Olho neles: dez atletas muito jovens que devem brilhar nos Jogos Paralímpicos
Teens ou recém-saídos da adolescência, eles já batem recordes e desbancam favoritos na luta por medalhas no Rio 2016
Teens ou recém-saídos da adolescência, eles já batem recordes e desbancam favoritos na luta por medalhas no Rio 2016
Getty Images
Os crescimento do esporte Paralímpico faz com que a renovação nos recordes do atletismo siga ritmo acelerado, com jovens talentos surgindo muito cedo, mas já com resultados significativos. Os "new kids" não param de surgir, arrebatando medalhas e ameçando favoritos. Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, você vai poder vê-los em ação. Conheça dez atletas, a maioria deles ainda adolescente, que devem roubar as atenções em setembro, de acordo com o site do Comitê Paralímpico Internacional (IPC). Há ingressos disponíveis para assistir a todos eles no Rio de Janeiro.
O adolescente - 17 anos - foi uma das surpresas na equipe americana enviada ao Mundial de Doha, em outubro: conquistou o ouro ao melhorar sua marca pessoal em 20 centímetros. Há apenas quatro anos, teve de amputar a perna esquerda devido a um câncer ósseo. Era um jogador de basqutebol de destaque em sua escola, e seguiu a ligação com o esporte no atletismo Paralímpico.
Sessão para acompanhar
PAT04 - Final do salto em altura masculino F42 - Preços entre R$ 70 e R$ 110
Ela tem apenas 14 anos, cara e corpo de menina ainda, mas já soma dois títulos mundiais e dois recordes mundiais na classe T35, para atletas com paralisia cerebral. Em outubro, no Mundial de Doha, no Catar, em sua primeira viagem para outro continente, não deu chance para as mais velhas. No Rio de Janeiro, tem chances de se consagrar como mais jovem Paralímpica a ganhar medalha de ouro.
Sessões para acompanhar
14 de setembro - 10h - Estádio Olímpico
PAT13 - Final dos 200m feminino T35 - Preços entre R$ 20 e R$ 40
17 de setembro - 10h - Estádio Olímpico
PAT19 - Final dos 200m feminino T35 - Preços entre R$ 20 e R$ 40

A principal rival de Isis Holt entre as velocistas com paralisia cerebral não é muito mais velha que a australiana: a escocesa Maria Lyle tem 15 anos, que se contentou com duas pratas nos duelos recentes do Mundial 2015. Ela começou no atletismo aos 9 e desde os 12 anos tem marcas impressionantes - chegou a bater o recorde mundial, mas, pela idade, não pôde ter a marca homologada.
Sessões para acompanhar
14 de setembro - 10h - Estádio Olímpico
PAT13 - Final dos 200m feminino T35 - Preços entre R$ 20 e R$ 40
17 de setembro - 10h - Estádio Olímpico
PAT19 - Final dos 200m feminino T35 - Preços entre R$ 20 e R$ 40

A caçula da equipe irlandesa de atletismo tem paralisia cerebral, mas compete na classe para atletas com menos limitações de movimento. Estreou em campeonatos mundiais aos 15 anos, em outubro de 2015, com recorde mundial e prata (competiu com atletas de outras categorias) em Doha. Antes, já tinha dois ouros em campeonato europeu. Aos 16, é uma das favoritas para o ouro no Rio.
Sessão para acompanhar
17 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT20 - Final do lançamento de disco feminino F38 - Preços entre R$ 50 e R$ 70

"Me disseram que eu nunca andaria, então comecei a correr." Palavras do menino biamputado aos 11 meses, mas que usa próteses desde os 15 meses de idade. Destaque em Doha com um bronze nos 200m e prata nos 400m, aos 16 anos, ele é a esperança teen dos Estados Unidos nas duas provas (nos 200m T44 deve enfrentar o brasileiro Alan Fonteles).
Sessões para acompanhar
12 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT10 - Final dos 200m masculino T44 - Preços entre R$ 70 e R$ 110
15 de setembro - 10h - Estádio Olímpico
PAT15 - Final dos 400m masculino T44 - Preços entre R$ 20 e R$ 40

Nascida com paralisia cerebral, ela começou a competir inspirada pelos Jogos Paralímpicos Londres 2012. Hoje aos 14 anos, já viveu a emoção de derrotar uma das campeãs que a inspiraram a entrar para o atletismo. Em setembro, Kare interrompeu um ciclo de sete anos de invencibilidade da campeã Paralímpica Hannah Cockroft (dois ouros em Londres) nos 400m. No Mundial de Doha, porém, ficou com o bronze nos 400m e nos 800m, provas vencidas por Hannah.
Sessões para acompanhar
14 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT14 - Final dos 400m feminino T34 - Preços entre R$ 50 e R$ 70
16 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT18 - Final dos 800m feminino T34 - Preços entre R$ 70 e R$ 110

Aos 19 anos, recordista mundial dos 200m, o velocista nascido no interior da Paraíba é apontado como "o Neymar do atletismo Paralímpico brasileiro". A comparação é de Edílson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro. Nascido em São José do Brejo da Cruz, Petrúcio Ferreira só começou a vida atlética aos 17 anos e tem imenso potencial.
Sessões para acompanhar
11 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT07 - Final dos 100m masculino T47 - Preços entre R$ 20 e R$ 40
16 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT18 - Final dos 800m feminino T34 - Preços entre R$ 70 e R$ 110

Ele tem 20 anos, e levou a prata no Mundial de Doha, ficando a apenas seis centímetros da marca do medalhista de ouro Kamil Aliyev, do Azerbaijão. Sua categoria, T12, é a dos deficientes visuais em nível intermediário, que não são totalmente cegos.
Sessão para acompanhar

Aos 19 anos, ele é a mais jovem esperança Paralímpica de medalhas para a Tailândia, que costuma revelar velocistas em cadeira de rodas. No Mundial de Doha, Pongsakorn Paeyo foi ouro nos 200m T53, prata no revezamento 4x400 T53/54 e bronze nos 400m T53. No Rio, promete frequentar bastante o pódio.
Sessões para acompanhar
17 de setembro - Estádio Olímpico
PAT20 - Final do revezamento 4x400m T53/54 - Preços entre R$ 50 e R$ 70

Ela tem 21 anos e se projetou internacionalmente no Mundial em Doha, ao ficar em terceiro lugar nos 100m T44 - prova vencida pela estrela holandesa Marlou van Rhijn. Com a evolução que vem mostrando, Nyoshia Cain pode surpreender no pódio do Rio.
Sessão para acompanhar
17 de setembro - 17h30 - Estádio Olímpico
PAT20 - Final dos 100m feminino T53 - Preços entre R$ 50 e R$ 70
