Os donos da festa: conheça os melhores atletas de cada esporte dos Jogos Paralímpicos
São 23 modalidades em disputa no Rio 2016, com um total de 4.350 atletas. Entre eles, astros como Terezinha Guilhermina, Daniel Dias e Alex Zanardi
São 23 modalidades em disputa no Rio 2016, com um total de 4.350 atletas. Entre eles, astros como Terezinha Guilhermina, Daniel Dias e Alex Zanardi
O australiano Ryley Batt (à esquerda) é "o cara" do rugby em cadeira de rodas (Foto: Getty Images/Cameron Spencer)
Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 têm 23 modalidades em disputa, divididas em 528 provas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas. Em ação, 4.350 atletas de 176 países, maior número da hstória do evento. A numeralha impressiona, e para facilitar a vida do torcedor selecionamos os principais destaques de cada esporte. Conheça os personagens principais dos Jogos.
São 177 provas valendo medalhas, entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos, no Estádio Olímpico e no Forte de Copacabana.
Terezinha Guilhermina (Brasil) – A velocista mineira (foto abaixo) está entre as maiores medalhistas do Brasil nos Jogos, com duas de ouro em Londres 2012 e uma em Pequim 2008. Chegou a trocar o atletismo pela natação por não possuir um par de tênis para correr, até ganhar um de presente e voltar às pistas em 2000.

Petrucio Ferreira (Brasil) – Grande aposta do Brasil, o potiguar de 19 anos é recordista mundial nos 200m da classe T47 (para atletas amputados de um dos braços, na altura do cotovelo) e considerado o “Neymar do atletismo brasileiro”.
No Rio 2016, 12 seleções masculinas e 10 femininas competem pelo pódio. Os jogos acontecem na arena Carioca 1 e na Arena Olímpica do Rio.
Mariska Beijer (Holanda) – Principal pontuadora do Campeonato Europeu 2015, com média de 23,6 cestas por jogo. A Holanda acabou com prata, mas vem para o Rio com fome de ouro. Em Londres 2012, o time levou o bronze, atrás da Alemanha (ouro) e da Austrália (prata).
Estreou nos Jogos Paralímpicos Nova York/Stoke Mandeville 1984. Homens e mulheres competem juntos em sete provas, entre disputas individuais, em duplas e por equipes, que serão na Arena Carioca 2.
Dirceu Pinto (Brasil) – O paulista de 35 anos tem quatro medalhas paralímpicas, maior número no mundo da categoria. Todas as provas que participou do evento, levou ouro, tanto individual como dupla.
Atletas disputam a bordo de caiaques seis provas valendo medalhas – três masculinas e três femininas, fazendo no menor tempo possível um trajeto de 200m em linha reta em águas calmas. A sede é o Estádio da Lagoa.
Markus Swoboda (Áustria) – Na estreia da canoagem nos Jogos Paralímpicos, o austríaco é um dos favoritos e domina as canoas desde sua estreia internacional em 2010. Tem seis ouros em Mundias.
Fenômeno da Canoagem Paralímpica sonha em atingir outro nível no Rio 2016
Seja na prova de estrada ou de contrarrelógio, as curvas da cidade inspiram as disputas do ciclismo de estrada, no Pontal.
Alex Zanardi (Itália) – Ex-piloto das Fórmulas 1 e Indy, o italiano perdeu as pernas em um acidente na Indy e ressurgiu no ciclismo de estrada com dois ouros Paralímpicos em Londres 2012
No Velódromo Olímpico do Rio, atletas disputam 17 provas valendo medalha, entre disputas individuais e por equipes mistas.
Sarah Storey (Grã-Bretanha) – Uma das britânicas paralímpicas mais bem-sucedidas de seu país. Em Londres 2012, a ex-nadadora paralímpica levou quatro ouros nos quatro eventos de ciclismo que participou, dois na pista e dois na estrada.
Serão 14 provas valendo medalhas, entre combates individuais e por equipes, na Arena da Juventude.
Beatrice Vio (Itália) – Aos 18 anos, é campeã Mundial e Europeia, passando 2015 invicta. Aos 11 anos, enfrentou uma meningite, e uma infecção generalizada a obrigou a ter antebraços e pernas amputados.
Jovane Guissone (Brasil) – O gaúcho de 33 anos começou a praticar em 2008, quatro anos depois de levar um tiro num assalto e perder o movimento das pernas. É uma das apostas de medalha do Brasil, depois de levar o ouro em Londres 2012.
Versão do esporte para deficientes visuais, regra que não se aplica ao goleiro. Oito seleções disputam o torneio masculino do esporte no Centro Olímpico de Tênis.
Jefinho Gonçalves (Brasil) - O baiano (foto abaixo) de 26 anos, apelidado de Pelé da categoria, é bicampeão Paralímpico e foi eleito melhor jogador do mundo em 2010. Como ala direita, ajudará o Brasil a seguir invicto.

Oito seleções competem pelo pódio no torneio masculino do esporte, disputado por atletas com paralisia cerebral, no Estádio de Deodoro
Jan Francisco Brita da Costa (Brasil) – Vai para sua quarta edição de Jogos Paralímpicos e é considerado o melhor jogador da seleção brasileira. Dominou o Mundial de 2015 com três gols, levando o país a conquistar o bronze. Ainda ajudou o Brasil a ganhar o ouro nos Jogos Parapan-Americanos 2015.
Criado para reabilitação de veteranos de guerra, é disputado por atletas com deficiências visuais, que jogam vendados. No Rio 2016, 10 seleções masculinas e 10 femininas buscam o pódio, em jogos na Arena do Futuro
Leomon Moreno da Silva (Brasil) – O brasiliense de 22 anos foi o principal destaque da Copa do Mundo de 2014, como o jogador que mais pontuou (51 gols), ajudando o Brasil a bater a Finlândia na final (9 a 1). Em Londres 2012, ficou com a prata.
Erkki Miinala (Finlândia) – O finlandês foi essencial no time que tirou o ouro do Brasil em Londres 2012 e anotou 24 gols na Copa de 2014. Será um dos adversários fortes dos brasileiros no Rio 2016.
Estão em disputa dez categorias de peso masculinas e dez femininas, no Rio Centro, Pavilhão 2
Sherif Othman (Egito) – Mais forte atleta da modalidade (foto abaixo) entre todas as categorias de peso, o egípcio de 33 anos levou ouro em Pequim 2008 e Londres 2012, assim como os Campeonatos Mundial de 2010 e 2014 entre os homens até 56kg. Em 2015, Sherif subiu para 59kg e rapidamente bateu o recorde do britânico Ali Jawad.

Homens e mulheres se enfrentam em igualdade de condições no hipismo. No Rio 2016, são 10 provas individuais de adestramento e uma por equipes
Marcos Fernandes Alves (Brasil) – Conhecido como Joca, é responsável pelas únicas medalhas do Brasil na categoria: duas de bronze em Pequim 2008. Aos 54 anos, o brasiliense também participou de Atenas 2004 e Londres 2012. Treina saltos desde os 10 anos e ficou paraplégico em 1985, num acidente de cavalo.
Disputado desde Seul 1988. No Rio 2016, judocas com deficiência visual lutam pelo pódio em sete categorias de peso masculinas e seis femininas, na Arena Carioca 3.
Eduardo Ávila Sánchez (México) – Medalhista de ouro em Pequim 2008 e bronze em Londres 2012, o mexicano também saiu vencedor da categoria até 81 quilos dos Jogos Parapan-Americanos 2015.
Ramona Brussig (Alemanha) – A judoca de 39 anos vai para sua quarta edição dos Jogos Paralímpicos e está determinada a manter seu ritmo de medalhas. Em Atenas 2004 e Londres 2012, saiu com ouro, enquanto em Pequim 2008 ficou com prata na categoria até 52kg.
São 151 provas valendo medalhas, com disputas masculinas, femininas e revezamento misto, que acontecem no Estádio Aquático Olímpico
Daniel Dias (Brasil) – Maior campeão Paralímpico do Brasil (foto abaixo), com 15 medalhas, incluindo 10 de ouro. Tem índices nas seis provas individuais do Rio 2016 e já recebeu três prêmios Laureus, considerado o Oscar dos esportes.

Verônica Almeida (Brasil) – Um ano após ouvir que teria apenas mais um ano de vida, diagnosticada com uma doença que limita os movimentos das pernas, a baiana foi a Pequim e voltou com medalha de bronze nos 50m borboleta classe S7.
A estreia em Jogos Paralímpicos foi em Pequim 2008. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, haverá uma prova masculina, uma feminina e duas mistas.
Erik Horrie (Austrália) – prata em Londres 2012, o australiano domina a classe AS, como tricampeão mundial.
Moran Samuel (Israel) – a remadora demorou cinco anos para chegar a seu primeiro título mundial em 2015. Foi indicada para a eleição de atleta do ano (2015) em seu esporte.
Entre 14 e 18 de setembro, na Arena Carioca 1, serão os jogos entre as seleções de rugby, introduzido no programa Paralímpico em Sydney 2000. Curiosidade: as seleções podem mesclar homens e mulheres.
Chuck Aoki (Estados Unidos) – Inspirado pelo filme Murderball, estreou na seleção de seu país em 2009 e já se tornou um dos melhores do mundo. Foi peça-chave para a seleção de seu país conquistar o bronze no Mundial 2014.
Ryley Batt (Austrália) – Tido como o melhor jogador de rugby em cadeira de rodas do mundo, é líder de sua seleção, ouro em Londres 2012 (anotando 160 pontos) e campeã mundial em 2014. Mesmo com apenas 27 anos, já participou de três edições dos Jogos Paralímpicos.
Os jogos estão distribuídos por todo o período dos Jogos Paralímpicos, entre 8 a 17 de setembro, no Pavilhão 3 do Riocentro. Serão 29 pódios, de torneios individuais e por equipes.
Álvaro Valera (Espanha) – Atleta que se mantém no topo das principais competições do mundo, Valera foi campeão mundial individual da classe 6 em 2014 e campeão europeu em 2015. Fora dos Jogos Paralímpicos desde Sydney 2000, volta no Rio 2016.
Lin Ma (China) – O chinês (foto abaixo) é considerado um dos melhores de todos os tempos. Na classe 9, foi campeão mundial em 2014 e campeão asiático em 2015. É o número 1 do mundo nessa classe, e desde que começou no esporte sempre esteve entre os cinco do mundo.

Bruna Alexandre (Brasil) – Com menos de 18 anos, Bruna já competiu em Londres 2012. Agora com 21, a brasileira da classe 10 volta aos Jogos Paralímpicos, no Rio 2016.
A competição será de 9 a 16 de setembro, nas quadras do Centro Olímpico de Tênis, na Barra. O esporte foi introduzido no programa Paralímpico em Barcelona 1992.
Shingo Kunieda (Japão) – O jogador de maior sucesso no tênis em cadeira de rodas. Em 2015, perdeu apenas dois jogos. Conquistou três títulos de Grand Slams e terminou como número 1 do mundo. Vem ao Rio 2016 pelo tricampeonato individual.
O esporte está nos Jogos Paralímpicos desde sua primeira edição, em Roma 1960. No Rio 2016, serão disputadas nove provas, individuais e por equipes, de 11 a 17 de setembro, no Sambódromo.
David Drahoninsky (República Tcheca) – Ouro em Pequim 2008, Prata em Londres 2012, conseguiu seu primeiro título mundial em 2015, na W1. É considerado o melhor do mundo.
Zahra Nemati (Irã) – primeira atleta de seu país a conseguir um ouro Paralímpico, em Londres 2012, quer participar tanto dos Jogos Olímpicos como dos Paralímpicos.
Com 12 provas, todas individuais e com quatro tipos de armas, as disputas acontecem entre 8 a 14 de setembro no Centro Olímpico de Tiro, em Deodoro.
Cuiping Zhang (China) – Depois de duas pratas em Pequim 2008, a chinesa (foto abaixo) levou o ouro da R2 (carabina de ar 10m sentada - SH1) em Londres 2012, com um recorde mundial, e conquistou o segundo ouro na R8 (carabina 50m três posições – SH1). Ela ainda bateu três recordes mundiais em 2015.

Jonas Jacobsson (Suécia) – Desde Arnhem 1980, o sueco participou de nove edições dos Jogos Paralímpicos, com um total de 17 ouros, duas pratas e nove bronzes. Fora seus 19 recordes mundiais.
Disputa será no Forte de Copacabana. A prova masculina será em 10 de setembro, e a feminina, no dia 11.
Martin Schulz (Alemanha) – nos últimos dois anos, dominou a classe PT4. Nesse período, entre junho de 2013 e setembro de 2015, foi campeão mundial duas vezes (2013 e 2014) e quatro vezes campeão europeu.
Stefan Daniel (Canadá) – o maior adversário do alemão Schulz ficou com o título do Mundial 2015 – ganhou por 30 segundos.
São três classes na vela Paralímpica: 2.4mR, Skud 18 e Sonar, com base na Marina da Glória, para regatas de 12 a 17 de setembro, sempre na parte da tarde.
DamienSeguin (França) – Ouro nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008, passou batido em Londres 2012, mas voltou à melhor forma no ano passado, quando foi quarto colocado no Mundial de 2.4mR.
Heiko Kroeger (Alemanha) – Campeão Paralímpico em Sydney 2000 na 2.4mR, mostra consistência: vice em Londres 2012, tinha sido quarto colocado em Atenas 2004 e Pequim 2008 e soma sete títulos mundiais. É o grande rival do francês Seguin.
Os jogos serão entre os dias 9 e 18, no Pavilhão 6 do Riocentro. Oito seleções femininas e oito masculinas participam dos torneios. O Brasil foi prata no Mundial da Polônia 2014.
Yu Hong Shen (China) – Tricampeã Paralímpica, é considerada a alma da seleção do seu país. Também tem o título do Mundial 2014.
Safet Alibasic (Bósnia e Herzegovina) – Foi campeão Paralímpico em Londres 2012 sobre o Irã, que defendia seu título de Pequim 2008.
Wellington Platini Silva (Brasil) – Jogador consistente e posicionado entre os melhores do mundo, sobretudo no ataque e no bloqueio. Esteve em Londres 2012, quando o Brasil fez sua estreia no esporte e classificou-se em quinto lugar. Foi vice-campeão mundial em 2014.