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Um mundo novo

Ouro olímpico e decacampeão mundial, Emanuel se sente “um diamante ainda a ser lapidado”

Por Rio 2016

Confira a segunda parte da entrevista com o mito da areia

Ouro olímpico e decacampeão mundial, Emanuel se sente “um diamante ainda a ser lapidado”

Emanuel e Ricardo comemoram a medalha de ouro em Atenas 2004 (©Getty Images/Robert Laberge)

Na segunda parte da entrevista, Emanuel fala sobre ser o melhor jogador de Vôlei de Praia da história, comenta sobre os parceiros na carreira e a expectativa para o próximo desafio, levar o ouro em Londres 2012. Confira!

Muitos apontam você como o melhor jogador de Vôlei de Praia da história. O que pensa sobre isso?

Eu ainda estou construindo a minha história, na minha cabeça. Eu vivo através de desafios, vivo atrás de sonhos, e quando eu termino um sonho... Por exemplo, este ano de 2011. Fui campeão mundial e campeão do Circuito Mundial. Aqueles sonhos, eu realizei. Terminou, já estou construindo um outro. Na minha carreira, sempre pensei assim. Tudo que construí, vou aproveitar só na minha aposentadoria. Deixar um legado para as outras pessoas. A minha motivação é correr atrás disso. Quando me perguntam se eu sou o melhor do mundo, eu digo que ainda posso ser melhor do que eu sou, porque eu vejo coisas no meu jogo que eu ainda posso melhorar. Hoje, jogando com o Alison, tenho plena consciência que eu posso melhorar a minha defesa, o saque. Ainda estou em construção de um jogador ideal que eu gostaria de ser.

Aos 38 anos, campeão de tudo, ainda há o que apurar tecnicamente?

Sim, porque, em uma carreira, o atleta fica cheio de vícios. Para tirar esses vícios, tem que ter pessoas boas do seu lado. Todos os profissionais que eu tive do meu lado sempre me ajudaram a melhorar, a lapidar o diamante para ele ser perfeito. E eu acho que não estou perfeito, ainda tem algumas coisas que eu posso lapidar.

Além do Alison, parceiro atual, foram sete outros. As parcerias mais duradouras foram com Ricardo e Zé Marco. O que guarda destas relações?

Tive uma relação especial com cada um deles. Sou uma pessoa que gosta de aprender com as pessoas e com cada um deles aprendi algum detalhe que ficou gravado na minha vida. Por exemplo, o Aloísio, que era mais velho que eu dez anos. Ele tinha experiência. Eu tinha praticamente vinte, ele tinha trinta. Quando eu comecei, ele me ensinou o que era ser profissional. Isso é inesquecível. O Zé Marco me ensinou como ser amigo dentro e fora das quadras. Eu e ele éramos como duas pessoas que se conheciam há muito tempo, e essa relação dava certo nas quadras. Fui para os Estados Unidos, comecei a jogar com o André e ele me motivou, porque ele estava lá e eu cheguei sem infraestrutura nenhuma. Ele me deu a infraestrutura necessária.

Loiola era totalmente profissional. “Tem que fazer cem abdominais? Duzentos ataques? Vamos fazer”, totalmente disciplinado e objetivo. Com ele, aprendi a ser assim também. Com o Ricardo, agreguei um pouquinho de cada um deles. Foi o parceiro mais completo que eu tive, ficamos juntos durante sete anos. Com o Tande, na época, ele já era campeão olímpico, então me deu uma visão mais de fora da quadra. Exposição de imagem, o que um atleta precisa ter fora da quadra, relação com os patrocinadores, com a Confederação Brasileira. Ensinou a ser mais político. Agora, com o Alison, estou aprendendo a ser mais jovem (risos). São 12 anos de diferença, estou aprendendo a ser jovem novamente.

Qual foi o parceiro ideal?

Foi o Zé Marco. Foi o início da minha carreira, eu aprendi a vencer com ele. Foi a primeira vez que eu fui campeão mundial, a primeira vez que eu fui para Jogos Olímpicos, éramos campeões brasileiros. Com ele, eu aprendi o rumo da vitória.

E para Londres 2012, o que vem por aí?

Conversava com os organizadores dos Jogos e eles diziam que, em um levantamento que fizeram, o Vôlei de Praia é o quinto esporte em termos de expectativa com relação a espectadores e audiência. Teve um evento-teste agora, um mês atrás. Nós fomos convidados, porque somos patrocinados pela VISA, que é um dos parceiros olímpicos. Com esse convite, nós visitamos o local onde vai ser disputado. É um local realmente iluminado. A Arena é bem perto do Palácio de Buckingham, do Big Ben, onde os guardas fazem a troca. É espetacular.

E sobre a competição em si?

Eu sei de todas as dificuldades que existem para chegar lá, chegar bem, como um time favorito. Meu projeto com o Alison começou no ano passado, esse é o segundo ano jogando juntos. No ano passado, tivemos muitas dificuldades para se encaixar como time. Perdemos muitas partidas, discutimos, melhoramos, pioramos. O ano passado foi o laboratório. Esse ano, foi a colheita de todas as dificuldades que tivemos no ano passado. Melhoramos como equipe e eu acredito que isso é uma evolução natural do nosso projeto olímpico. Um time, para ser bom, precisa de três anos. Eu e o Alison vamos chegar com essa experiência boa de saber perder, saber ganhar jogos difíceis, saber perder jogos difíceis. Essa experiência é necessária ter na bagagem para um time que almeja ser campeão olímpico.

A meta é o ouro?

A meta é ser o melhor time do mundo. Acho que essa é a nossa função. Aprendi que a gente não pode qualificar um time só em busca de um título. Você quer ser o melhor time do mundo? Você quer ser o melhor sacador, o melhor bloqueador. Fica mais palpável no treinamento ser o melhor time do mundo do que ganhar o ouro olímpico. Fica mais visual para mim. Acredito que é uma forma mais objetiva de ver o caminho para os Jogos Olímpicos.

Para terminar, veremos Emanuel em quadra no Rio 2016?

Vou te responder em 2013 (risos). É uma dúvida que até eu tenho. Uma coisa é certa: eu vou estar trabalhando para o Brasil em 2016, seja dentro da quadra, seja fora. Quero ser assim sempre, quero ajudar o Brasil em 2016.