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Um mundo novo

No evento-teste do goalball, Arena do Futuro recebe plateia exclusiva e “Wesley Safadão” finlandês

Por Rio 2016

Evento-teste garante acessibilidade e oferece diferentes formas de vivenciar o Rio 2016 na Arena do Futuro

No evento-teste do goalball, Arena do Futuro recebe plateia exclusiva e “Wesley Safadão” finlandês

O Brasil leva o título, mas rivais prometem dificultar nos Jogos Paralímpicos (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Durante o Aquece Rio Torneio Internacional Masculino de Goalball, evento-teste Paralímpico encerrado nesta quinta-feira (5), atletas e espectadores cegos puderam conferir as soluções de acessibilidade da Arena do Futuro. Em quadra, o Brasil levou o título da competição após vencer a Lituânia por 11 a 7. Atual campeã Paralímpica, a Finlândia terminou na terceira posição.

Na plateia, cerca de 30 alunos do Instituto Benjamin Constant, que atende pessoas com deficiência visual, treinaram a audição para acompanhar as partidas. “A bola precisa bater no chão antes de passar para o outro lado da quadra”, explica Iris Paschoal, frequentador da organização, que esteve entre o público. “Assim, conseguimos ouvir o som do guizo que fica dentro dela”. Ele também elogiou o deslocamento na Arena do Futuro, em piso tátil. Milton Medeiros, colega do Benjamin Constant, reafirmou a importância da escuta para aproveitar a experiência. “Ouvimos a comemoração do gol, mas só vibramos quando o locutor avisa qual time marcou”, conta.

Milton Medeiros (dir.) com os colegas Tomário Braga e Leandro Lucas: expectativa para comemorar os gols (Foto: Rio 2016/Divulgação)

E só mesmo depois do ponto marcado o barulho é autorizado na quadra. Durante o jogo, mesmo lances emocionantes, como bolas na trave, exigem silêncio absoluto. “É como o golfe, o tênis e o tênis de mesa”, esclarece o árbitro Daniel Voltan. “Na hora da competição, o atleta precisa de sentidos como a audição e o tato para poder rastrear a bola.”

No fim do torneio, o evento recebeu aprovação. “Foi muito bem organizado, principalmente levando em conta a quantidade de aspectos testados”, ponderou Kari Rasanen, presidente de goalball da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA). Apelidado de “Wesley Safadão da Finlândia”, por causa dos cabelos longos, Ville Motonen afirma ter grandes expectativas para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. “Queremos repetir o ouro de Londres, até porque os brasileiros ganharam o Mundial de 2014 na nossa casa”, admite. Destaque do time brasileiro, Leomon Moreno comemorou a conquista do título e avaliou os oponentes Paralímpicos. “Temos rivalidade com a Finlândia e com a Lituânia, que têm atletas muito bons.”

Motonen: o “Wesley Safadão da Finlândia” busca o bicampeonato Paralímpico (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

“Sei que o público estava torcendo pelo Brasil, mas a plateia é calorosa e nos incentiva também”, elogiou o americano Daryl Walker. “O ginásio deixa as pessoas mais próximas da gente.” Outro atleta a aplaudir as instalações foi o lituano Marius Zibolis, que aprovou os vestiários. Para Gustavo Nascimento, diretor de instalações do Comitê Rio 2016, ainda há melhorias previstas. No Torneio Internacional, foi utilizado o mesmo piso flutuante do handebol – aprovado pelo Comitê Paralímpico Internacional também para goalball. “Fizemos isso porque tínhamos apenas três dias entre dois eventos-teste”, diz Nascimento. “Nos Jogos, com 15 dias de intervalo, dá para substituí-lo pelo carpete usual.”

Leomon: otimismo para o ouro brasileiro em setembro (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)