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Um mundo novo

O badminton brasileiro tem seu "Coração Valente"

Por Rio 2016

Um problema cardíaco na infância levou Hugo Lemos Arthuso ao esporte profissional

O badminton brasileiro tem seu "Coração Valente"

Hugo Arthuso (direita) joga ao lado de Daniel Paiola, com quem ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015 (LatinContent/STR/Getty Images)

Os caminhos que levam ao esporte são por vezes misteriosos e a história do brasileiro Hugo Lemos Arthuso não deixa mentir. Dificilmente seus pais poderiam imaginar que o garoto que nasceu com um sério problema congênito no coração, que o levou a cinco cirurgias na infância poderia, no futuro, ser um atleta de alta performance. Mas foi o que aconteceu com Hugo, ganhador, ao lado de Daniel Paiola, da medalha de prata na competição de duplas do badminton dos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, e integrante da equipe brasileira que participa do 2º Yonex Brasil Grand Prix, evento-teste desse esporte  para os Jogos Rio 2016.

“Nasci com um problema chamado encurtamento de aorta”, conta Hugo, de 28 anos. “Isso me obrigou a passar pela primeira cirurgia aos dois anos de idade e a última aos dez". O problema, segundo ele, obrigou os pais a sempre batalharem e viverem uma rotina dentro de hospital durante sua infância. A batalha ali era pela sobrevivência. “Minha mãe, quando lembra da história, começa a chorar".
 


Hugo Arthuso, durante o evento-teste, no Riocentro. Ele começou a praticar badminton aos 12 anos (Foto: Rio 2016)

 

Em função dos problemas de saúde, Hugo era um menino franzino. “Por isso, o médico recomendou logo depois da última cirurgia que eu praticasse algum esporte. Segundo ele, isso seria bom para meu desenvolvimento". O início, segundo ele, foi bastante suave. “Comecei no tênis de mesa, mas era uma coisa de brincadeira mesmo. Eu fazia duas vezes por semana, depois três. Era algo com pouca carga (de esforço)”.

Estado de alerta

A família ficou em estado de alerta. “Meus pais tinham medo que eu voltasse a ter algum problema de saúde. No começo fazia acompanhamento médico toda a semana. Depois passou para a cada um mês, dois meses, seis meses, e agora é anual”.

A transição de brincadeira para esporte foi gradual.  Hugo começou a participar de competições de tênis de mesa e o exercício passou a ser levado mais a sério. “Com 12 para 13 anos, passei a praticar o badminton, uma, duas vezes por semana. Aos 16, comecei a treinar todo o dia. E a partir dos 18 entrei no alto rendimento".

'Não posso deixar de viver pelo medo. Sempre fiz tudo o que eu quis'

Hugo Lemos Arthuso, atleta da equipe brasileira de badminton


Atualmente, Hugo diz levar uma vida praticamente normal. Alguns cuidados extras são tomados nos exames de rotina, que são um pouco mais sofisticados do que os da maioria dos atletas. O histórico também aumenta o risco de desenvolver hipertensão no futuro. “Mas até hoje nunca tive nenhum problema".

'Disse aos meus pais que se algo de grave acontecer comigo em quadra, que fiquem tranquilos, pois morrerei feliz'

Hugo Lemos Arthuso, confiante em seguir a vocação

 

Hugo Arthuso (esquerda) e Daniel Paiola ocupam a 55ª posição no ranking mundial de duplas (Foto: CBBd)

 


Hugo fica um pouco tímido quando perguntado se já foi apelidado de “Coração Valente”, como o atacante brasileiro Washington, que superou um problema de coração e conseguiu desenvolver carreira de atleta profissional do futebol. “Na verdade, muitos dos meus colegas de equipe não conhecem a minha história”, revela, um pouco sem jeito.

O brasileiro não é o único atleta do badminton a competir apesar de histórico de problemas cardíacos. O atual segundo colocado no ranking mundial da Federação Mundial de Badminton (BWF) na categoria individual masculino, o dinamarquês Jan Jorgensen, também segue carreira apesar de um problema de inflamação nas válvulas do coração.