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Um mundo novo

O mito e os limites: Andrei Moiseev e a saga pelo tri

Por Rio 2016

Russo pode se tornar o primeiro atleta a ganhar três medalhas de ouro olímpicas na competição individual

O mito e os limites: Andrei Moiseev e a saga pelo tri

Andrei Moiseev no topo do pódio em Pequim 2008 (Foto: ©Getty Images/Julian Finney)

Para o Barão Pierre de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a reunião das cinco disciplinas do Pentatlo Moderno representava um teste para as qualidades morais do homem, tanto quanto para seus recursos físicos e habilidades técnicas. O resultado era a produção de um atleta completo. No centenário da inclusão do esporte no programa olímpico, um russo pode ir além. O homem e o mito se confundem na saga pela terceira medalha de ouro consecutiva de Andrei Moiseev.

Seria um feito inédito na história. Apenas o húngaro Andras Balczo tem três conquistas, mas duas delas no evento por equipes (Roma 1960 e Cidade do México 1968), prova que fez parte dos Jogos Olímpicos entre 1952 e 1992. Subiu ao topo do pódio no evento individual em Munique 1972.

Perto de completar 33 anos, Moiseev compete em alto nível há mais de uma década. Foi campeão das duas edições olímpicas que participou. Em 2011, conquistou o título mundial e terminou o ano em terceiro do ranking. Está qualificado para Londres 2012, mas, pelo alto nível dos pentatletas de seu país e pelos limites do regulamento, ainda não tem presença garantida.

“Ser campeão olímpico é o último e maior degrau. Você precisa estar no melhor da sua forma, no auge do seu desempenho. Não há distinção entre as conquistas de Atenas 2004 e Pequim 2008. Ambas foram extremamente difíceis. Para Londres 2012, estamos na expectativa. Estou qualificado, mas ainda não tenho certeza se vou, porque quatro atletas russos estão qualificados para os Jogos e o país só pode enviar dois. Só posso me preparar e esperar”, analisa. Os ingressos para as disputas do Pentatlo Moderno na capital britânica já estão esgotados há meses.

Confira o vídeo da conquista de Moiseev em Pequim 2008

Mudanças no esporte

A partir de 2009, com o início de um novo ciclo olímpico, o Pentatlo Moderno experimentou mudanças significativas em suas regras, com o objetivo de aproximar público e mídia e ampliar as fronteiras do esporte. O Tiro, que era a primeira prova, passou a fazer parte do evento combinado, última e decisiva prova, junto com a corrida. A pistola de ar foi substituída pela pistola a laser.

Para Moiseev, campeão antes e depois das mudanças, a transição foi suave. A capacidade de adaptação aos novos desafios fez e faz parte do dia-a-dia em um esporte complexo e exigente física e mentalmente.

“O esporte se tornou mais atrativo para o público. Do ponto de vista do atleta, fez com que todos tivessem que se adaptar novamente. Isso equilibrou o esporte, nivelou. A corrida continua sendo uma corrida, o Tiro continua sendo o Tiro, mas os detalhes fazem diferença. Para mim, especificamente, recebi as mudanças com naturalidade. Não tive dificuldades diferentes das que os outros tiveram”, diz o russo.

Rumo ao Rio 2016™

Durante a segunda etapa da Copa do Mundo 2012, disputada em março, em Deodoro, no Rio, o bicampeão olímpico teve a oportunidade de conhecer alguns dos locais que receberão as competições do Pentatlo Moderno em 2016. Dentro do Complexo que abrigará seis esportes olímpicos e três paralímpicos, instalações de primeiro nível, como o Centro Nacional de Tiro, já estão prontas. Outras serão temporárias. Viver Rio 2016™, por ora, só no campo da imaginação e na pele vermelha pelo sol incessante:

“Para competições como a Copa do Mundo, as condições já são boas. As instalações para todos os esportes estão perto umas das outras, o que é importante. Para os Jogos Olímpicos, ainda temos quatro anos. Teremos novas instalações. A estrutura para os Jogos são sempre muito boas. Atenas e Pequim foram excelentes neste aspecto. Não se espera menos do Brasil. Agora, se eu vou competir ou não, depende da minha saúde (risos). Se tudo estiver bem, por que não?”.

Moiseev sorri ao ser questionado sobre a possiblidade de ser o melhor pentatleta de todos os tempos. O caminho para a medalha em Londres é árduo e começa em casa. Seus compatriotas Aleksander Lesun, primeiro do ranking mundial, Serguei Karyakin, campeão do mundo em 2010, e Ilia Frolov, campeão do mundo em 2008, também sabem o significado de ser um atleta completo. Só um pode chegar ao topo. A saga pelo ouro envolve mitos e limites.