Na última briga da vela nas Américas, garota de 18 anos ganha vaga no Rio 2016
Com disputas em todas as classes, etapa de Miami da Copa do Mundo classificou mais dez países para os Jogos Olímpicos
Com disputas em todas as classes, etapa de Miami da Copa do Mundo classificou mais dez países para os Jogos Olímpicos
Velejadores de 22 países competiram em Miami, que valeu vaga Olímpica para as Américas (Getty Images/Mike Ehrmann)
A velejadora Cecilia Wollmann, das Bermudas, que completou 18 anos dois dias antes da etapa de Miami da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (ISAF, na sigla em inglês), e o multimedalhista Robert Scheidt, 42, do Brasil, fecharam o sábado (30) com a missão cumprida na competição. Cecilia corria atrás de vaga para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e ficou “chocada” com a conquista ao terminar entre as 40 primeiras da classe Laser Radial. Scheidt, já classificado, se disse muito contente por mais um ouro conquistado na classe Laser. "Principalmente pela regularidade dos resultados", resssaltou.
As regatas, de todas as classes, foram disputadas entre 25 e 30 de janeiro na cidade americana. Com tempo feio, a tensão tomou conta das raias porque a etapa de Miami era a última chance para os velejadores da América do Norte e da América do Sul tentarem se garantir no Rio 2016. Dos 22 países que enviaram representantes, dez entraram para a lista dos já classificados.
Com cinco medalhas Olímpicas (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze) e 18 em Mundiais (14 de ouro, três de prata e uma de bronze) entre as classes Laser e Star, Robert Scheidt minimiza a vantagem de competir em casa no Rio de Janeiro: “Agora vou dar uma parada e em março volto a treinar no Rio, onde as condições são bem desafiadoras. Velejo lá há 25 anos e ainda não conheço direito o lugar".
Além do Mundial da ISAF 2015 (em Santander, Espanha) e dos Mundiais de cada classe, as vagas Olímpicas da vela para o Rio 2016 saem de competições continentais. No caso das Américas do Norte e do Sul, valem os resultados nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, e também de eventos que contam como classificatórios – como Miami.
Conforme as vagas são preenchidas, há remanejamento conforme são disputadas as competições que valem para classificação. Também é observado o critério de cotas por país.
As vagas conquistadas em cada uma delas, por países, foram as seguintes: 470 masculina – Canadá e Chile; 470 feminina – Canadá e Chile; 49er. – Estados Unidos e Chile; 49er.FX – Estados Unidos e Chile; Nacra 17 – a Canadá e Uruguai; Laser – México e Venezuela; Laser Radial – Bermuda e Peru; Finn – Canadá e Argentina; RS:X masculina (nessa prancha a vela, masculina, foram duas vagas para o Norte e duas para o Sul) – Canadá e Estados Unidos, Venezuela e Colômbia; RS:X masculina – Canadá e Argentina.
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Cecília contou à The Real Gazette, das Bermudas (as ilhas são território britânico), que ficou tão feliz quando conseguiu a classificação, ainda na última regata, que não conseguia parar de rir durante toda a "perna" final que disputou. A garota será a primeira velejadora a representar Bermudas em Jogos Olímpicos desde Paula Lewin, na classe Yngling de Atenas 2004. E será a mais jovem.
A adolescente disse que vai treinar muito duro e participar de mais algumas competições pensando principalmente em melhorar sua largada. “Nunca fui ao Rio, mas alguns amigos que lá estiveram me dizem que não está tão ruim como andam falando. Outros dizem que está. Vou ver quando chegar”, comentou.