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Um mundo novo

O campeão Jan Frodeno e o samba do sprint final

Por Rio 2016

Alemão, que conquistou o ouro em Pequim 2008 nos últimos metros, já vislumbra o calor e a festa no Rio 2016

O campeão Jan Frodeno e o samba do sprint final

Jan Frodeno comemora a medalha de ouro em Pequim 2008 (©Getty Images/ Adam Pretty)

A chegada dramática e histórica do Triatlo masculino em Pequim 2008 daria um samba de primeira aos olhos dos cariocas, cuja cadência e sensibilidade, misturados à alegria e celebração, são conhecidos mundo afora. O laureado alemão Jan Frodeno que o diga.

Atual medalhista de ouro após uma prova surpreendente, na qual bateu favoritos do porte de Simon Whitfield, canadense campeão olímpico em Sydney 2000, e o espanhol campeão mundial Francisco Javier Gomes, Frodeno já está garantido em Londres 2012 e quer mais. Ele pode ser o primeiro atleta a defender o título nos Jogos.

Por e-mail, o alemão, que cresceu na África do Sul, relembra a maior conquista da carreira, fala das expectativas para as próximas competições e conta o que deseja ver na Cerimônia de Encerramento do Rio 2016. Confira a entrevista:

Você conquistou o histórico ouro olímpico em Pequim 2008 no sprint final, um resultado inesperado para muitos. Com certeza, não para você. Conte um pouco da preparação, dos dias e momentos que antecederam a conquista.

Eu tive sorte o bastante para administrar uma preparação próxima da perfeição. Treinos muito duros, sem lesões e um vívido objetivo em mente. Nós voamos para Jeju, na Coreia do Sul, para adaptação ao fuso horário e aclimatação, antes de chegarmos à Vila Olímpica. O mais difícil foi relaxar nos dias que antecederam a corrida – ingerir o máximo de energia possível e encontrar o equilíbrio certo, para estar em forma no dia da competição.

No seu website oficial, você diz que o triatlo surgiu na sua vida vendo a primeira competição olímpica, em Sydney 2000, assistindo à vitória de Simon Whitfield. Além dele, quem foram suas referências no início da carreira?

No início, crescendo na África do Sul, Conrad Stolz foi uma incrível motivação. Ele estava nos Jogos de Sydney 2000 e eu pude realmente conhecê-lo. Sua performance corajosa e vigorosa me inspirou demais e os conselhos e dicas que ele me deu no início da carreira me ajudaram muito.

Quando se encantou pelo Triatlo, você já praticava natação. O triatlo é uma evolução, um segundo passo na vida de um jovem atleta? É aconselhável iniciar a vida esportiva dividindo as atenções entre os três esportes?

Honestamente, eu não tinha ideia de o que era o Triatlo antes de 1999, então não havia a opção de iniciar com Triatlo. Acho que, nos dias de hoje, há mais e mais crianças sendo introduzidas ao esporte mais cedo, o que cria uma onda de grandes performances dos mais jovens. Eu faria tudo da forma que fiz novamente, mesmo que tenha certa inveja do suporte e do conhecimento que os jovens atletas têm hoje em dia.

As expectativas para Londres já são enormes e você tem a chance de ser o primeiro campeão olímpico a defender seu título. Quais as diferenças que já enxerga entre Pequim 2008 e Londres 2012, incluindo momento na carreira, percurso e expectativas?

Em Pequim 2008, todos diziam que eu estaria na idade perfeita em Londres. Então, aqui estou, focado como sempre, mas com muito mais experiência e conhecimento sobre mim mesmo. Não fosse o bastante, os últimos três anos me ensinaram que eu tenho a fórmula da vitória, que eu só preciso “atualizar” e adaptar para minhas habilidades e para as demandas da próxima prova. Ter conquistado a qualificação para Londres um ano antes significa que tenho algum tempo para planejar e trabalhar realmente duro!

Em 2016, os Jogos Olímpicos chegam a um novo continente. Serão disputados pela primeira vez na América do Sul. De que forma a vitória do Brasil contribui para o mundo do esporte e o movimento olímpico?

Eu já tive o privilégio de correr na América do Sul e o grande ponto é que você garante verdadeiros Jogos “de Verão”, o que não é tão certo na Europa. Mas o mais importante acho que é a criatividade e a animação dos espectadores, que vai ser fantástica. Acho que os brasileiros fazem uma festa incrível enquanto apreciam o esporte. É uma recepção verdadeiramente única, uma atmosfera maravilhosa.

No Rio 2016, você estará com 31 anos, ainda em plena forma. Estará competindo no Brasil?

Eu certamente espero estar apto a encerrar minha carreira como atleta dançando o Samba na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016!

Você viveu sua juventude na África do Sul. Acredita que o continente africano está preparado para receber os Jogos Olímpicos em um futuro próximo? De que forma isto influenciaria na prática do esporte na África?

Com certeza, sim! A Copa do Mundo de Futebol e a África do Sul provaram sem sombra de dúvidas que os africanos não estão só prontos, mas estão loucos para receber os maiores eventos esportivos. O continente produziu tantos atletas icônicos... Acho nada mais que natural que os Jogos cheguem lá.