O que ganha quem participa das cerimônias do Rio 2016?
O cineasta Fernando Meirelles lista três motivos para não se perder a chance de atuar nas festas de abertura e encerramento dos Jogos
O cineasta Fernando Meirelles lista três motivos para não se perder a chance de atuar nas festas de abertura e encerramento dos Jogos
Coreógrafa das cerimônias, Deborah Colker lidera o flashmob que celebrou o marco de 500 dias para os Jogos Paralímpicos (Rio 2016)
O brasileiro está acostumado a vivenciar emoções fortes como protagonista de festas coletivas. Desfilar nas escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro ou pular no meio do povo atrás de um trio elétrico nas micaretas que levantam (e param) cidades do país em diferentes épocas do ano. Cantar o hino do seu time do coração nos estádios ou fazer coro com uma banda emblemática na plateia de um mega festival de rock. Quem vive no Brasil tem frequentemente oportunidades de sentir como é fazer parte de um desses exemplos de expressões culturais de massa. Boa parte delas apresentam também surpreendente riqueza cênica, como o Festival do Boi de Parintins, na Amazônia.
Com inúmeras feiras e festas populares no calendário anual do país que reúnem milhares de pessoas em celebração, os diretores das cerimônias de abertura e enceramento dos Jogos Rio 2016 acreditam que o Brasil acumula expertise para imprimir a energia contagiante do brasileiro na história Olímpica. “Vamos fazer o que sabemos fazer de melhor: uma grande festa”, ressalta a diretora Daniela Thomas, que está trabalhando com os cineastas Andrucha Waddignton e Fernando Meirelles. Para que a festa tenha a energia esperada, os diretores vão trabalhar com um total de 12 mil voluntários. Uma oportunidade única de entrar em campo no Maracanã e atuar nas apresentações que serão transmitidas para o mundo todo.
Meirelles, que abriu sua concorrida agenda no mercado de cinema para trabalhar na cerimônia de abertura, conta neste vídeo três motivos para não perder a chance de atuar nesse emblemático evento do calendário Olímpico.
Os voluntários selecionados para atuar nas cerimônias vão encenar coreografias elaboradas por Deborah Colker, um dos nomes mais expressivos da dança brasileira, consagrada com o prêmio Laurence Olivier em 2001. Autora de espetáculos como Mix (1995), Cirque de Soleil – Ovo (2009) e Belle (2014), Colker já coreografou inúmeras comissões de frente de escolas de samba do Carnaval do Rio e o flashmob que marcou os 500 dias para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Até 30 de setembro, qualquer pessoa acima de 16 anos pode se inscrever para participar das cerimônias dos Jogos Rio 2016 no site https://cerimonias.rio2016.com .