Ouro em Pequim e Londres, Fabí celebra o Dia Olímpico no QG dos Jogos Rio 2016™
Líbero titular da seleção brasileira desde 2001 conta aos funcionários dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos detalhes da sua vitoriosa carreira
Líbero titular da seleção brasileira desde 2001 conta aos funcionários dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos detalhes da sua vitoriosa carreira
Com Fabí em primeiro plano, seleção brasileira comemora a vitória sobre a Rússia nas quartas-de-final dos Jogos de Londres em partida épica (Getty Images/Elsa)
Líbero da seleção brasileira de voleibol medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012, Fabí visitou a sede do Comitê Organizador Rio 2016™ na manhã desta segunda-feira, para comemorar o Dia Olímpico, celebrado em todo o mundo, em 23 de junho, data de fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI), em 1894. A atleta falou sobre o início da sua carreira, contou histórias de bastidores da seleção brasileira e garantiu que o Brasil vai sediar uma competição sem precedentes a partir do dia 5 de agosto de 2016.
“É muito mais fácil ouvir as broncas do Bernardinho do que enfrentar esse batalhão de pessoas”, brincou, ao iniciar a sua palestra. Fabí lembrou alguns momentos marcantes do seu início de carreira. E brincou sobre o fato de querer conhecer pessoalmente a pessoa que inventou a posição de líbero no voleibol, introduzida em 1998, ano em que jogava pelo Macaé com Isabel e Márcia Fu.
“Dali pra frente minha vida mudou. Eu era uma das mais baixas do time, mas agarrei a oportunidade com todas as forças. A posição de líbero mudou o esporte, inclusive com a entrada de atletas muito altas como a própria Fabiana (meio de rede). Vocês imaginam a dificuldade que uma mulher de 1,95m tem para defender? Acho que o Brasil soube tirar proveito dessas mudanças”, disse.
Fabí já era titular absoluta da seleção em 2001 e estava em quadra nas grandes vitórias do voleibol brasileiro, mas também nas maiores derrotas. Nos Jogos de Atenas 2004 e no Mundial de 2006, o Brasil perdeu para a Rússia por 3 a 2. Naquela época, a seleção feminina ganhou a fama de “amarelona” por perder jogos decisivos no fim após abrir grande vantagem.

As defesas acrobáticas deram lugar a muita simpatia na visita de Fabí ao Comitê Rio 2016™ (Foto: Marcelo Omena)
“Uma das coisas mais difíceis para um atleta é entender a derrota. Faz parte do jogo, faz parte do protocolo do esporte. Aí, em 2007, nova derrota por 3 sets a 2, dessa vez para Cuba, na final dos Jogos Pan-americanos do Rio, no Maracanãzinho. Todas essas derrotas fortaleceram o nosso time, mas a de 2004 foi a mais doída. O Zé Roberto dizia que parte dele tinha morrido e, nos Jogos de 2008, ele disse em uma preleção: Eu queria que vocês pudessem me dar a chance de voltar a ser um Zé Roberto por inteiro. Estas palavras ficaram marcadas e nos ajudaram a buscar a vitória em Pequim”, disse, para aplausos da plateia.
A eterna líbero da seleção brasileira foi ciceroneada em sua visita pelo medalhista de prata em Los Angeles 1984 e presidente do Conselho de Esportes Rio 2016™, Ricardo Prado. Fabí lotou o novíssimo auditório do Comitê, no Estácio, região central do Rio. Mais de 160 pessoas que trabalham para os atletas conseguirem a melhor performance possível na próxima edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos tiveram um início de semana diferente. Dez colaboradores ainda foram presenteados com uma bola de voleibol autografada.
Pradinho agradeceu a disposição da atleta, que estava treinando em Saquarema (RJ) e viajou ao Rio para comemorar essa data tão importante. Solícita, Fabí posou para fotos e distribuiu diversos autógrafos, mas antes ela deixou um recado que ficará guardado no peito de muitos funcionários do Comitê Organizador.
“Nós atletas somos os protagonistas, mas sem vocês (organizadores) as coisas não acontecem. As duas medalhas de ouro da seleção brasileira são uma conquista pessoal, da seleção brasileira, mas ela é de todos nós. Em 2016 faremos uma grande edição dos Jogos Olímpicos. A gente (os brasileiros) é receptivo. Somos os reis do improviso, da espontaneidade”, garantiu.

Ricardo Prado sorri enquanto Fabí exibe as lembranças que recebeu do Comitê Rio 2016™ (Foto: Marcelo Omena)