Obras subterrâneas para construção de túneis na Zona Portuária avançam
Túnel do Binário está com 77% de suas obras prontas, enquanto no Túnel da Via Expressa as escavações já passaram da metade
Túnel do Binário está com 77% de suas obras prontas, enquanto no Túnel da Via Expressa as escavações já passaram da metade
Túneis da Via Binário do Porto e da Via Expressa terão papel fundamental no trânsito da área (Rio 2016/Alex Ferro)
No subterrâneo do Centro do Rio, as obras de revitalização da Zona Portuária avançam em ritmo acelerado. De segunda a sábado, 24 horas por dia, uma equipe especializada de engenheiros, geólogos, técnicos e operários estão construindo dois túneis - do Binário e da Via Expressa - a até 46 metros de profundidade. Além de melhorar o fluxo de tráfego nos arredores do Porto, os túneis vão desempenhar papel fundamental no projeto de revitalização da região.
A obra do Túnel do Binário, que terá 1.480 metros de extensão, já está 77% concluída, e a previsão é que esteja finalizada no segundo semestre deste ano. Depois de passar por um período de testes e ajustes, o túnel será incorporado aos 3.500 metros da Via Binário do Porto, que está em operação desde novembro de 2013, e contribuirá com a distribuição do tráfego interno nos bairros da região portuária e seus acessos ao Centro.
A construção do túnel da Via Expressa - avenida paralela à Via Binário do Porto - está, por sua vez, com 54% das obras prontas. Dos 6.847 metros de extensão da via, 3.022 fazem parte do túnel, que vai da altura do Armazém 8 à Praça Quinze, e quando entrar em funcionamento, em 2016, será o maior do país em área urbana. Já a Via Expressa será uma importante conexão entre o Aterro do Flamengo, a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói.

A revitalização do Porto
A primeira fase do projeto de revitalização da zona portuária, impulsionada pela realização dos Jogos Rio 2016, teve início ainda em 2009. Nesta fase, o projeto teve como foco serviços de redimensionamento e a implantação de 48 Km de redes de esgoto, drenagem, gás natural, telecomunicações e iluminação, além da pavimentação de ruas e calçadas em um raio de 350 mil metros quadrados.
Em 2011, o projeto tomou forma e se expandiu para abranger uma área total de cinco milhões de metros quadrados. No escopo do projeto, um novo sistema viário foi desenhado para receber o fluxo de veículos de todas as direções da região metropolitana, integrando as zonas Norte, Sul e Centro. No final de 2013, o Elevado da Perimetral começou a ser implodido para dar lugar às duas novas vias: Binário do Porto e a Via Expressa que, juntas, ampliarão a capacidade de tráfego em 27% na região.
Ainda no campo da mobilidade urbana, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai chegar para integrar o transporte na cidade. Com 28 quilômetros de extensão, o VLT terá seis paradas e será conectado a outros sistemas de transporte na cidade, como o BRT Transbrasil, a rodoviária, o metrô, a rede ferroviária, as barcas, o aeroporto Santos Dumont e o terminal marítimo de passageiros.
Outros projetos de destaque se referem ao resgate da herança cultural e arquitetônica do Rio, como a restauração das edificações do Morro de São Bento, do Moinho Fluminense, do Paranapanema, os Galpões da Gamboa, o Centro Cultural José Bonifácio, a Igreja de São Francisco da Prainha, o Palacete Dom João VI e o prédio do Museu de Arte do Rio, além da redescoberta do Cais do Valongo, que deu origem ao Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana.