Olimpíadas Escolares em sintonia com o projeto dos Jogos Olímpicos da Juventude
Evento brasileiro e iniciativa do COI se igualam no objetivo de integrar atividades esportivas e culturais
Evento brasileiro e iniciativa do COI se igualam no objetivo de integrar atividades esportivas e culturais
Foto: Washington Alves/COB
Durante o VI Fórum Mundial de Esporte, Educação e Cultura, que termina neste sábado, dia 27, em Busan, na Coréia do Sul, o Comitê Olímpico Internacional (COI) reforçou a idéia de utilizar o esporte como ferramenta para educar a juventude em todos os aspectos: físico, mental e social. Essar Gabriel, coordenador da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que acontece em 2010, em Cingapura, fez uma apresentação sobre o evento e falou do objetivo de atrair os jovens para o esporte e fazer com que eles adotem os valores olímpicos como modelo de vida.
Os Jogos da Juventude reunirão atletas de 14 a 18 anos em uma competição nos moldes dos Jogos Olímpicos tradicionais. Além das disputas de várias modalidades, serão realizados debates sobre os valores olímpicos e mudanças sociais. Uma integração entre esporte e educação que é realidade para os jovens do Brasil desde 2005, quando foram criadas as Olimpíadas Escolares. Este ano, a competição, que termina no domingo, dia 28, contou com a participação de 2.800 alunos de 12 a 14 anos, de 800 escolas públicas e particulares. As Olimpíadas Escolares refletem os ideais da candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos de 2016, e seguem os mesmos fundamentos que o COI pretende expandir com os Jogos Olímpicos da Juventude. Nosso projeto está baseado na transformação social a partir do esporte, da educação e da cultura, explica Mário Cilenti, Diretor de Relações Internacionais da Comissão Rio 2016, que participa do VI Fórum Mundial de Esporte, Educação e Cultura, em Busan.
Os resultados das Olimpíadas Escolares mostram que o esporte é uma grande força transformadora, diretamente ligada à inclusão social e à educação. E os Jogos Olímpicos poderiam impulsionar ainda mais este movimento no Brasil. Afinal, os jovens que hoje participam das Olimpíadas Escolares sonham com a chance de disputar, no Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos de 2016. Um bom exemplo é o carioca Guilherme Fontanella (foto), de 14 anos, que ganhou três medalhas de ouro em provas de natação das Olimpíadas Escolares de 2008 (50m livre, 50m peito e revezamento 4x50m livre). Sonho defender o Brasil nos Jogos Olímpicos e quero muito que os Jogos de 2016 sejam no Rio de Janeiro, sonha Guilherme.
Assim como Guilherme, a carioca Ianah Agnoletto, de 13 anos, prata no lançamento de dardo, também faz planos: Meu pai me incentivou a praticar esportes porque não queria que eu apenas ficasse em casa vendo televisão. Agora, vou treinar muito para chegar aos Jogos Olímpicos. Quando o Rio de Janeiro for escolhido como sede de 2016, será ainda mais maravilhoso. Da mesma idade de Ianah, o jovem Murilo deu show no basquete. Na estréia da equipe do Rio Grande do Norte, ele foi o cestinha, com 16 pontos, e mostrou que é craque na quadra e também fora dela. Estudar é muito importante, assim como o esporte. Minha meta é chegar à seleção brasileira e poder jogar no Rio, em 2016, diz Murilo.