outros. O intercâmbio aumentara significativamente, mais estrangeiros chegavam à liga norte-americana e a participação do time dos Estados Unidos em competições internacionais fazia do encantamento dos adversários de outrora a crença de que, um dia, aquela camisa não seria mais imbatível.

No ano de 2002, Pau Gasol contava 22 anos de idade e 2,13m de altura quando ocupou a posição de ala-pivô da seleção da Espanha no simbólico Campeonato Mundial de Indianápolis. Mesmo com alguns dos melhores jogadores da NBA e diante de sua torcida, os EUA não resistiram ao poderio da Iugoslávia, futura campeã, nas quartas-de-final. Dez anos após Barcelona 1992, era a primeira vez em que os profissionais norte-americanos ficariam fora do topo do pódio de uma competição. Na disputa do quinto lugar, a Espanha imporia nova derrota, por 81 a 75. Quatro anos depois, eram os espanhóis que sagrariam-se campeões, e Gasol o melhor jogador da competição.

“É sempre uma honra estar com meu time, meu país, batalhando pelas medalhas. É um momento muito especial na vida de todos os atletas. Tudo o que você quer é ir lá e dar seu máximo. Conquistamos o Mundial de 2006, no Japão, e estivemos muito perto de conquistar o ouro em Pequim 2008. Competimos extremamente bem e posso dizer que tenho muito orgulho do que fizemos naquele período”, comenta o ídolo espanhol.

Pau Gasol e Kobe Bryant são companheiros no Los Angeles Lakers (Foto: ©Getty Images/Jed Jacobsohn)

Em busca do ouro olímpico

Símbolo de uma era onde a disparidade entre os profissionais dos Estados Unidos e do resto do mundo no basquetebol masculino foi dramaticamente reduzida, Pau Gasol tornou-se, ele mesmo, um dos maiores astros da NBA. Após seis temporadas com o Memphis Grizzlies, transferiu-se para o tradicional Los Angeles Lakers, onde foi campeão em duas das quatro temporadas completas que disputou. Foi eleito o melhor calouro do ano em 2002 e participou quatro vezes do All-Star Game, partida festiva entre os melhores jogadores da liga eleitos pelo público e pelos técnicos.

Com a seleção espanhola, disputou as duas últimas edições de Jogos Olímpicos após duríssimas seletivas europeias. Em Atenas 2004, voltou para casa com o sétimo lugar, após derrota para os Estados Unidos nas quartas-de-final. Em Pequim 2008, levou a equipe à medalha de prata, igualando o melhor resultado da história do país até então, o segundo lugar em Los Angeles 1984. A derrota por 118 a 107 na final, novamente para os maiores rivais dos últimos anos, ainda incomoda.

“Nós temos que tentar e continuar tentando. Em Londres 2012, é isso que vamos fazer. Vamos tentar de novo. Mas é um jogo de cada vez. Precisamos dar nosso melhor para vencer um por um. Não há outro caminho. Nosso foco é a medalha de ouro”, analisa Gasol. A Espanha é a segunda colocada no ranking mundial, só atrás dos EUA, e conquistou a vaga para Londres por conta do título europeu de 2011, o segundo consecutivo.

Aos 32 anos, resta apenas um passo na carreira do ídolo espanhol. Seu legado, entretanto, já está consolidado. Vestir o uniforme e entrar em quadra para uma disputa de igual para igual com qualquer equipe do mundo era um sonho 20 anos atrás, nas quadras da escola, vendo os Jogos Olímpicos pela TV. Hoje, é uma realidade. E um prazer. “Entrar em quadra e dar o máximo é o que importa. Se não for em Londres, que seja no Rio, em 2016. Adoraria fazer parte disso novamente e enquanto meu corpo ajudar e permitir. Estar no Rio, que eu ainda não conheço, seria uma grande honra e um privilégio. Se tudo der certo e minha seleção estiver lá, será mais um belo desafio”.