O MAIOR DESAFIO DA CARREIRA: Para os “primeiros crachás”, desenvolvimento profissional já é real
Profissionais têm a oportunidade de crescer dentro do Comitê Organizador e abrem portas para um futuro de sucesso depois dos Jogos
Profissionais têm a oportunidade de crescer dentro do Comitê Organizador e abrem portas para um futuro de sucesso depois dos Jogos
Flávio Cardilo já trabalhou nos Jogos Pan-Americanos, no Comitê Olímpico Brasileiro e na equipe de candidatura dos Jogos de 2016 (Rio 2016™)
Dia 18 de setembro de 2016: data da cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos do Rio. Será o fechamento de um ciclo que está mudando a cidade, o país e a vida de quem se envolve na organização do maior evento esportivo do planeta.
Para os funcionários do Rio 2016™, entretanto, este não é um projeto com prazo determinado. É um grande salto profissional, seja para os que já têm longa carreira no esporte, seja para quem descobriu há pouco a vocação para o Movimento Olímpico.
É o que pensa Gabriel Alves, do Departamento de Instalações. Ele entrou no Comitê em dezembro de 2010 como analista sênior de projetos. Em menos de dois anos, foi promovido a coordenador técnico de engenharia. Realizado na profissão, Gabriel quer continuar a fazer parte deste universo.
“É um aprendizado enorme. As pessoas têm um nível profissional altíssimo aqui. Tenho a oportunidade de fazer contato com empresas, fornecedores e consultores. Quero seguir trabalhando com Jogos, me identifiquei com isso e é o que quero fazer daqui para frente”, afirma.
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Desenvolvimento acelerado
Outro exemplo de quem conseguiu ascender profissionalmente é o de Flávio Cardilo. O analista de remuneração sênior foi o primeiro funcionário da área de Recursos Humanos e o crachá número nove em todo o Comitê. Já trabalhou nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Comitê Olímpico Brasileiro e na equipe de candidatura dos Jogos de 2016.
Um dos responsáveis pelo recrutamento dos quase 400 funcionários, Flávio acredita que cresceu junto com a empresa:"Meus gestores e eu conseguimos alinhar essa expectativa, que era ter uma carreira dentro da área de RH. Apesar de ser um projeto com término certo, você pode fazer uma carreira, só depende da sua dedicação", afirma.
Flávio também destaca como o dinamismo do trabalho acelera o desenvolvimento profissional: "Como a evolução do Comitê é muito intensa, você acaba vivenciando processos em curto prazo. Algo que em sua carreira você demoraria dois anos para ver, aqui acontece em nove meses. Isso te prepara mais rápido para o mercado", explica.
Amor pelo esporte
Sônia Almeida é mais uma prova de como é possível crescer neste tipo de carreira. Passou de secretária da Confederação Brasileira de Vôlei a gerente-geral de Esportes do Rio 2016™. Assim como Flávio, trabalhou no Pan e no processo de candidatura. Com orgulho, é o crachá número sete do Comitê.
Para ela, a interação com pessoas de áreas e países diferentes cria oportunidades para o pós-Jogos: “É um mundo que te abre muitas portas e a diversidade de profissionais é muito grande. Em um evento esportivo tem tecnologia, protocolo, finanças, recursos humanos, engenharia, arquitetura, planejamento. Você acaba aprendendo muito, é só querer. Por isso que acho que quem entra no esporte e se identifica, não sai mais”, diz.
Com 23 anos de carreira, Sônia se declara uma apaixonada pelo que faz. E deixa um conselho para os “novatos”: “É o maior projeto esportivo do mundo, impacta em todos os setores da sociedade, tem uma característica única. Quem entrar no Comitê não pode vir para cá fechado. Aqui, não tem começo, meio e fim. Isso aqui é o começo de vários que podem surgir. No dia que terminarem os Jogos, para mim não vai ter acabado. No esporte, eu sei que vou continuar”, completa.