Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

OS GUERREIROS DO MOVIMENTO OLÍMPICO: A Luta Olímpica

Por Rio 2016

Esporte é reconhecido como um dos dois mais antigos do mundo, ao lado do Atletismo

OS GUERREIROS DO MOVIMENTO OLÍMPICO: A Luta Olímpica

Estilo Greco-Romano é disputado desde Atenas 1896 (Foto: ₢Getty Images/Julian Finney)

Pinturas rupestres que datam de antes do ano 3.000 a.C. comprovam: as Lutas estão entre os dois esportes mais antigos da história da humanidade, ao lado do Atletismo. Correr e lutar estão na natureza do ser humano. Não poderiam estar fora do Movimento Olímpico desde sua gênese, na Antiguidade.

Na Era Moderna, a Luta Olímpica, cujas disciplinas são o Estilo Livre e o Estilo Greco-Romano, participa de alguma forma dos Jogos desde a primeira edição, em Atenas 1896 – com exceção apenas de Paris 1900. Na estreia, na Grécia, apenas o Estilo Greco-Romano foi disputado. Não havia divisão por peso. O campeão foi um alemão, Carl Schumann, deixando dois gregos com a prata e o bronze.

No Greco-Romano, o programa olímpico só inclui as competições masculinas. A maior vencedora é a União Soviética, com 34 conquistas na história. A Suécia vem em seguida, com 20, seguida de Finlândia (19) e Hungria (16). Em Pequim 2008, a Rússia, herdeira maior da tradição soviética, levou três categorias. Cuba, França, Geórgia e Itália conquistaram uma cada.

“Existe o favoritismo dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, além de alguns asiáticos para Londres 2012. São grandes e tradicionais escolas. O berço do esporte está naquela região. No Estilo Livre, Rússia, no masculino, e Japão, no feminino, são as maiores potências”, analisa Roberto Leitão Filho, superintendente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas e atleta em Seul 1988 e Barcelona 1992.

No Estilo Livre, entre os homens, os Estados Unidos dominam com 47 conquistas. A União Soviética tem 28 ouros e a Rússia 13. Turquia (17) e Japão (16) são outras grandes potências. Em Pequim 2008, das sete categorias, três foram vencidas pelos russos. Geórgia e Uzbequistão, ex-repúblicas soviéticas, levaram uma cada, assim como Turquia e Estados Unidos. Disputado também entre as mulheres desde Atenas 2004, as japonesas levaram quatro das oito medalhas de ouro disputadas até aqui. As chinesas levaram duas. Ucrânia e Canadá têm uma cada.

Vitória do Rio aumenta número de praticantes no Brasil

O impacto da vitória do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 já é sentido pelos amantes da Luta Olímpica no Brasil. Segundo Roberto Leitão, o número de atletas que se dedica integralmente ao esporte triplicou com a expectativa de competir nos Jogos em seu país.

“O nível dos campeonatos vem aumentando. Estão ficando mais disputados e mais profissionais. Conseguimos elevar os padrões. Os resultados dos brasileiros começam a aparecer a nível regional e, a nível mundial, é possível que haja surpresas nas próximas edições dos Jogos”, diz Leitão.

“O mais importante é que, hoje, garotos de 12, 13 anos de idade já estão praticando, se dedicando à Luta. Na minha época de atleta, tinha que treinar Judô, não tinha aula do esporte, não tinha profissionais dedicados a isso. Os jovens estão com mais vontade, atletas, árbitros e dirigentes, estão sendo formados e o retorno disso vem com o tempo”, completa o ex-lutador, que esteve nas últimas duas edições dos Jogos Olímpicos como treinador de atletas brasileiros.