OS GUERREIROS DO MOVIMENTO OLÍMPICO: A Luta Olímpica
Esporte é reconhecido como um dos dois mais antigos do mundo, ao lado do Atletismo
Esporte é reconhecido como um dos dois mais antigos do mundo, ao lado do Atletismo
Estilo Greco-Romano é disputado desde Atenas 1896 (Foto: ₢Getty Images/Julian Finney)
Pinturas rupestres que datam de antes do ano 3.000 a.C. comprovam: as Lutas estão entre os dois esportes mais antigos da história da humanidade, ao lado do Atletismo. Correr e lutar estão na natureza do ser humano. Não poderiam estar fora do Movimento Olímpico desde sua gênese, na Antiguidade.
Na Era Moderna, a Luta Olímpica, cujas disciplinas são o Estilo Livre e o Estilo Greco-Romano, participa de alguma forma dos Jogos desde a primeira edição, em Atenas 1896 – com exceção apenas de Paris 1900. Na estreia, na Grécia, apenas o Estilo Greco-Romano foi disputado. Não havia divisão por peso. O campeão foi um alemão, Carl Schumann, deixando dois gregos com a prata e o bronze.
No Greco-Romano, o programa olímpico só inclui as competições masculinas. A maior vencedora é a União Soviética, com 34 conquistas na história. A Suécia vem em seguida, com 20, seguida de Finlândia (19) e Hungria (16). Em Pequim 2008, a Rússia, herdeira maior da tradição soviética, levou três categorias. Cuba, França, Geórgia e Itália conquistaram uma cada.
“Existe o favoritismo dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, além de alguns asiáticos para Londres 2012. São grandes e tradicionais escolas. O berço do esporte está naquela região. No Estilo Livre, Rússia, no masculino, e Japão, no feminino, são as maiores potências”, analisa Roberto Leitão Filho, superintendente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas e atleta em Seul 1988 e Barcelona 1992.
No Estilo Livre, entre os homens, os Estados Unidos dominam com 47 conquistas. A União Soviética tem 28 ouros e a Rússia 13. Turquia (17) e Japão (16) são outras grandes potências. Em Pequim 2008, das sete categorias, três foram vencidas pelos russos. Geórgia e Uzbequistão, ex-repúblicas soviéticas, levaram uma cada, assim como Turquia e Estados Unidos. Disputado também entre as mulheres desde Atenas 2004, as japonesas levaram quatro das oito medalhas de ouro disputadas até aqui. As chinesas levaram duas. Ucrânia e Canadá têm uma cada.
Vitória do Rio aumenta número de praticantes no Brasil
O impacto da vitória do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 já é sentido pelos amantes da Luta Olímpica no Brasil. Segundo Roberto Leitão, o número de atletas que se dedica integralmente ao esporte triplicou com a expectativa de competir nos Jogos em seu país.
“O nível dos campeonatos vem aumentando. Estão ficando mais disputados e mais profissionais. Conseguimos elevar os padrões. Os resultados dos brasileiros começam a aparecer a nível regional e, a nível mundial, é possível que haja surpresas nas próximas edições dos Jogos”, diz Leitão.
“O mais importante é que, hoje, garotos de 12, 13 anos de idade já estão praticando, se dedicando à Luta. Na minha época de atleta, tinha que treinar Judô, não tinha aula do esporte, não tinha profissionais dedicados a isso. Os jovens estão com mais vontade, atletas, árbitros e dirigentes, estão sendo formados e o retorno disso vem com o tempo”, completa o ex-lutador, que esteve nas últimas duas edições dos Jogos Olímpicos como treinador de atletas brasileiros.