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Um mundo novo

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016™ podem mudar atitudes no Brasil, diz Tanni Grey-Thompson

Por Rio 2016

A lenda Paralímpica está animada com os primeiros Jogos da América do Sul e o potencial legado esportivo e social que podem gerar

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016™ podem mudar atitudes no Brasil, diz Tanni Grey-Thompson

Lenda viva do esporte, a britânica Tanni Grey-Thompson soma 11 medalhas de ouro (16 no total) em quatro edições dos Jogos Paralímpicos (de 1992 a 2004) (Lucas Freitas/Rio 2016™)

Tanni Grey-Thompson, uma das mais bem-sucedidas atletas do Paralimpismo, ressaltou o potencial do Rio 2016™ para melhorar atitudes relacionadas a pessoas com deficiência no Brasil.

A britânica, que corre em cadeira de rodas, ganhou 16 medalhas em Jogos Paralímpicos (11 de ouro) entre 1988 e 2004. Ela esteve no Rio para o Prêmio Laureus, mas dedicou um tempo para falar com o rio2016.com.

A campeã Olímpica disse que, além de ter como objetivo principal realizar competições de alto nível e deixar um legado esportivo, os Jogos Paralímpicos Rio 2016™ também têm o poder de causar mudanças sociais mais profundas.

“É importante que o Brasil se utilize do sucesso que obteve, especialmente em atletismo e natação, para ser bem-sucedido em outros esportes”, disse. “E se os Jogos puderem servir para auxiliar o Rio a continuar com a mudança de atitude frente a pessoas com deficiência, seria ótimo.”

Grey-Thompson, que ganhou a London Wheelchair Marathon seis vezes, incentivou o Rio a realizar Jogos com a cara do povo brasileiro e não ficar intimidado pelo sucesso dos Jogos de Londres 2012.

Ela disse: “Cada edição de Jogos Olímpicos e Paralímpicos é completamente diferente, e Londres enfrentou uma situação parecida depois de Pequim, quando todo mundo comentou ‘Como fazer Jogos tão bons quanto os de Pequim?’, mas Londres fez algo diferente. Acho que para o Rio é a mesma coisa – você tem que se ater aos seus valores e ao espírito do seu povo.”

“Acredito que o mundo espera que os Jogos do Rio sejam uma grande festa, uma celebração em massa. Quando as pessoas veem o Carnaval e as outras coisas que acontecem aqui, ficam muito animadas com o Rio. Para mim foi ótimo fazer parte de Londres, mas agora é a hora dos Jogos do Rio.”

Grey-Thompson, membro da Laureus Academy que ajudou na seleção dos premiados, estava participando de um evento especial sobre mulher no esporte e confessou que sua primeira ambição era ser jogadora de rugby.

Em 2010, foi indicada a Britain’s House of Lords (e recebeu o título de baronesa Grey-Thompson) onde contribuiu para debates e para a criação de leis. No entanto, o esporte continua sendo uma paixão.

A campeã Paralímpica dá dicas para os atletas paralímpicos brasileiros que esperam ganhar medalha em casa em 2016. “Aqueles que competiram em Londres aprenderam bastante sobre a pressão dos Jogos – assistiram aos atletas britânicos e viram como é a cobertura de mídia e de publicidade e a reação do público nos estádios. Acho que o segredo para o sucesso agora é treinar bastante, não se deixar distrair pelas coisas maravilhosas que acontecerão no país-sede – precisam focar em treinar e ganhar no Rio.”

“Os novatos devem ver esses Jogos como uma oportunidade, porque só se recebe os Jogos em casa uma vez na vida. Portanto, se ainda está na iminência de tentar se qualificar em 2016, faça tudo o que puder, porque participar de Jogos em casa é a melhor coisa do mundo.”