O retorno do golfe ao calendário olímpico é motivo de comemoração para atletas do passado, presente e futuro. Lendas do esporte que não tiveram a oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos, como o australiano Greg Norman e o sul-africano Gary Player, afirmam que o golfe vive o melhor momento da sua história. Melhor para os atletas de hoje e de amanhã, que poderão desfrutar desse sucesso.
Número 1 do ranking mundial por 331 semanas nas décadas de 80 e 90, Norman fez história no esporte ao conquistar 91 títulos como profissional incluindo dois Majors – o British Open de 1986 e 1993. O Tubarão, como é conhecido, afirmou com exclusividade ao site rio2016.com que o esporte vive uma nova era.
“Eu nunca vi o golfe num momento tão especial. É realmente um esporte global e a volta para os Jogos Olímpicos vai contribuir significativamente para a divulgação do golfe. Eu acredito que os Jogos do Rio em 2016 vão ser muito importantes para o desenvolvimento do esporte”, disse o australiano de 58 anos, que é embaixador da OMEGA, cronometrista oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Opinião parecida com a do sul-africano Gary Player, que esteve no Brasil na semana passada como convidado especial do Brasil Classic, principal torneio de golfe do país, disputado em São Paulo no início de abril.
“Estou absolutamente empolgado com o retorno do golfe aos Jogos Olímpicos. Essa será uma enorme oportunidade para o esporte crescer e se desenvolver não só no Brasil, mas em todo mundo, especialmente em mercados emergentes como a China e a Índia”, opinou o ex-atleta de 77 anos.
Conhecido como Cavaleiro Negro, Player é o estrangeiro com mais títulos do Masters de Augusta (são três), um dos quatro Majors do ano e é um dos cinco golfistas de todos os tempos a conquistar o Grand Slam do golfe (US Open, British Open, Masters e PGA Championship, os quatro principais torneios do calendário), ao lado de Ben Hogan, Gene Sarazen, Jack Nicklaus e Tiger Woods.
Em São Paulo, onde foi campeão do Aberto do Brasil em 1972 e 1974, Player deu aulas para jovens brasileiros, que se encantaram com a simplicidade do sul-africano. “Gostei muito das dicas e dos ensinamentos. Foi uma experiência fantástica”, disse o carioca Cristian Barcelos, de 18 anos.
Charl Schwartzel e Jim Furyk também opinam
Além das lendas-vivas do esporte, os melhores atletas da atualidade não conseguem esconder a felicidade com o momento atual do golfe. O sul-africano Charl Schwartzel, de apenas 28 anos e que já soma mais de US$ 16 milhões somente em prêmios, é um deles.
“Quando se fala de Jogos Olímpicos, você imagina alguns caras correndo os 100m rasos, nadando ou fazendo exercícios de ginástica artística. A possibilidade de o golfe fazer parte disso, de os jogadores terem a chance de ganhar medalhas de ouro é muito especial”, opinou o campeão do Masters de Augusta de 2011.
Para ele, o Brasil pode se tornar um novo destino dos maiores golfistas do mundo. “É claro que só o tempo dirá, mas se os maiores jogadores do mundo competirem no Rio 2016™, é difícil imaginar que não tenha um grande impacto no Brasil. Vai ajudar a colocar o golfe no foco, expor pessoas diferentes ao esporte e gerar ainda mais interesse pelo golfe no Brasil”, afirmou, em entrevista exclusiva.
O norte-americano Jim Furyk, campeão do US Open de 2003, disse que todos têm a ganhar. “Acho que não é só fantástico para o esporte, como também para os Jogos Olímpicos. Acho que o golfe pertence aos Jogos Olímpicos. Há espaço para uma gama tão grande de esportes e atividades nos Jogos Olímpicos que, para mim, faz todo sentido um esporte como o golfe ser incluído”, disse, antes de encerrar o seu pensamento:
“O Brasil é conhecido por seus eventos esportivos e times, mas não muito pelo golfe ainda. Acho que com os Jogos Olímpicos acontecendo no Rio de Janeiro, e o golfe fazendo parte deles, não tem como não ser um ganha-ganha. Certamente vai expor o esporte a muitos fãs, e se o golfe conseguir chamar a atenção desses fãs que nunca tiveram contato com o esporte, então será uma vitória para todos”.